Sbras.Blog - O Jornalismo do Cidadão contra a Ditadura do pensamento único............................Publicação esporádica e ocasional que procura levar aos leitores informação sobre assuntos sociais, culturais, religiosos, políticos, desportivos, escolares, de saúde, de segurança, do património, do ambiente e outros, sobre o concelho de S. Brás de Alportel..................................Independente do poder politico e económico, aqui lê-se nos acontecimentos os sinais do tempo e presta-se atenção aos recantos mais ignorados.................................. Aqui ouve-se os anseios, aspirações ou queixas da população para a divulgação de informações e noticias de carácter não especializado........................................ Pseudo-jornalismo de Intervenção, de Proximidade e de Conveniência na defensa do interesse comum e o prestigio e desenvolvimento do concelho........................................Talvez por isso este seja único blog que a Câmara Municipal de S. Brás de Alportel não permite o acesso!...............................................

31 outubro 2006



Miguel Fernandes já treina o Sambrazense

Miguel Fernandes é o novo treinador do Sambrazense e já ministrou o primeiro aprumo, pouco depois de ter sido apresentado aos jogadores. No banco vai sentar-se esta quarta-feira na recepção ao Armacenense em jogo a contar para a Taça do Algarve.

Paralelamente o presidente Eduardo Santos esclarece sobre a saída de Avelino Condinho.Miguel Fernandes é um técnico experiente e já treinou várias equipas nos nacionais de futebol, além dos muitos anos que deu ao futebol juvenil do Louletano. Esta é uma nova experiência e em S. Brás de Alportel todos confiam no êxito e na recuperação da equipa em termos pontuais e na tabela classificativa. O objectivo de colocar o Sambrazense nos cinco primeiros lugares mantém-se.

Recuando à saída de Avelino Condinho, o presidente Eduardo Santos refere: “Trata-se de um bom homem e de um bom treinador, com métodos de trabalho avançados. É um treinador exigente que pode ter lugar seguro em campeonatos superiores a este, onde possa exercer a sua autoridade e ela seja acatada por jogadores profissionais. Já no distrital, creio que terá bastantes dificuldades em vingar a sua forte personalidade sobretudo porque se trata de um campeonato teoricamente amador e não vejo jogadores amadores se sujeitarem a tal grau de exigência”.

Eduardo Santos sublinha ainda que a saída de Avelino Condinho não se ficou a dever a questões de substituições, mas sim que “se fechou um ciclo, provavelmente, tarde de mais”.

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Fogo Posto em Apartamento em S. Brás

Imigrante em França incendeia apartamento
da ex-companheira em S. Brás de Alportel


Na passada noite de sábado (28/10) por volta da meia-noite, tocava a sirene dos Bombeiros, um incêndio lavrava dentro de um apartamento na estrada de Tavira(junto ao stand David). A vizinhança terá apercebido das chamas provenientes do apartamento, e alertaram os Bombeiros Voluntários de S. Brás de Alportel.

Os vizinhos deram conta das enormes labaredas vindas do apartamento logo que o fogo deflagrou e também deram conta que um homem suspeito entrava apressadamente num táxi que o aguardava a entrada dos apartamentos arrancado de seguida a toda velocidade. O que acabou por ser fundamental para a identificação e captura do suspeito.

Capturado no concelho de Faro o indivíduo, um emigrante português, planeava apanhar um avião para a França, país onde reside à vários anos. Segundo fonte junto da GNR, o individuo terá vindo França e chegado a S. Brás de táxi, subido ao apartamento da ex-companheira, e uma vez no interior “regado” com gasolina todas as divisões e ateado fogo, pondo-se seguidamente em fuga no táxi que o aguardava. O taxista não teria qualquer relação com o suspeito, no entanto terá agora que responder criminalmente pela “fuga” do local do crime.

O incêndio, alegadamente, terá sido o produto de um conflituoso processo de divórcio em que a título de vingança o homem se terá descolado propositadamente deste França, com o único intuito de atear fogo ao apartamento em que vivia a mulher.

Incêndio põe em causa operacionalidade dos Bombeiros

Ainda o suspeito não tinha abandonado o local e já eram visíveis as enormes chamas que a gasolina ajudou a alastrar-se pelo interior do apartamento. A vizinhança teve tempo de observar o táxi que o suspeito utilizou para a fuga arrancar a toda velocidade enquanto alertava os Bombeiros voluntários de S. Brás.

A sirene dos Bombeiros não levou mais de dois minutos para tocar. A vizinhança começou a sair para a rua, o espectáculo proporcionado pelas chamas era aterrador. Passaram-se mais 10 minutos, e apesar do Quartel dos Bombeiros estar a escassos 100 metros (1 minuto a pé) do incêndio ainda não era possível vislumbrar nenhuma viatura dos bombeiros a aproximar-se do local. Nesta altura já se juntavam local mais de 50 pessoas, vizinhos e passantes, desesperavam. As chamas eram enormes, tão grandes que iluminavam toda a rua. Em pânico, houve quem fizesse o escasso trajecto entre o apartamento em chamas e o Quartel dos Bombeiros pelo menos 3 vezes, na tentativa de “apresar” os bombeiros. Mas não havia maneira deles aparecerem!...

"Onde estão os Bombeiros?"

“Onde estão os Bombeiros?” era a pergunta que mais se ouvia entre os que presenciavam, impotentes, as chamas a consumirem o apartamento. O receio que o fogo alastrasse para os apartamentos vizinhos tomava conta dos populares. “Onde estão os Bombeiros?!... Por Favor alguém chame os bombeiros.”, dizia uma moradora do prédio contíguo soluçando compulsivamente agarrada ao telemóvel. Por esta altura já havia na rua cerca de uma centena de pessoas que observavam as enormes labaredas que consumiam o apartamento, sem nada poder fazer, tinham-se passado 20 minutos desde que a sirene soou.

Vinte e cinco minutos depois, enfim luzes azuis dos bombeiros! Uma viatura dobrava a esquina que separava o quartel dos bombeiros do incêndio, era uma viatura ligeira com três “ bombeiros”.

Acção atabalhoada, Bombeiros pouco preparados!

A chegada da primeira viatura dos BV S. Brás ao local levou meia hora, o que causou indignação aos que assistiam impotentes desde o início do incêndio. Como se isso não bastasse, os poucos bombeiros que transportava mostravam um enorme nervosismo talvez causado pelas cerca de uma centena de pessoas a esperavam da sua chegada.

“O carro dos Bombeiros chegou meia hora depois de ser chamado!... Como se isso não bastasse aparecem aqui com 3 bombeiros que nem sequer sabem utilizar as mangueiras!....” desabafava um dos presentes, “Só para tirar uma escada de cima do carro levaram uma eternidade! Parecia inclusive que nunca tinha movimentado a escada, pois nem sequer conseguiam coloca-la na posição correcta!... Uma tristeza!”.

“Valha-nos nossa senhora!”- dizia uma idosa que assistia a atabalhoada acção dos Bombeiros com a escada desdobrável. “Será possível que os bombeiros não saibam o que tem que fazer?!...” continuou exprimindo assim a sua indignação desta feita por ver um bombeiro experimentar o jacto de agua para cima um carro estacionado, “em vez de apontar para o apartamento em chamas, lavam os carros estacionados, Valha-nos a nossa senhora!”



GNR atrapalham acção dos Bombeiros

Enquanto toda esta atrapalhação decorria, outros bombeiros ia chegando a pé ao local. Por esta altura, chega também a patrulha da GNR local, mesmo a tempo de “ajudar” os Bombeiros atravessando o jipe no meio da estrada, facto que impediu a passagem da segunda viatura dos BV que chegava ao local largos minutos depois.

“Isto parece um filme!...” comentavam alguns dos presentes ao presenciarem tanto desconcerto junto. “Não basta a falta de jeito dos Bombeiros, ainda vem a GNR dificultar o trabalho!... Vão para casa pá! Só sabem andar a passar multas!” gritava um senhor para o soldado da GNR que corria para tirar o jipe do meio da estrada e deixar passar a viatura dos Bombeiros. “Se não fosse a tragêdia que está a acontecer, isto até parecia um filme cómico” dizia uma rapariga apontando para o incêndio.

Bombeiros Municipais?

A actuação dos bombeiros deixou muita gente preocupada. Comentários entre os que assistiam ao combate deste incêndio eram unânimes, não esquecendo que os bombeiros são voluntários num trabalho humanitário, todos concordam que estão muito mal preparados e são muito poucos operacionais. Talvez tenha sido uma situação pontual, ou talvez um alerta para a necessidade da municipalização dos bombeiros.

Incêndio extinto - Conclusões

Na madrugada de domingo o incêndio estava dado como extinto. Como era de prever, com tanta atrapalhação, o interior do apartamento ficou reduzido a cinzas.

O suspeito da autoria detido pelas forças de segurança, aguarda julgamento no Estabelecimento Prisional de Faro.

Quanto aos Bombeiros Voluntários de S. Brás de Alportel, este incêndio a escassos 100 metros do Quartel veio pôr a nú a falta de operacionalidade do Corpo de Bombeiros.



enviado por leitor identificado.

30 outubro 2006

«Os indicadores são só indicadores»

Directores dos dois estabelecimentos de ensino mais referidos nos rankings do Ministério da Educação comentaram os resultados.

A Secundária José Belchior Viegas, de São Brás de Alportel, no ensino público (7.ª), e o Colégio Internacional de Vilamoura , no privado(8.ª), integram a lista nacional das dez escolas com a média mais alta a Português B.

Dois estabelecimentos de ensino algarvios saltaram à vista no ranking das melhores, divulgado na passada semana pelo Ministério da Educação.

O «barlavento» falou com os directores da Escola José Belchior Viegas e do Colégio Internacional de Vilamoura, para obter uma reacção a estes indicadores.

Nas escolas a sensação transmitida foi de serenidade perante os resultados. Até porque, disseram os directores de ambas, «indicadores são só indicadores». «Não devemos ficar demasiado optimistas com os bons resultados, nem demasiado pessimistas com os maus», disse Renato Costa, do Colégio Internacional de Vilamoura.

Já Aida Cardoso, a presidente do Conselho Executivo da Escola José Belchior Viegas, assumiu que os resultados são, acima de tudo, «uma responsabilidade muito grande». Na prática, «servem para reflectir sobre o processo de aprendizagem».

Não esconde, ainda assim, orgulho nos alunos da escola que dirige, a quem atribui o mérito pela boa classificação. «No ano passado tivemos um grupo de alunos excelente» no que toca ao português, frisou.

Também Renato Costa se mostrou orgulhoso nos alunos do colégio, lembrando que este ensina crianças e jovens de «42 nacionalidades». Muitos dos que contribuíram para a boa média em português não têm sequer como idioma materno a nossa língua.

Também se mostra satisfeito pelo ciclo de bons resultados que o colégio que dirige tem vindo a conseguir, desde há cinco anos.

Em ambas as escolas, é referido o processo educativo, e as bases que vêm de trás. E se no colégio de Vilamoura o percurso dos alunos é sempre feito dentro da instituição, na Secundária de São Brás de Alportel já não é assim.

Aida Cardoso diz que parte do sucesso se deve à aposta que se tem vindo a fazer na educação, naquele concelho. Apesar de não haver um projecto comum, há uma «sintonia» entre os estabelecimentos de ensino dos diversos níveis. Isto permite que os alunos cheguem ao ensino secundário «com um bom background».

Renato Costa, por seu lado, acredita que a aposta num projecto de ensino «baseado na investigação» está na base da série de resultados positivos que a escola obteve.

«A escola está a transformar-se num laboratório, onde se estudam todas as áreas do conhecimento. As experiências têm sempre por base situações reais», contou ao «barlavento».

O director do Colégio Internacional de Vilamoura frisou ainda o facto de o Algarve, com menos população e escolas que alguns grandes centros urbanos, conseguir ter estabelecimentos de ensino nos rankings de melhores resultados a nível nacional.

O sucesso do colégio até sai fora de portas. Nos exames internacionais da Universidade de Cambridge (IGCSE e A Levels), os alunos ultrapassaram as expectativas iniciais: 100% dos estudantes a frequentar a classe 13 (último ano) foram admitidos em universidades inglesas e, em simultâneo, nas melhores universidades portuguesas.

28 outubro 2006

Embaixador da música celta no Museu

David Creevy rende homenagem a Andrés Segovia


David Creevy vai render homenagem a Andrés Segovia, num concerto organizado pelos «Amigos do Museu», que traz o embaixador da música celta até ao Museu de São Brás de Alportel. Será no domingo, dia 29, às 20h30. O programa integra composições de Francisco Tarrega, Isaac Albéniz, Johann Sebastian Bach, Heitor Villa-Lobos, Andrés Segovia, Andrew York, Stanley Meyers e Nikita Koshkin.

Os bilhetes custam 10 euros. Antes, às 18 horas, o Museu recebe um concerto do Paulo Silva Trio, com interpretações de standards de jazz, bossa nova e blues.

O grupo apresenta Paulo Silva no contrabaixo, Michael Assis no piano e Bem Heinz na bateria. Recentemente graduado pelo Conservatório de Música e Teatro de Dublin, onde estudou com John Feeley, o guitarrista David Creevy tem sido premiado com várias distinções importantes


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27 outubro 2006

100º Aniversário

Júlia de Jesus completou 100º Aniversário

Completou no passado dia 1 de Outubro a bonita idade de 100 anos Júlia de Jesus nascida no sitio do Poço Largo, S. Romão.A viver actualmente no Lar da Misericórdia, Júlia de Jesus, para além do trabalho no campo, foi costureira e é uma eximia artesã na arte de empreita.Teve três filhos 2 rapazes e uma rapariga, um dos quais já faleceu, e ficou viúva há precisamente 55 anos. Com 6 netos e 4 bisnetos viu no dia do seu 100º aniversário todos os seus familiares, companheiros do Lar e pessoas amigas dispensarem-lhe o carinho e amizade por tão longa longevidade que apesar da sua idade não parece pesar-lhe, já que a sua lucidez e facilidade de locomoção são invejáveis.

in Notícias de S. Braz


Actualizamos a noticia:

Infelizmente a D. Júlia de Jesus faleceu no passado dia 14-10-2006. os nossos sinceros pêssame à familia e amigos.
Existem ainda, mais 3 utentes
do Lar da Sta Casa da Misericórdia que nos próximos meses completarão a centena de anos de vida.

26 outubro 2006

União dispensa treinador

Avelino Condinho deixa o Sambrasense

À quarta jornada, deu-se a primeira chicotada psicológica no Distrital algarvio. Após a derrota caseira diante do Salir (0-1), presidente e treinador reuniram-se e Avelino Condinho deixou o comando da equipa de S. Brás de Alportel.

«Foi uma saída surpreendente, com o presidente a transmitir-me que eu deixava o comando da equipa em virtude das substituições que fiz, alegando que estas deram origem à derrota», desabafou o técnico.



In: Barlavento.Online
In: Algarve.Desporto

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24 outubro 2006

------- Câmara Municipal S. Brás de Alportel -------- Oferta de Emprego

A Câmara Municipal abriu Concurso externos de ingresso para admissão
de estagiários na carreira Técnica Superior de 2ª classe.

1 Lugar Assistente Social

1 Geógrafo

1 Arquitecto

Consulta o site da Câmara Municipal
www.cm-sbras.pt




Cartão Jovem Municipal

O novo "Cartão Jovem Municipal de São Brás de Alportel" já está disponível nos balcões da Secretaria da Câmara Municipal, adicionando às vantagens do já conhecido "Cartão Jovem<26", um conjunto de facilidades para os jovens são-brasenses, dos 12 aos 25 anos.

As vantagens específicas disponibilizadas pelo novo cartão incluem descontos: de 50 por cento (%) nas entradas nas Piscinas Municipais de São Brás, de 20% nos bilhetes para o cinema – Cine-Teatro São Brás, de 25% nas entrada em espectáculos inseridos em programas de animação para a juventude, de 10% nas entradas em espectáculos organizados pelo município e de 10% na aquisição de edições municipais.

23 outubro 2006

Ao Encontro da Música Clássica


Doze "Encontros com Música Clássica" vão priveligiar a audição musical e o diálogo entre participantes, vão ter lugar de 23 de Outubro a 29 de Janeiro de 2007, na Biblioteca Municipal Dr. Estanco Louro em S. Brás de Alportel.

Os encontros orientados por Carlos Soares pretendem dar a conhecer "o que se esconde por detrás de cada melodia clássica: o seu autor, a sua época histórica, para que instrumentos foi destinada quando composta", revela a edilidade sambrasense em comunicado.

Durante doze segundas-feiras, das 21:30 às 23:00 horas, os participantes vão ter a oportunidade de ouvir e trocar ideias sobre excertos de obras marcantes do Renascimento, Barroco, Clássico e Romantismo.

A primeira sessão vai ser dedicada à introdução do tema, à divisão em épocas e estilos e à música medieval I, enquanto a segunda sessão vai dar destaque à música medieval II, ao canto gregoriano e à polifonia.

Mais informações podem ser solicitadas através dos telefones 961 04 27 58 e 289 840 360.

O lobo andou pelos sítios

O autocarro do teatro andou pelas "aldeias", este fim-de-semana, e fomos espreitar o adeus de “Rapsódias e Lobices”.

“Isto é bom, para a gente se rir”, diz uma das septuagenárias, junto ao lavadouro da aldeia de Mesquita, em São Brás de Alportel.

Sentados num banco, cinco idosos ainda comentam, como se fossem crianças, o espectáculo a que acabaram de assistir. “Estas estórias são engraçadas, a gente já as conhecia, são do tempo da minha avó”, recorda Maria Inácia.

Dentro do autocarro, não pararam sossegados. “Isto faz lembrar os bonecos que havia – dizia uma senhora - referindo-se, provavelmente, aos de “Sto. Aleixo” que outrora existiam nas feiras.

Em palco, Jorge Soares – o Lobo -, Patrícia Amaral – a Raposa – e Carla Dias – a Ovelha e mais um par de bichos -, dão corpo às personagens que transportam as Fábulas de La Fontaine pelo interior do Algarve, a bordo de um autocarro. Na rectaguarda, a motorista Luísa Silva, veste também a pele de técnica de som e de luzes.

O lobo, a raposa e as ovelhas mexem-se como podem, num espaço reduzido que os actores fazem parecer enorme. A transformação acontece sempre que a porta do autocarro se fecha.

Revestido a preto no interior, tem montada uma “teia” de iluminação, régie de som e luz, palco à frente e plateia atrás.

Os 30 lugares encheram, com mais idosos do que crianças!

“Há muitos que quando é a primeira vez chegam a medo, e depois na segunda sessão já vêm muitos mais, porque passam palavra. E até repetem, vêm ver duas vezes a peça!”, diz Patrícia Amaral, a coordenadora do projecto “VATe - Vamos Apanhar o Teatro”, da ACTA, a Companhia de Teatro do Algarve.

Patrícia já perdeu a conta às vezes que vestiu a pele de raposa, mais de cem, seguramente. Muitas delas nas escolas, com direito a segundo acto. “Nas escolas, fazemos o espectáculo de manhã, e à tarde damos um atelier, em que pedimos às crianças para inventarem uma estória. Depois, passados três meses, voltamos a essa escola e somos nós que nos sentamos no lugar do público, eles são os actores, e isso é muito interessante”, explica.

Numa iniciativa inédita no Algarve, estes três actores levaram a arte de representar a locais onde o teatro nunca tinha pisado. Deste trabalho, tiram uma experiência gratificante: “Há muitas crianças que nunca foram a uma sala de teatro ou de cinema, e esta é uma oportunidade única. O autocarro é mágico, e este espaço ajuda-nos bastante na formação de públicos”, acrescenta.

O “teatro itinerante” começou a circular pelo Algarve em Fevereiro. Desde aí nunca mais parou. Resultado de um investimento de 280 mil euros, é único em Portugal. No estrangeiro há dois, um em Sevilha e outro na Dinamarca.“Dá-me gozo saber que é um projecto regional, que se conseguiu com o apoio de todos os municípios do Algarve”, finaliza Patrícia Amaral.

Lá fora, no banco, os “velhinhos” recordam outras estórias, como a de um neto que em França enfiou a cabeça nas grades de uma vedação, e depois não conseguia sair. “Estava a ver que tínhamos de serrar aquilo ou então tínhamos de matá-lo! (risos)”

A estória fez rir os presentes, quase tanto como as peripécias do lobo e da raposa, que terminam as suas actuações, em Parises.

“Parises” e não “Paris”, é uma pequena aldeia 20 quilómetros a Norte de S. Brás, não terá o “glamour” dos Campos Elísios, mas terá certamente uma boa surpresa para as crianças, sejam elas novas ou velhas.

Quanto ao VATe, em breve deverá regressar à estrada, mas com uma nova peça: “Mahura”, baseada em contos africanos e com uma forte componente ambiental.

22 outubro 2006

----- Centro Medicina Física Reabilitaçao/Sul ---- Oferta de Emprego

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Escola Secundária entre as 10 melhores

Escola Secundária José Belchior Viegas
7.ª no ranking das melhores escolas nos Exames Nacionais de Português B.
4.ª melhor escola no ensino público.

A Secundária José Belchior Viegas, de São Brás de Alportel, no ensino público (7.ª), e o Colégio Internacional de Vilamoura , no privado(8.ª), integram a lista nacional das dez escolas com a média mais alta a Português B. Não há nenhum estabelecimento de ensino algarvio na lista das dez piores.

Seis das dez escolas que registaram a melhor média nos exames nacionais do 12º ano a Português B são públicas, uma prestação acima da verificada em 2005, quando as privadas dominavam na lista das melhores à disciplina.

Segundo dados do Ministério da Educação, a disciplina, obrigatória em todos os agrupamentos à excepção de Humanidades, foi a que registou o maior número de exames realizados por alunos internos (38.348), entre as 20 seleccionadas pela agência Lusa.

Entre as dez escolas com melhores resultados na primeira fase deste exame, o Colégio Mira Rio, em Lisboa, ocupa o primeiro lugar, com 16,5 valores de média (numa escala de 0 a 20), uma posição que já assegurava no passado ano lecti vo.

Em segundo lugar, surge a escola do 2º e 3º ciclos e secundário de Mora , no distrito de Évora, com 15,3 valores, seguida do Colégio Manuel Bernardes, e m Lisboa, com 15.

No ano passado, apenas três escolas públicas figuravam na lista das dez melhores a Português B, um número que duplicou este ano, fazendo com que os est abelecimentos de ensino geridos pelo Estado estejam agora em maioria nesta lista .

No entanto, se as escolas públicas estão em maior número entre as que t iveram a melhor prestação, o seu predomínio verifica-se também entre as dez com a média mais baixa, uma tabela onde figura apenas um colégio privado.

A escola básica e secundária Maria Isabel do Carmo Medeiros, no concelho de Povoação, Açores, foi este ano a que apresentou o pior resultado, com uma média de apenas 6,8 valores nos 19 exames realizados.

O Colégio Maior Camilo Castelo Branco, no Porto, é o único estabelecimento de ensino privado a figurar entre as médias mais baixas, com 7,6 valores.

Nas 38.348 provas realizadas na primeira fase, a média nacional a Português B atingiu os 11,8 valores, mais uma décima do que no ano passado, a terceira melhor média entre as 20 disciplinas seleccionadas.


Lista das dez escolas com a média mais alta a Português B:

ESCOLA GÉNERO DISTRITO MÉDIA

Colégio Mira Rio Privado Lisboa 16,5
EB2,3/S de Mora Pública Évora 15,3
Colégio Manuel Bernardes Privado Lisboa 15,0
EB2,3/S Octávio D.Ferreira Público Santarém 15,0
Colégio Cedros Privado Porto 14,8
EB2,3/S Chamusca Público Santarém 14,7
Sec. José Belchior Viegas Público Faro 14,7
Colégio Intern Vilamoura Privado Faro 14,6
Sec. de Alcains Público Cast. Branco 14,5
Sec. Nuno Álvares Público Cast. Branco 14,4

21 outubro 2006

AH Bombeiros Voluntários S. Brás de Alportel

2º Comandante passou ao Quadro de honra

O até agora 2º Comandante Vítor Custódio F. Miguel bombeiro desde 26-11-1989 ,passou a bombeiro de 3ª classe em 31-07-1990, adjunto do Comando em 11-12-1990 e 2º Comandante em 31 -12 1999 pediu a passagem ao Quadro de Honra, por motivos da sua vida pessoal.e já por diversas vezes convidado a assumir o comando nunca aceitou tal cargo.

Embora a situação do Quadro de Honra não seja uma situação irreversível, Vítor Miguel vinha nos últimos tempos a sentir algumas dificuldades de conciliar a sua vida pessoal, e profissional com a de 2º Comandante

De qualquer modo nesta festa acabou por ser agraciado pela Liga dos Bombeiros Portugueses com a Medalha dos Serviços Dintintos homenagem de todo merecida por quem deu muito de si ao soldados da paz.

Ficando certamente a sua passagem pelo Comando marcada pela sua personalidade.

in Notícias de S. Braz


UDR Sambrasense

Sousa Uva inaugurou tapete verde com festa do futebol

O velhinho Campo de Futebol Sousa Uva acaba de receber um tapete verde natural inaugurando assim um novo ciclo na prática do futebol naquela colectividade.

No passado dia 23 de Setembro será mais uma data memorável para a União Desportiva e Recreativa Sambrasense com a inauguração do relvado do seu campo de futebol Sousa Uva.

O Presidente da União Sambrasense o representante da Associação de Futebol do Algarve, o Presidente da Junta de Freguesia e o Presidente da Autarquia, salientaram na ocasião a importância da existência no concelho de um campo de futebol relvado bem como foi descerrada uma placa com os agradecimentos a todos os contribuíram para levar a bom termo o processo de arrelvamento daquela recinto desportivo.

Com um jogo de futebol entre as escolinhas da Sociedade 1º de Janeiro e a Associação Jovem Sambrasense, se iniciou a tarde desportiva, que seguiria com um jogo de futebol entre as equipas B da União Sambrasense, que irão disputar a 2ª Divisão Distrital de Futebol.

O Lusitano Futebol Clube de Vila Real de Santo António foi a equipa convidada para a inauguração que levou até ao Sousa Uva uma interessante moldura humana que assistiu a uma tarde desportiva recheada de momentos de bom futebol.

Um beberete para todos os convidados fechou com chave de ouro uma tarde que ficará para história da União Sambrasense que segundo o seu presidente almeja ficar nos 5 primeiros lugares na classificação do Campeonato Distrital da 1ª Divisão de Futebol.

Joaquim M. Dias

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20 outubro 2006

GDC Machados foi assaltado

Quatro mil euros em equipamentos desaparecem.

Um prejuízo acima dos quatro mil euros foi causado por uma assalto às instalações do Grupo Desportivo de Machados (S. Brás de Alportel).

A GNR tomou conta da ocorrência e procede de momento às investigações, contudo, o clube saiu bastante lesado já que se viu privado de todo o material desportivo, novo, e adquirido recentemente.“Fizemos um investimento significativo neste início de temporada e agora roubaram-nos tudo”, desabafou o dirigente Dário Rosa. “Equipamentos de jogo, camisolas de treino e aquecimento, kispos, fatos de treino e bolas, tudo novo e acabado de chegar ao clube, foi roubado”, avançou.

A queixa foi efectuada na GNR que procede às investigações, mas uma vez lesado, o Machados vê-se a contas com um prejuízo enorme, e para ultrapassar esta contrariedade, já efectuou alguns apelos no sentido de obter colaboração.

“Informamos a Câmara municipal de S. Brás de Alportel deste assalto e estamos esperançados em receber algum apoio para a aquisição de novo material desportivo pois o que temos é diminuto. Os nossos recursos também são limitados e sem ajudas será difícil repor o stock”, justificou Dário Rosa.

19 outubro 2006

VATe encerra primeira temporada em S. Brás

O projecto VATe – Vamos Apanhar o Teatro encerra a sua primeira temporada esta semana, em São Brás de Alportel, nos dias 20, 21 e 22.

De recordar que o projecto foi inaugurado a 24 de Janeiro deste ano, pela Ministra da Cultura, e realizou, entre Fevereiro e Outubro de 2006, mais de 130 espectáculos teatrais e 35 ateliers “Vamos brincar ao Teatro”, dos quais resultaram 41 produções realizadas pelas crianças participantes.

O balanço da intervenção do VATE foi bastante positivo, “tanto em termos de cumprimento de objectivos gerais, como de recepção do público e levantamento de importantes pistas para o futuro”, enfatiza fonte da ACTA, A Companhia de Teatro do Algarve.

Os próximos espectáculos estão agendados para as 10:30, 15:00 e 17:00 horas, nas localidades de Alportel, São Romão, São Brás, Mesquita, Machados e Parises.

O VATe foi financiado pelo PRO – ALGARVE (Programa Prestígio) e pelas 16 Autarquias do Algarve, no âmbito da AMAL, tendo como Mecenas as empresas Águas do Algarve e ALGAR, contando ainda com o apoio do Governo Civil de Faro, Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve e Faro, Capital Nacional da Cultura 2006. Neste momento, o projecto conta já com financiamento das Autarquias (sempre no âmbito da Junta Metropolitana do Algarve) para 2007

«Rapsódias e Lobices»

De 20 a 22 de Outubro, a peça itinerante «Rapsódias e lobices» vai percorrer todo o concelho.

A peça «Rapsódias e lobices» vai viajar abordo de um autocarro, percorrendo todo o concelho, passando por São Brás, Alportel, São Romão, Mesquita,Machados e Parises. Terá nove sessões com entradasgratuitas.

A peça utiliza as personagens do Lobo e da Raposa para contaruma história baseada no respeito, na liberdade, despertando a reflexão e a análise nos espectadores e, quem sabe,deixar nos mais novos o bichinho do teatro.

«Rapsódias e lobices» insere-se no projecto da ACTA«Vamos Apanhar o Teatro», que utiliza um autocarro de doisandares modificado, e pretende levar as artes de palco ao interior doAlgarve, em busca de públicos que normalmente não frequentam as salas de espectáculo.

- Programa-
Dia 20
10:30 horas - Alportel, junto ao Parque
15:00 e 17:00 horas -S. Romão, junto à Igreja

Dia 21
10:30 horas - S.Brás, junto ao Jardim Carrera Viegas
15:00 e 17:00 horas - Mesquita, junto ao Lavadouro

Dia 22
10:30 horas - Machados, junto ao Parque da Serra
15:00 e 17:00 horas - Parises, junto ao Parque da Serra


18 outubro 2006

Linha de Alta Tensão Tunes – Estói

PSD de São Brás desagradado com o traçado final

A ligação entre as subestações de energia eléctrica de Tunes e Estói começou a ser estudada em finais dos anos 80, visto ser necessário assegurar um corredor energético de grande capacidade entre o Barlavento e o Sotavento.

No inicio dos anos 90 começam os estudos para a elaboração do actual PDM de São Brás de Alportel, aquando das indicações das diversas entidades regionais do Algarve, foi introduzido um corredor de linhas de alta tensão na parte inferior esquerda do nosso município.

Nessa altura o executivo Camarário não deu qualquer importância a tal situação e assim foi aprovado o PDM de São Brás de Alportel em 1995, com esse importante condicionalismo. Nesse mesmo ano a REN (Rede Eléctrica Nacional) avança com o projecto de execução da referida infra-estrutura. Os residentes nas zonas afectadas (São Romão, Fonte da Murta, Corotelo, Funchais, etc…) despertam imediatamente para o problema, o mesmo acontecendo com os moradores dos outros Concelhos afectados (Silves, Albufeira, Loulé e Faro).

Primeiramente a REN não deu respostas satisfatórias, limitando-se a fazer um pequeno compasso de espera e teimando em avançar com a obra nos anos seguintes sem alteração de traçado. Entretanto as Câmaras de Albufeira e Loulé procederam a pedidos de embargo, o que permitiu, que a partir desse momento a REN se apresentasse disponível para discutir a alteração do projecto.

Em simultâneo a legislação sobre impacto ambiental começou a obrigar a estudos para este tipo de infra-estruturas.Então começaram a elaborar-se dois corredores alternativos, um quase em linha recta nas proximidades da A22 (a qual está a pouca distância de ambas as subestações), o outro mais pelo interior coincidindo nalgumas partes com o projecto anterior, atravessando agora a totalidade do Concelho de São Brás pela serra, (sentido este – oeste), descendo para sul junto ao Concelho de Tavira e logo mais extenso e mais dispendioso.

O estudo de impacto ambiental acabou por recomendar o corredor da A22, visto a outra alternativa atravessar zonas de Reserva Ecológica Nacional e Rede Natura 2000. No final, devido a outros “lobbies” a REN acabou por optar pela alternativa mais a norte.No entanto a base desse corredor propunha a minimização de alguns impactes visuais no nosso Concelho, com uma boa inserção da linha na zona serrana, não afectando significativamente as paisagens e acima de tudo a zona turística da Corte – Ribeira das Mercês. Ao elaborar o projecto de execução da linha, a REN, sem motivos relevantes, deslocou para sul a linha, afectando decisivamente a paisagem e a referida zona turística.

Parece caricato, mas infelizmente é a realidade actual, para ligar a zona sul do Concelho de Silves ao Concelho de Faro (nos arredores de Estói) foi necessário atravessar em toda a largura o Concelho de São Brás, fazendo ainda uma pequena incursão por terras de Santa Catarina – Tavira, ou seja, estamos perante uma situação sem qualquer sentido quer em termos económicos ou logísticos, quer em termos ambientais.

Não nos podemos esquecer que desde os inícios dos anos 90, o concelho de São Brás é atravessado em toda a sua extensão (sentido norte-sul) pela linha Ourique-Estoi, a qual afecta significativamente diversas zonas do município, nomeadamente a zona da Mesquita. Deveria assim ter havido preocupação em articular os dois traçados de modo a que algumas destas zonas ficassem libertas da actual linha.

Neste momento está em fase final a elaboração do novo PROTAL, o qual defende novos corredores de linhas de alta tensão para os próximos 20 anos. Aí é apresentado um novo corredor desde Portimão até à fronteira com Espanha, o qual passará na zona mais a norte do nosso Município, o qual intercepta nessa zona um novo corredor norte-sul.

Desta forma São Brás de Alportel arrisca-se a transformar num emaranhado de linhas de alta tensão, as quais não têm muita coerência entre si, podendo sim afectar decisivamente valores ambientais e paisagísticos.Tudo isto mostra que a implantação quer dos actuais, quer dos futuros corredores de alta tensão mereciam um melhor planeamento de modo a se assegurar o abastecimento de energia ao Algarve, sem pôr em causa valores ambientais e paisagísticos e por ventura até de saúde pública.

Por último gostaríamos ainda de recordar, que o PSD de São Brás sempre defendeu publicamente a impugnação e embargo de todo e qualquer traçado que atravessasse o nosso Concelho. Quando o Ex-Secretário de Estado do Ambiente, Dr. José Eduardo Martins, assinou o despacho que aprovava a construção do traçado actualmente visível, a CPS/PSD fez-lhe de imediato chegar um oficio a demonstrar o desagrado pela decisão tomada e solicitando que a alterasse a fim de não prejudicar o Concelho e os Sambrasenses.

Apenas achamos curioso a celeridade com que todo este processo decorreu na sua recta final… o licenciamento da obra apenas ocorre em 2006, mas ao mesmo tempo e num curto espaço de tempo (cerca de dois meses) a obra é concretizada, de modo a evitar decisões judiciais desfavoráveis. Este contra-relógio por parte da REN, fez ainda com que a impugnação apresentada pelo Executivo Camarário se desenquadrasse temporalmente, pois tinha sido deliberado em conjunto com o departamento jurídico da Câmara, proceder a tal acção no momento do licenciamento da obra.

Por outro lado neste momento, existe uma providência cautelar contra a REN para que a linha não possa estar em funcionamento, a qual foi interposta por privados com interesses legítimos nas zonas mais afectadas, facto que ainda poderá dar algum alento aos Sambrasenses.

Apenas podemos lamentar por mais uma vez o Governo e as Entidades e Empresas sedeadas em Lisboa, terem elaborado e aprovado um projecto de gabinete sem sentirem a necessidade de consultar as populações e os autarcas locais, indo mesmo contra os estudos e pareceres negativos apresentados, fazendo com que não se respeite um verdadeiro desenvolvimento local, económico e ambiental.

CPS/PSD de São Brás de Alportel
in: noticias s.braz

Campeonato do Mundo em Cross Country para Bombeiros

Bombeiro de São Brás de Alportel em boa forma em prova de BTT XC na Suíça

O Campeonato do Mundo em Cross Country entre Bombeiros disputou-se em finais de Setembro, em Chateau D'Oex, na Suíça.

Pedro Brito, Bombeiro Voluntário em São Brás de Alportel, esteve presente e foi muito bem recebido por todos os portugueses a trabalhar naquela localidade.

Na corrida, os resultados não foram os esperados, em virtude de ter chovido na noite anterior, o que fez com que as condições do percurso se tenham alterado.

Mesmo assim, depois de ter caído por duas vezes, a primeira queda com alguma gravidade, Pedro Brito conseguiu ficar em 23º lugar entre 94 participantes, num circuito muito difícil, com descidas muito técnicas, subidas desde 900m até 1200m de altitude, num total de cinco voltas ao percurso de 6,5 quilómetros.

O próximo Campeonato do Mundo de Estrada entre Bombeiros irá ser em Montefiascone, em Itália, de 29 de Junho a 1 de Julho do próximo ano.


17 outubro 2006

Façamos o hino

A política algarvia parece ser um objecto perdido, se é que não é perdido mesmo.

Claro que não são os políticos que estão perdidos, esses até são uns achados, muito embora não façam deveras política, fazem quando muito cálculos que passam à tangente pela política. Aliás, a arte dos políticos que perderam a política é precisamente passar à tangente da política simulando entrar nela, uns por mero folclore activista, outros já por verdadeiro interesse profissional pois, pesando bem os salários, converteram-se em profissionais da política e como tal fazem carreira.

Nestas circunstâncias, a política algarvia está praticamente reduzida à escolha de listas de candidatos (autarcas, deputados), às nomeações de titulares dos cargos públicos tutelados pelas tangentes da política ou pelo jogo tangente da política, e também de vez em quando, para ornamentar a secção de perdidos e achados do que se faz passar por política, reduzida esta está a uns ataques descabelados e a uns contra-ataques sem sentido para que o povo, enfim, se recorde de que ainda há poder escrutinado pela Política e ainda há oposição com a mesma parte de alma da Política. Mas, na verdade, a Política – sobretudo a Política algarvia - parece ser um objecto perdido e que os profissionais pouco interesse revelem em achar. Há clubes à espera do jogo ou dos jogos do calendário, há massas associativas que até não se importam com a contratação para as suas hostes do mais terrível adversário de ontem desde que amanhã ele marque golos com a nova camisola, há jogadores, portanto.

Toda esta gente, obviamente, não ficará muito agradada se a PSP ou a GNR encontrarem por aí esse estranho objecto da política no quintal de trás de algum político tangente, e muito menos agradada ficará se os agentes comprovarem que o objecto da política algarvia foi roubado tal como as estátuas do Palácio de Estoi.
Como diria Macário, à falta de regionalização, façamos o hino.

Carlos Albino

16 outubro 2006

Projecto Carta da Terra

A ASPEA, elaborou o Projecto Carta da Terra - Instrumento de Sustentabilidade para comemorar o primeiro ano da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014).

A Carta da Terra é uma declaração de princípios fundamentais para a construção de uma sociedade que seja justa, sustentável e pacífica. Ela diz o que devemos fazer para cuidar do mundo: respeitar a natureza, os direitos humanos, providenciar para que todos tenham o que necessitam para viver e empenhar-se para viver sempre em paz e harmonia. Defende a idéia de sermos cidadãos do planeta de nos importarmos com todo e qualquer ser vivo e com o presente e futuro da Terra. E que todos os povos da Terra são irmãos e compartilham a responsabilidade de preservar e melhorar o mundo em que vivemos.

No ano lectivo 2005-06, o Projecto, numa fase-piloto, encontrava-se em desenvolvimento na área geográfica da Direcção Regional de Educação do Algarve, tendo-se constituído uma Comissão Local (nível local), envolvendo autarquias, instituições governamentais e não governamentais, para apoio à implementação, acompanhamento e avaliação do projecto.

O projecto tem o seu principal desenvolvimento nas escolas, enquanto pólos de produção e difusão de informação sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável, como agentes de intervenção e como motores de mobilização da sociedade, através dos alunos e das suas famílias.

De acordo com as linhas orientadoras da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e da Estratégia da Educação para o Desenvolvimento Sustentável da CEE/ONU, o Projecto Carta da Terra. Instrumento de Sustentabilidade, apresenta os quatro níveis de aplicação, internacional, regional, nacional e local.

A nível nacional, o projecto terá o seu desenvolvimento no presente ano lectivo 2006-07 de actividades nas escolas/ agrupamentos que adoptaram o projecto: EBI Salir; EB 2,3 Poeta Bernardo de Passos em S. Brás de Alportel e Agrupamento de Escolas de Algoz.

Ao nível regional, em Espanha (Salamanca), em parceria com a Fundación Iniciativas Locales, Castilla y León; prevê-se o seu posterior alargamento em Espanha e eventualmente noutros países da Europa.

Ao nível internacional, está prevista, para os anos que se seguem, a implementação do projecto na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e nos países Hispânicos

para mais informação: clica aqui

15 outubro 2006

Que Ordenamento e Planeamento?

In: Blog da Al-Portel
Por: Gonçalo Gomes

O (longínquo) ano de 2004 foi anunciado pela Câmara Municipal de S. Brás de Alportel como um período de forte aposta na área do Ordenamento do Território.

Tal aposta afigurou-se como um gesto de bom-senso. No entanto, importa que o bom-senso transpareça das ideias para os actos, algo que, mesmo dois anos depois, tarda em suceder. Assim sendo, há questões que se mantêm: Como? Que ordenamento é este? Quais as suas consequências para a população do Concelho e para a sua estrutura?

Importa desde já reflectir sobre o fundamento do Ordenamento do Território: estratégia. Estratégia de desenvolvimento apoiada no aproveitamento dos recursos e valores naturais da região, através de um equilíbrio coerente entre interesses e valores económicos e o correcto funcionamento dos sistemas naturais, de forma sustentável. Esta estratégia já estará seguramente delineada, mas a sua expressão visível é, no mínimo, confusa. E é confusa porque apenas se houve falar de projectos e planos de intervenção urbanos, seja em S. Brás de Alportel ou no Alportel, ou em qualquer outro aglomerado do Concelho. E o resto? Que estratégia de aproveitamento para o tecido agrícola de S. Brás de Alportel, para os seus sistemas naturais, para a Rede Natura 2000, esse património comum de incalculável valor (não apenas natural mas também económico, desde que alcançado através de modelos de exploração sustentáveis e compatíveis com a filosofia desta figura de protecção), que o nosso Concelho possui em abundância? Parece um pouco aquela ideia saloia de que “Portugal é Lisboa, o resto é paisagem” adaptada a uma escala regional.

O desenvolvimento de S. Brás de Alportel não pode continuar como até hoje, desequilibrado entre o urbano e o “rural”, por assim dizer. Uma autarquia que luta (e muito bem) pelo combate à desertificação do interior algarvio não se pode esquecer de aplicar essa filosofia a nível interno. O custo de vida nas cidades cresce continuamente devido ao seu afastamento dos sistemas produtivos. S. Brás de Alportel, uma vila em franco crescimento (mas não desenvolvimento) deve aprender com os erros alheios, não os repetindo. O desenvolvimento obtém-se através do equilíbrio sustentável entre “campo” e “cidade”.

E, já agora, que “cidade” queremos para S. Brás de Alportel? A pequena vila de imagem e ambiente agradável e forte ligação ao meio rural (uma imagem de marca bem mais conhecida do que à partida seria de esperar) vai hoje dando lugar a um vulgar amontoado de edifícios, incaracterísticos, que tanto podem ser encontrados aqui como em qualquer outro ponto do país. Urbanismo não é a arte de justapor edifícios, pressupõe algo mais que vai faltando nas novas áreas de expansão de S. Brás de Alportel. Os modelos de urbanização têm razão de ser no contexto que os origina. A sua aplicação da mesma forma que se põem selos em cartas não é boa política. É certo que a evolução é fundamental e positiva (não se faz aqui a apologia de um saudosismo bucólico fundamentalista), mas de forma reflectida e coerente. O Plano Director Municipal de S. Brás, aprovado em 1995, cessou já o seu normal período de vigência (10 anos). E no entanto, ainda não se ouvem novas da sua revisão. Parece-se ter falhado a atempada preparação desta revisão, com o envolvimento de todos os interessados, de forma a alcançar um modelo e, fundamentalmente, uma estratégia de desenvolvimento que faça de S. Brás de Alportel um exemplo a nível regional e, quem sabe, nacional, em termos de aproveitamento sustentável dos recursos endógenos de um Concelho. Pede-se então que, ao menos, se faça a revisão em tempo útil.

É que mais vale prevenir do que remediar, porque há males que não vêm por bem…


Vende-se Parque de Serviços Municipais


Câmara vai pôr venda Parque de Serviços Municipais.

“Fabrica dos Cogumelos” vale 1 milhão e 800 mil euros.

A Câmara Municipal, sob proposta do seu presidente Eng.º António Eusébio, quer pôr à venda o Parque de Serviços Municipais também conhecido por “fábrica dos cogumelos”.

Segundo o edil, para que o actual Parque de Serviços venha algum dia a tornar-se operativo para todas as necessidades e valências da Câmara Municipal necessita de obras profundas, não havendo dinheiro para isso. No entanto, avaliada em 1 milhão e 800 mil a “fabrica dos cogumelos” se for transaccionada a preços de mercado, irá possibilitar que parte do produto da venda seja canalizada para arranjos num dos prédios rústicos do município para instalação de alguns serviços municipais.

A proposta do presidente da edilidade foi aprovada por unanimidade em reunião de câmara, no entanto esta alienação carece ainda da aprovação da Assembleia Municipal, o que não se prevê que seja um problema para a maioria PS.

Fonte junto à edilidade confidencia que a instalação de uma grande superfície comercial em S. Brás é desejo do presidente, existem varias empresas interessadas na aquisição da antiga fábrica dos cogumelos, uma delas pretende instalar no local um empreendimento turistico . Segundo a mesma fonte a entrada de 1.800 mil euros nos cofres da autarquia também permitiriam ao Eng.º António Eusébio algum “espaço de manobra” pois os gastos para requalificar o prédio rústico onde pretende instalar alguns serviços municipais não ascenderá a mais de 100 mil euros.

14 outubro 2006

Opinião - PROTAL sessão de esclarecimento

in: Gabinete dos Tempos Livres
Por: TG - Sexta-feira, 13/10/2006


Hoje fui ver a presentação do PROTAL, (Plano Regional do Ordenamento do Território do Algarve), na mesa a apresentar o dito estavam:

- o Governador Civil
- o Presidente da Câmara Municipal de Portimão
- o Presidente da Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano
- o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades
- o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional – Algarve (CCDR-Alg)
- a Vice-presidente da CCDR-Alg
- o Arq. que esteve já na Câmara Municipal de Faro mas que já à alguns nos que está na CCDR-Alg

Eu estava expectante e a apresentação começou…

Foi o assombro, o deslumbramento, a qualidade da apresentação, Uhau… (não sei ser mais irónica)

Na verdade, o que aconteceu foi o seguinte:
Depois das saudações e cumprimentos mútuos entre os membros da mesa e simpatia para o público, toda a mesa retirou-se para a plateia e iniciou uma apresentação em powerpoint:
- com uma música com uma batida electrónica, muito moderna…(um verdadeiro assombro)
- com as letras a correr … muito rápido (talvez para que não se lesse nada)
- com contraste entre as cores das letras e o fundo, que algumas frases não se conseguiam ler… (branco sobre amarelo ou verde claro).

Uma apresentação parecida, com o mesmo género de erros técnicos, que tivesse de ser avaliada por um professor qualquer certamente receberia um chumbo.
Não deveriam ser admissível este género de erros.

Certamente que no monitor de um qualquer computador a apresentação estaria muito bonita e preceptível, apesar de rápida.

15 min, para gente com falta de vista, de ouvido e que certamente ficou a saber o mesmo!

Quem tinha estudado sabia!
Quem sabia o que se vê na TV e nos jornais, não deve ter ficado mais esclarecido! (o que era a minha situação)

Ao que me pergunto:
O que será que a legislação queria dizer com fase de discussão pública?
E o que será que é uma sessão pública?

É para o comum mortal?
É para o algarvio?
É para os técnicos?
É para os técnicos das câmaras?
É só para políticos?

Então começaram as intervenções… Apareceram muitas questões e deram-se muitas respostas.
Uns explicaram-se melhores que outros, e houve perguntas de problemas concretos que tiveram respostas evasivas.
Nesta fase da sessão eu aprendi qualquer coisa sobre o PROTAL.

A sessão ficou gravada, seria útil talvez educativo e esclarecedor disponibilizar a gravação da sessão na Internet. É uma sugestão… ou então uma transcrição… é outra sugestão.

Nota aos Srs. da CCDR-Alg, gráficos projectados numa sala iluminada com cores sem um grande contraste não são entendíveis.

Ainda faltam mais 3 sessões:

17 Outubro - Aljezur, 17:00 - 20:00 h
20 Outubro - Alcoutim, 17:00 - 20:00 h
24 Outubro - Faro, 17:00 - 20:30 h
Por favor vão lá para ver se isto melhora!

Faltam dar respostas concretas, tais como:

As 24.000 faladas camas como é que vão ser distribuídas pelo território? Será que é como as pombinhas da Catrina, são de quem as apanhar, quem primeiro apresentar projectos fica com o projecto aprovado até se esgotarem as 24.ooo? Ou será distribuído em função da área de cada concelho?

E relativamente às ruínas, o que são ruínas? Será que uma família que tinha uma casa onde morou hà 60 anos, que se viu obrigada a mudar porque os transportes eram mulas e os caminhos eram veredas cheias de lama e pó, que conseguiu comprar um terreno à beira da EN125 fez uma casa a muito custo, de tal maneira que teve de destelhar a antiga casa para terminar a nova casa? Será que essa velha casa ao abandono durante 60 anos, por que nunca houve dinheiro para a reconstruir, será que pode ser reconstruída?
Será que o PROTAL vai permitir que lá se reconstrua o quer que seja?

Resumindo, baralhando e dando cartas… realmente fiquei a saber mais do que sabia sobre o PROTAL, mas ainda assim foi uma sessão pública que ficou aquém das minhas expectativas.

Deveriam fazer sessões que explicassem o PROTAL e as suas implicações para as pessoas “normais” pois na sua maioria… os terrenos no Algarve são dessas pessoas

A iniciativa privada que tanto se busca e preza… compra esses terrenos a essas pessoas “normais”, por tuta e meia, com o conhecimento prévio dos planos e depois vem chorar que gasta demasiado dinheiro em infra-estruturas que tem de entregar ao Estado.


... é, a imagem que esta sessão (pouco) esclarecedora deixou aos presentes foi simplesmente vergonhosa, infelizmente o esclarecimento em vez de tirar as dúvidas aos presentes, trouxe-lhes mais algumas!... A sessão em Faro é no dia 24.

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13 outubro 2006

Música para ouvir no Museu do Trajo

O museu do Trajo, em São Brás de Alportel apresenta amanhã, dia 14, e no domingo, dia 15 de Outubro, dois espectáculos de música.

Arsénio Martins Ensemble actua amanhã pelas 20:30 horas. O grupo é composto por Arsénio Martins (piano e composição), Luis Juárez (flauta), Fernando Garcis (violino) José Ángel Gallardo (violoncelo e José António Moreno (percussão).

No domingo actua a banda de jazz portuguesa, André Capela Jazz Quintet, pelas 18:00 horas. Quem estiver interessado pode ainda levar o seu instrumento e tocar no final do concerto para uma “jam session”.

"Povo que Canta não Morre II"

No dia 14, pelas 21:30 horas, o Grupo de Música Tradicional Portuguesa “Cante Andarilho” leva ao Cine-Teatro a 2ª edição do espectáculo "Povo que Canta não Morre II", que conta com a participação dos grupos: "Entre Luas", "Grupo Etnográfico de Quelfes" (Dança dos Velhos) e o grupo anfitrião – “Cante Andarilho”.

Feira das Velharias

Projecto de Regulamento Municipal
Consulta pública até ao dia 4 de Novembro

O comércio de antiguidades e velharias tem vindo a ser exercido, desde há alguns anos, no concelho, mediante a realização de uma feira, realizada com periodicidade mensal.
A Feira das Velharias de São Brás de Alportel começou por ser um evento de pequena dimensão, organizado por uma associação local, sem fins lucrativos - a Associação “Amigos de S. Brás” -, mas nos últimos anos, registou um acentuado crescimento, na dimensão e no número de participantes.

No entanto, a ausência de regras de funcionamento acabou por contribuir para a descaracterização do evento, enquanto forma tradicional de comércio de antiguidades e velharias, o que levou a Câmara Municipal a propor o seu encerramento temporário, nos finais do passado ano de 2005, com o objectivo de chamar a si a sua organização e o seu planeamento futuro, mediante a elaboração de um Regulamento Municipal.

A Câmara Municipal coordenou os trabalhos de elaboração do referido Regulamento, tarefa que envolveu a Associação “Amigos do São Brás”, a Guarda Nacional Republicana e a Junta de Freguesia.

A proposta de regulamento municipais da Feira de Antiguidades e Velharias de São Brás de Alportel, aprovada em reunião de Câmara de 20 de Junho, encontra-se desde o dia 4 de Outubro e durante um período de 30 dias, que termina no próximo dia 3 de Novembro, em fase de consulta pública.

MAPA DA FEIRA

Clica no mapa para aumentar

O processo pode ser consultado na Divisão Administrativa e Financeira da Câmara Municipal de São Brás de Alportel durante o horário normal de funcionamento, ou clique aqui .

O regulamento da Feira das Antiguidades e Velharias tem como objectivo principal estabelecer a estrutura e a organização do evento e fixar as regras e as normas de funcionamento da actividade comercial, para salvaguardar o seu carácter local próprio e os direitos daqueles que cumprem as regras estabelecidas.

12 outubro 2006

Taça do Algarve

A equipa do Sambrazense B ganhou esta quarta-feira em Paderne ao Padernense por 3-2, jogo que estava em atraso da primeira eliminatória da Taça do Algarve e apurou-se para a segunda ronda a ter lugar no dia 1 de Novembro e na qual já entram as equipas da I Divisão Distrital.

11 outubro 2006

Algarve sem 20 milhões

Finanças locais - Nova lei reduz receitas para 15 câmaras


A nova Lei das Finanças Locais, caso seja aprovada tal como está neste momento, vai provocar no Algarve uma perda de receitas, provenientes das transferências do Orçamento do Estado no âmbito desta legislação, da ordem de 20 milhões de euros até 2009. Em 2006, os 16 municípios algarvios receberam por essa via cerca de 100 milhões de euros.

Um estudo da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), a que tivemos acesso, revela que, de um total de 16 câmaras, só Olhão escapa à quebra de receitas. Albufeira, Vila Real de Santo António, Lagoa, Portimão, Lagos, Vila do Bispo e Lagos são os municípios mais afectados pela nova fórmula de cálculo dos fundos nacionais a distribuir pelas autarquias, com reduções de verbas acima de 49 por cento.

Excepção até 2009

Os municípios que tiverem mais de 51 por cento do seu território incluídos na Rede Natura são excluídos da redução de transferências do Orçamento do Estado até 2009. Estão nessa situação Alcoutim, Monchique, Aljezur e São Brás de Alportel.

Reduções Maiores

O estudo da ANMP frisa que os municípios algarvios “irão perdendo gradualmente entre 2,5% e 5% ao ano, até atingirem a percentagem de perda total”. E “as perdas podem ser superiores a estas quando conjugadas com a aplicação das normas previstas na proposta de lei para o endividamento municipal”, que obriga à redução da dívida.

Lei imporá «maior eficácia»

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, defende que a nova Lei das Finanças Locais vai obrigar os autarcas a «maior eficácia», fazendo-os privilegiar os melhores projectos e não os que podem render mais votos.

«Com este novo enquadramento, vamos criar condições para que o exercício dos poderes regionais e locais seja feito com maior eficácia. Governar bem não é fazer tudo o que queremos, é escolher, dentro das limitações que temos. Isto obriga que afectemos os recursos aos melhores projectos, não a projectos faraónicos, para impressionar eleitores», disse o ministro.

«Não podemos deixar que a palavra solidariedade signifique apenas retórica. A solidariedade não é uma via de sentido único, antes uma estrada de dois sentidos. É isto que se visa com as novas leis das finanças locais e regionais», acrescentou.

10 outubro 2006

Novo Protal vai criar eixos de articulação interior/litoral

O novo Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve (PROTAL), actualmente em discussão pública, vai criar três eixos de articulação entre o interior e o litoral algarvios para corrigir as assimetrias existentes, informou fonte oficial.

O novo documento, cuja consulta pública termina a 30 de Novembro e que vigorará nos próximos 10 anos, vai ser alvo de quatro sessões de esclarecimento promovidas pela CCDR/Algarve, a realizar em toda a região.

As sessões arrancaram sexta-feira em Portimão, seguindo depois para Aljezur (dia 17), Alcoutim (20) e Faro (24), com o objectivo de alargar o debate e promover o contacto directo com as populações.

Em conferência de imprensa, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região (CCDR) do Algarve anunciou a criação de três novas figuras de ordenamento do território, cuja missão é corrigir as assimetrias entre o interior e o litoral.

O eixo de articulação interior/litoral vai ligar as cidades de Silves e Loulé à vila de São Brás de Alportel, o eixo transversal serrano coincide com a Estrada Nacional 124, que atravessa o interior algarvio, e o triângulo vicentino vai agregar Vila do Bispo, Aljezur e Lagos.

"São figuras que percorrem toda a região numa lógica de conjunto", sublinhou Campos Correia, acrescentando que o objectivo é dar perspectivas de desenvolvimento ao interior com base nos sistemas urbanos.

Tomando como exemplo o eixo transversal serrano, que funciona como um pólo aglutinador de toda a faixa interior deprimida, Campos Correia aproveitou para salientar que a reconstrução de habitações em espaço rural é uma das orientações do novo PROTAL.


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79.º Aniversário

A Câmara Municipal distribuiu comunicado de imprensa contando a celebração do 79.º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel.


O presidente da edilidade sambrasense esteve presente

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel festejou, no passado dia 30 de Setembro, o seu 79º aniversário, com um programa dedicado a todos os voluntários, onde esteve presente o presidente da edilidade sambrasense.

Inauguração das obras de ampliação e melhoramento
foi momento alto da iniciativa


As celebrações iniciaram com uma romagem ao cemitério municipal, em homenagem aos bombeiros, dirigentes e sócios já falecidos. Após esta cerimónia, o programa seguiu para o Quartel dos Bombeiros Voluntários, onde a Guarda de Honra recebeu os convidados. A inauguração de um conjunto de obras de ampliação e melhoramento do Quartel constituiu um dos momentos altos desta iniciativa.

Novo Comando apresentado.
Distinções Honoríficas entregues.


No decorrer da cerimónia, procedeu-se à apresentação da nova constituição do Comando, que implicou a nomeação de Alexandre Guerreiro Madeira para 2º Comando, a promoção de Pedro Miguel do Carmo Dias a Adjunto de Comando, e Henrique José Machado Nicolau que passou a ocupar o cargo de Adjunto Técnico do Comando.

Foram atribuídas diversas distinções honoríficas da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) a bombeiros que se têm destacado pela sua dedicação a esta causa humanitária. Vítor Custódio Ferradeira Miguel, 2º comandante do quadro de honra, recebeu uma Medalha de Serviços Distintos pelos seus 17 anos de serviço em prol da comunidade são-brasense. A Medalha de Ouro, da LBP, um reconhecimento pelo esforço e desempenho demonstrados ao longo de 15 anos de serviço, foi entregue a José Amândio do Nascimento Custódio, Luís Alves Tomé, Maria Noémia Neto Alves e Ângela Maria de Sousa Viegas. A Medalha de Prata, símbolo de 10 anos de serviço, foi entregue a um vasto conjunto de bombeiros, assim como a Medalha de Bronze, que reconhece os 5 anos de serviço.

Câmara lança desafio à população
em nome dos Bombeiros


Os Bombeiros Voluntários de S. Brás de Alportel lançam a campanha “Incorporação 2006”, um desafio aos “jovens” dos 16 aos 45 anos de idade, com escolaridade mínima obrigatória que queiram integrar esta corporação. A campanha "pretende sensibilizar a população para a necessidade de renovar constantemente a equipa de voluntários, para que estes 79 anos de missão solidária tenham continuidade", revela a Câmara Municipal em comunicado.

As inscrições estão abertas

As inscrições encontram-se abertas na secretaria do Quartel dos Bombeiros Voluntários, das 9:00 às 17:00 horas, de segunda a sexta, ao longo do mês de Outubro. Para mais informações, os interessados, devem contactar aquela associação, pelo telefone 289 841 488

09 outubro 2006

António Eusébio pode perder mandato

Acumulações abalam Maioria PS
SBA - 05/10/2006


O facto de não ter informado a Assembleia Municipal que acumula funções de docencia na Universidade do Algarve com a Presidencia da Câmara Municipal de São Brás de Alportel pode determinar a perca de mandato do Eng.º António Eusébio.


Acumulação de Funções


No passado mês de Julho chegou a nossa redacção informações relativas ao “segundo emprego” de António Eusébio, Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel que também acumula funções desde 2001 como docente na Universidade do Algarve .

Segundo a Legislação em vigor, (Lei das Autarquias, o Estatuto dos Eleitos Locais entre outras) a legalidade desta acumulação depende de uma série de factores, entre os quais o tipo de docência efectuada, a existência ou não de remuneração na acumulação. Independente destes factores existe sempre a obrigatoriedade (no caso de presidentes, vereadores ou funcionários camarários) de informar a Assembleia Municipal das funções que exerce em acumulação.

O sbrasblog apurou que na Câmara Municipal tem conhecimento desta obrigatoriedade, existindo para o efeito um registo de todos os funcionários que exercem acumulações de funções e que anualmente é dado a conhecer à Assembleia Municipal o nome dos funcionários e as funções que exercem em acumulação. Tivemos acesso à Lista do ano 2005 dos funcionários da Câmara Municipal com acumulação de funções, e surpresa das surpresas, António Eusébio não consta da lista.

LISTA DOS FUNCIONÁRIOS DA CM S. BRÁS DE ALPORTEL
COM ACUMULAÇÃO DE FUNÇÕES

(clica na imagem para ampliar)

António Eusébio pode perder mandato

Desde 2001 ano em iniciou funções como Presidente da Câmara Municipal que António Eusébio acumula as funções com a docência, no entanto nunca deu a conhecer este facto à Assembleia Municipal. Estando obrigado por lei a fazê-lo o Eng.º Eusébio encontra-se agora numa posição delicada que em ultima instancia pode levar à perca de mandato e consequente dissolução da edilidade o que levaria o concelho de São Brás de Alportel a ter que realizar nos eleições para aquele órgão autárquico.

Apesar da desvalorização desta situação por parte do PS/SBA, confiante que a oposição local não estará interessada em tirar partido deste "esquecimento", a situação está já a ser analisada pelo gabinete jurídico da Câmara Municipal na tentativa de achar um enquadramento legal que permita a António Eusébio ultrapassar este “imperdoável esquecimento”.

Quanto à oposição PSD e CDU local, desconhecesse se estarão a ser tomadas medidas no sentido de se obter o cabal esclarecimento da situação. No entanto foi nos garantido que até ao final deste ano este assunto será esclarecido “a bem da transparência democrática que ultimamente anda um pouco opaca em São Brás de Alportel".

Ficamos todos a aguardar por mais desenvolvimentos sobre esta matéria, pois está confirmado a manutenção da acumulação de funções por parte do Presidente da Câmara. Clique no link abaixo, para visualizar um dos horários em que António Eusébio está incluido.

(Horário da Turma A - 1º Semestre - 3º Ano nocturno- 2006/2007)
clique no link para visualizar o horário
(a Universidade do Algarve retirou o horário original, hoje já não consegue encontrar o nome de António Eusébio no horário publica... e esta hein!)

Fora de Campo - Odeáxere Vs Sambrazense


Clube Desportivo de Odeáxere considera que a ‘recondução’ da União Sambrazense à I divisão, é ilegal, parcial e fere a Verdade Desportiva

Campeonato da AFA pode ser impugnado

“O Clube Desportivo de Odeáxere, clube filiado na Associação de Futebol do Algarve desde 17.03.1981e que na época finda (2005/2006) militou na II divisão distrital (Zona Barlavento) obtendo o terceiro lugar, já fez saber à Direcção da Associação de Futebol do Algarve, Federação Portuguesa de Futebol e seus Conselhos de Disciplina e Justiça, que tem toda a legitimidade para ascender à I Divisão Distrital, prova que se inicia no próximo fim de semana em simultâneo com a Taça do Algarve, pois a ‘recondução’ da União Sambrazense à I divisão (que desceu à II divisão), conforme decisão do Conselho de Justiça da AFA em 09.08.2006, é ilegal, parcial e fere a Verdade Desportiva, contrariando o preceituado nos artigos 102.10 e 201.7 e respectivas alíneas, do Regulamento das Provas Oficiais (R.P O)”, afirmou ao ALGARVE PRESS, José Armindo, presidente da direcção do filiado da AFA, do concelho de Lagos.

Instado a esclarecer os leitores do jornal, o presidente do clube Lacobrigense, continuou: “Como é do conhecimento dos desportistas algarvios, o Farense SAD, por razões que só ao próprio clube respeita, ainda no decurso do primeiro terço do campeonato nacional da III divisão, Série F, da época transacta (2005/2006), abandonou a prova e como é óbvio, o ÚLTIMO LUGAR da classificação foi o seu destino, assim como a descida ao distrital, conforme estipulam o artº 102.15 – ‘Desistência no Decurso das Provas, do RPO’ – e o artº 106º -‘Abandono das Competições’ – do Regulamento de Disciplina. Que saiba, o Campeonato em causa foi homologado sem problemas de quaisquer espécies”.

Embalado e com a pontaria afinada, ou não fosse exímio caçador, José Armindo recorda: “ Como também é do conhecimento geral, o campeonato distrital da I divisão do Algarve da temporada passada (2006/2007) terminou e foi em devido tempo homologado, sem problemas nem protestos e, sem bem recordo, a cauda da classificação ficou assim ordenada: União Sambrazense (ANTEPENÚLTIMO), Machados (penúltimo) e Ginásio de Tavira, que por sinal abandonou a prova no seu decurso (último)”.

Sem paragens ou hesitações, o presidente do Odeáxere, continuou: “Ora, o artº. 201.7, do RPO que atrás citamos reza... ’As mudanças de divisão processam-se da seguinte forma’...e na alínea c) especifica: ‘Os clubes classificados nos dois últimos lugares (da I divisão distrital – Machados e Ginásio de Tavira, em 2005/2006)) baixarão, automaticamente, ao Campeonato distrital da II divisão da categoria’ e na alínea d) do mesmo artº. pode ler-se “No caso de descer um ou mais clubes provindos dos Campeonatos Nacionais (Farense SAD, foi último classificado da Série F e por isso desceu ao distrital), descerão, ainda, ao Campeonato distrital da II divisão tantos clubes quanto os necessários para que este Campeonato (I divisão) fique com 16 clubes. E a alínea e), do mesmo artº 201.7, elucida: “as descidas referidas na alínea anterior, para além dos dois últimos classificados, processam-se de da seguinte forma – se houver necessidade de descer mais um, descerá o antepenúltimo (que foi União Sambrazense, por isso, DESCEU); se mais outro o que ficou classificado no lugar, imediatamente, anterior a este e, assim sucessivamente.

Perante este quadro e face ao que está preceituado no Regulamento das Provas Oficiais, não entendemos como é possível a Direcção da AFA e o Conselho de Justiça deliberarem em favor da recondução da União Sambrazense. A descida da União Sambrazense à II divisão distrital é um facto consumado, e não está condicionada à descida, desistência ou não inscrição deste ou daquele clube. Não o entendem assim os ‘doutos’ senhores da AFA e promovem a ilegalidade. É inacreditável, surrealista...maquiavélico”.

Mas o presidente do clube ‘barlaventino’ revela mais: “ Como é norma, em Julho abre oficialmente a época futebolística e como tal, o período das inscrições nas Provas de Inscrição Obrigatória (artº.101.7 do RPO) que ‘são as provas oficiais em cada categoria em que é obrigatória a inscrição dos clubes que para elas se qualificaram mercê de classificação obtida na época anterior, com excepção daqueles que desceram à prova, hierarquicamente, mais baixa dessa categoria’. O que também é certo, compete à AFA informar a data limite das inscrições e a não confirmação equivale à não participação que, tal como a desistência no recurso da prova, constitui infracção grave e passível de sanção disciplinar.

Acontece que dois (2) clubes, na circunstância Farense SAD e União Parchalense, que TINHAM QUALIFICAÇÃO para se inscreverem em Prova de Inscrição Obrigatória,, não o fizeram e assim, surgiram duas (2) vagas. E é uma dessas vagas que O Odeáxere com toda a legitimidade e direito legal pretende preencher, pois uma delas pertence por direito ao Boliqueime FC. Como é fácil depreender, a União Sambrazense NÃO TEM QUALIFICAÇÃO para se INSCREVER, pois desceu à II divisão distrital”.

O direito legal

O diálogo já vai longo, mas algo de muito importante José Armindo tem para dizer: “ Este caso já vai fazendo parte do anedotário da Região, pois dizem que no Norte é a caso ‘mateus’ e no Sul, o caso ‘delfim’.

A AFA e o Conselho de Justiça são parciais na decisão assumida. Falam de determinados condicionalismos para imporem as mudanças e beneficiarem a União Sambrazense, quando se referem às alíneas d) e e) do artº.201.7, o que é errado, pois não existem condicionantes, e esquecem, talvez propositadamente, o artª 102.10 do RPO – que garante ‘as vagas em Provas de Inscrição Obrigatória deverão ser preenchidas da seguinte forma’... ‘Caso haja um ou mais clubes que, relativamente a uma Prova de Inscrição Obrigatória, não confirme a sua inscrição ou desista de participar antes da mesma se iniciar (mesmo que já tenha sido efectuado o sorteio), a vaga ou vagas daí resultantes serão preenchidas de acordo com o seguinte...
Se o CLUBE DESISTENTE já pertencia à divisão em que se deu a vaga, será repescado um clube da DIVISÃO INFERIOR, através da aplicação seguinte:

Existindo apenas uma série será repescado o clube classificado imediatamente a seguir aquele ou aqueles que subiram de divisão, recorrendo-se, se necessário, até ao melhor classificado que aceite a inscrição em prova obrigatória;
Existindo mais que uma série a AFA promoverá um torneio de características idênticas ao que define a alínea b) do nº. 2 do presente artigo.

Se não for possível preencher a vaga ou vagas através da aplicação dos critérios definidos no artigo anterior a prova realizar-se-á com a participação dos clubes que já haviam sido classificados, ficando aquele ou aqueles lugares vagos.

Agradeço transcreva na íntegra esta parte da nossa exposição. Por aqui pode ver-se que nos assiste razão, e o nº. 6 é bem elucidativo”.

A concluir a sua exposição dos factos e direitos, José Armindo, foi peremptório: “Como é fácil depreender, a descida da União Sambrazense é irreversível. Não tem regresso. Não pode nem deve, portanto, ocupar uma das vagas surgidas na I divisão distrital da próxima época, pela não inscrição do Farense SAD e União Parchalense. Estas devem ser ocupadas pelo BOLIQUEIME FC, segundo classificado da Zona Sotavento que disputou a fase de apuramento com o Aljezurense e foi vencido; e pelo CD ODIAXERE, sem ter de efectuar jogo de apuramento, pois o terceiro classificado da Zona Sotavento, IDFG (Casa do Rapazes), desistiu de participar nas provas oficias.

Ouvimos, registámos e apetece concluir...QUE SE FAÇA JUSTIÇA!

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