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20 novembro 2006

Em defesa do sector

Delegação Regional do Baixo Alentejo e Algarve da
Ass. dos Industriais e Exportadores de Cortiça



A Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça (AIEC) foi a primeira associação a surgir em Portugal associada à fileira da cortiça. Foi criada em 1975, com sede em Lisboa, mas estendendo a sua área de actuação a todo o País. Mais tarde foram criadas delegações com autonomia financeira e administrativa, surgindo então, no ano de 1993, a Delegação Regional do Baixo Alentejo e Algarve.

Actualmente a Delegação conta com 23 associados, sobretudo empresas de preparação, transformação e granulação de cortiça, situadas em Grândola, Santiago do Cacém e S. Brás de Alportel. “Por verificarmos que a zona Sul estava isolada do resto do País e para tentarmos combater essa situação e ajudar à sustentabilidade das empresas e da floresta ai existente, constituímo-nos como Delegação Regional”, salienta Carlos Jacinto, presidente desta Delegação, acrescentando que, “ao explorarmos a cortiça estamos a contribuir para a preservação do ambiente, pois ao escoarmos a casca do sobreiro mantemos a floresta mediterrânea limpa e viva, gerando fluxos monetários capazes de manter e proteger essa mesma floresta. Convém ainda realçar que cada sobreiro absorve grande quantidade de carbono aumentando com o seu descasque, o «descortiçamento», prestando também um serviço ao ambiente como sumidor de carbono”.

Na opinião do nosso entrevistado, apesar do peso que a fileira da cortiça assume no País, representa três por cento do produto interno bruto e dez por cento das exportações, o sector está esquecido pela classe política. “A Comissão de Coordenação da Região do Algarve desconhece que existe uma serra nesta região – a Serra do Caldeirão, desconhece a existência deste sobreiral e a industria que o explora e mantêm”, afere.

A exploração da cortiça sempre teve um grande peso em S. Brás de Alportel. Documentos antigos fazem referência a este concelho como sendo a Capital Histórica da Cortiça, por serem as gentes de S. Brás de Alportel as pioneiras no comércio e transformação de cortiça no País originando mesmo a constituição de S. Brás como concelho pela divisão do concelho de Faro, “A indústria da cortiça nasceu aqui, aqui cresceu e se desenvolveu, mas as dificuldades obrigaram á sua deslocalização e o centro vital do sector foi instalado em Santa Maria da Feira, com muitos Sambrazenses”, comenta o presidente da Delegação.

Levar o nome de S. Brás de Alportel como Capital Histórica da Cortiça é um dos objectivos desta instituição. Para que este objectivo possa ser concretizável, estão a ser desenvolvidos e negociados com a autarquia uma série de projectos. “Queremos para o concelho um pólo de desenvolvimento corticeiro baseado nas tradições históricas e na floresta existente, que temos vindo a tratar. Começamos por criar um projecto de formação que contempla um curso de operador florestal/corticeiro, cujo desiderato é formar pessoas capazes de tratar a floresta e, ao mesmo tempo, trabalhar nas empresas corticeiras. Porém, até hoje não conseguimos cativar o interesse das escolas para formar jovens nesta área, o que na minha opinião se deve a um desinteresse regional para este sector, a região continua a apostar em formar pessoas para o desemprego”, afirma.

O projecto de criação do pólo industrial está em fase de desenvolvimento e prevê a existência de um centro de investigação e tecnológico para a fileira. “Temos uma parceria com o país vizinho, num projecto que visa a criação de uma federação e posteriormente um centro de investigação ibérico para a cortiça. Numa primeira fase esse centro irá ser criado em Espanha e mais tarde em S. Brás de Alportel. Não há futuro para a fileira da cortiça sem apoio tecnológico, por isso a necessidade de um laboratório para o Sul do País, idêntico ao que existe no Norte, com ligações às universidades e que possa prestar serviços às empresas”, diz Carlos Jacinto, acrescentando que, “chegamos à conclusão que, para evitar sabores desagradáveis que as rolhas podem transmitir aos vinhos, é necessário investir numa tecnologia de cozedura completamente inócua. As empresas de maior dimensão já o fazem, mas as pequenas não têm essa possibilidades, por isso pretendemos que a autarquia nos ajude a criar uma central de cozedura que possa ser usada por todas as corticeiras do concelho”.

Outro aspecto importante e para o qual a Delegação conta com o apoio da Câmara Municipal é para a criação de uma unidade de granulação. No processo de transformação da cortiça, em cada 20 quilos, 15 resultam em aparas, que são enviadas diariamente para o Centro do País a fim de serem granuladas, o que se traduz em gastos consideráveis com o transporte, daí a importância da criação de uma unidade de granulação no Sul.

Sendo o Algarve uma zona turística por excelência e fazendo a cortiça parte integrante da história de muitas gerações foi criada a Rota da Cortiça, “pretendemos que os turistas, durante a sua estadia no Algarve, dediquem um dia à cortiça. Convidámo-los a conhecer a Serra do Caldeirão e a visitar as empresas corticeiras, que entretanto se vão preparando para os receber”. Para divulgar e sustentar esta rota foi criada a Associação Rota da Cortiça, cujo responsável máximo é o presidente da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel.

Uma nova vida para as suas rolhas

Apesar das indústrias corticeiras terem um papel importante na limpeza da floresta é inevitável que os incêndios consumam algumas zonas. e apesar de muitas árvores sobreviverem aos fogos, só podem voltar a produzir cortiça se lhes for retirada a casca queimada, casca que depois de triturada pode ser utilizada em isolamentos térmicos, a unidade de granulação poderá também aqui ajudar a recuperar o nosso sobreiral.

A Delegação Regional do Baixo Alentejo e Algarve da AIEC desenvolveu um projecto de reciclagem de rolhas de cortiça, tendo como base a promoção da cortiça como produto ecológico. O projecto denomina-se “Uma nova vida para as suas rolhas” e resulta de uma parceria entre o município de S. Brás de Alportel, a Associação Rota da Cortiça e a Delegação do Algarve e Baixo Alentejo da AIEC. Os objectivos passam por sensibilizar a população para a importância da reciclagem e reutilização dos materiais; proteger o meio ambiente, mediante a reciclagem de um produto natural; desenvolver um processo que permita aproveitar as rolhas de cortiça após a sua extracção das garrafas e dos garrafões; obter produtos com diversas finalidades e dar uma nova vida a um recurso precioso.

De acordo com o nosso entrevistado todos os munícipes podem ajudar a reciclar, colocando as rolhas, depois de utilizadas, nos recipientes de recolha de rolhas, situados junto aos ecopontos. Este projecto apenas está a funcionar em S. Brás de Alportel, mas está a ser alargado a todo o Algarve e para isso também será necessária a unidade de granulação que permitira que a reciclagem seja efectuada na zona onde é efectuada a recolha. Com o resultado monetário, desta reutilização de um produto, pretendermos colaborar com o Centro de Reabilitação do Algarve adquirindo equipamentos para pessoas mais necessitadas, transformando a floresta a cortiça a rolha num produto ainda mais “solidário com os outros”.

02 janeiro 2007

Grande Entrevista - António Eusébio

Precisamente na data em que António Eusébio celebra um ano, no segundo mandato, à frente dos destinos de S. Brás de Alportel, o edil fala-nos do seu concelho, do crescimento, e dos projectos futuros porque “S. Brás está na moda e dá gosto viver aqui”.

A trabalhar já no segundo mandato, na Câmara Municipal, e um ano após as eleições que o colocaram, com maioria absoluta, à frente dos destinos de S. Brás de Alportel, António Eusébio apresenta-se motivado para os restantes três que tem pela frente: “É um desafio interessante ter começado há cinco anos atrás a trabalhar num concelho que tem vindo a crescer, demograficamente, sempre na ordem dos 3,5 aos 3,9 por cento ao ano, o que implica uma atenção especial para os nossos munícipes sobretudo nas áreas da solidariedade, da educação, das vias de comunicação e do ambiente, para responder às necessidades de uma população crescente e assegurar a qualidade de vida que desejamos”.


Já no segundo mandato de trabalho, o presidente da Câmara mostra-se satisfeito: “A maioria absoluta nas últimas eleições foi a melhor resposta que a população nos podia dar, demonstrativa da confiança no trabalho que realizamos. Todos os dias trabalhamos, lutando contra dificuldades e barreiras difíceis de transpor, em prol da sustentabilidade deste crescimento. Com muito trabalho e esforço, os resultados têm sido muito positivos para São Brás de Alportel, o que nos dá muita satisfação”.


S. Brás de Alportel é um concelho pequeno, localizado entre o barrocal e a serra, composto por uma única freguesia, e “embora não tenhamos recursos para realizar todas as obras e todos os projectos que desejaríamos, e para responder a todos os anseios dos nossos munícipes, com um planeamento rigoroso, com uma gestão cuidada e atenta, vamos realizando um trabalho que pensamos ser do agrado das pessoas e que nos vai dando esta vontade de continuar a trabalhar pelo concelho”.


Em pleno interior algarvio, “entre o mar e a serra”, António Eusébio realça a necessidade de “ser inovador, para responder a um desenvolvimento diferente de um desenvolvimento do Litoral e fazer com que as pessoas que vêm viver para S. Brás de Alportel tenham mais qualidade de vida, numa aposta no ambiente, na educação, no ordenamento urbano”. Daí, por exemplo, a aposta na educação: “Temos um parque escolar lindíssimo, que é um dos melhores do Algarve e seguramente do país, onde conseguimos integrar este ano, todos os alunos não só do 1º ciclo mas também do pré-escolar”.

O turismo e a Capital Histórica da Cortiça

S. Brás de Alportel é a Capital Histórica da Cortiça precisamente porque nasceu, cresceu e desenvolveu-se devido à cortiça: “Em 1914 era das freguesias mais ricas do concelho de Faro e precisamente pela sua dimensão económica, destaca-se e forma um concelho autónomo”. Nesta altura, existiam no concelho mais de duas centenas de empresas corticeiras de pequena dimensão, familiares, e quase todo o concelho vivia desta actividade. “Hoje a situação alterou-se, mas mesmo assim, o sector corticeiro é o segundo maior empregador do concelho, há empresas que se desenvolveram e que têm já uma dimensão razoável”. Neste momento, existem cerca de dez empresas tecnologicamente bem equipadas e que fazem preparação da cortiça e também transformação.


Dois terços do concelho são serra, onde existem os sobreiros, local de onde provém “a melhor cortiça do mundo, dadas as suas condições naturais”. Daí a valorização do concelho de S. Brás à volta da cortiça e a criação do projecto «Rota da Cortiça». “É um projecto turístico ambicioso, que está a ser dinamizado pela Associação Rota da Cortiça, no qual participam a Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, a Delegação do Algarve e Baixo Alentejo da Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça, a Associação de Agricultores do Concelho de S. Brás, a Santa Casa da Misericórdia de S. Brás de Alportel – Museu do Trajo do Algarve, a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, a Associação IN LOCO e a Região do Turismo do Algarve. O objectivo é promover o desenvolvimento turístico, económico e social dos territórios produtores e ou transformadores de cortiça”.

Desta forma, as pessoas vão poder ver a origem da cortiça - o montado de sobro - no interior da serra algarvia, e depois visitar as indústrias, para acompanhar, através de várias etapas, o seu percurso industrial “desde a cozedura até à transformação, passando pela produção da rolha de cortiça, um dos seus produtos. Poderão também conhecer um pouco da história desta cortiça, no pólo museológico que ficará sedeado no Museu do Trajo ”. Neste momento, a «Rota da Cortiça» aguarda apenas financiamento e aprovação por parte dos fundos comunitários ainda do III Quadro Comunitário de Apoio.


Por outro lado, explica o edil, “depois da ida à serra e do conhecimento da indústria, há também toda uma vertente turística e cultural, em torno desta Rota da Cortiça, que passa pela restauração, não só no centro urbano, mas também no interior, para que haja cada vez mais gente a saborear a nossa gastronomia serrana, um dos tesouros que temos para oferecer no concelho e a doçaria, que hoje vai sendo cada vez mais reconhecida, em certames que a levam à região e ao país. Esta vertente passará também pela visita a outros locais de interesse, como o futuro Centro Explicativo e de Acolhimento da Calçadinha, em torno do ex-libris arqueológico do concelho”.


É pensando na história do concelho e no desenvolvimento do turismo que surge este projecto, e António Eusébio reforça a ideia de que “o turismo de um concelho do interior, como S. Brás de Alportel, tem que ser visto de forma diferente do turismo de sol e praia, sobretudo tem que ser visto de uma forma integrada, englobando várias áreas de oferta turística. Começando, desde logo, pela porta de entrada do turista, com qualidade ambiental e urbana: espaços verdes, zonas pedonais, zonas de estacionamento, sinalética organizada. E por este caminho temos seguido, com muito investimento nestas áreas.

Numa segunda fase, tivemos a preocupação em defender e valorizar o património: a “Calçadinha de S. Brás de Alportel”, antiga via que parece ter origem na época romana, assume-se como o elemento mais valioso e por isso é objecto de todo um projecto de valorização que culmina dentro de poucos meses com a abertura do novo Centro Explicativo. Mas também são alvo de valorização um conjunto de outros elementos do património, desde logo o Centro Histórico, que está ser requalificado, e alguns edifícios de maior interesse. E não nos ficámos pela vila, estamos a valorizar o património rural: as fontes, os poços, com projectos de valorização que requalificam os espaços públicos e ajudam a preservar a memória dos poetas do concelho. Ao mesmo tempo, criámos novos locais de interesse: Miradouros, em locais de vista privilegiada, geopontos, novos parques de merendas e percursos pedestres, que recuperam caminhos antigos e são uma excelente aposta num turismo diferente, assente sobre os valores da história e da natureza”.


Ao nível turístico destaque ainda para o Parque da Fonte Férrea, que foi reabilitada e que é um espaço de grandes potencialidades, à entrada da serra algarvia (a norte de São Brás de Alportel, junto à EN2, Estrada Património) e para os desportos de aventura, sendo o BTT uma aposta importante do município, que pretende acolher em breve um “Bike Park”, devido às condições privilegiadas do concelho para a prática deste desporto.


O presidente da Câmara acredita que só desta forma, “conjugando diversas áreas e promovendo diferentes potencialidades, será possível diferenciar o turismo no interior, fazer com que as pessoas se sintam bem em São Brás de Alportel e recomendem a região a mais visitantes”.

Ascensão do sector corticeiro e futuro


Analisando o sector corticeiro, que está em declínio, o presidente da Câmara sublinha que, para além da seca, dos fogos e da doença dos sobreiros, falta “alguma dinâmica económica, um problema mais vasto, que só pode ser entendido ao nível nacional. Uma das soluções, para revigorar este sector, poderá ser a criação do Pólo Tecnológico da Cortiça, um dos projectos estruturantes, apontado pelo município, aquando da revisão do Plano Regional do Território do Algarve (que está a decorrer), A dinamização das zonas industriais é outra das apostas e a inovação é também essencial, temos até um exemplo no concelho, que é a Pelcor, uma empresa que deu à cortiça um novo horizonte, comercializando produtos em “pele de cortiça”, tendo valorizado a matéria-prima. E é precisa também uma aposta na formação de novos trabalhadores, dando-lhes assim competência para trabalhar num sector que não está nos seus melhores dias”.


Um projecto novo que poderá trazer grandes investimentos para o concelho, mas que tem suscitado algumas dúvidas, por parte da população, e no sector corticeiro, é a implantação de uma unidade de digestão anaeróbia. António Eusébio desvaloriza a questão, afirmando que as dúvidas se devem certamente ao facto de se tratar de uma indústria na área da valorização de resíduos, temática que conduz facilmente a incorrectas interpretações.

Apesar de considerar pertinentes todas as questões que podem ser levantadas, António Eusébio mostra-se convicto que, “depois de esclarecidas as dúvidas, as pessoas compreenderão o que está a ser tratado”. O projecto em causa, de implantação de uma Unidade de Digestão Anaeróbia, fará a transformação de resíduos orgânicos, sobretudo verdes, em composto, com a produção de biogás, “em ambiente fechado (e por isso a designação anaeróbia), o que evita a libertação de odores para o exterior”. Uma outra vantagem que o nosso entrevistado sublinha é o investimento “de mais de três milhões de contos e a criação de mais emprego no concelho, para além da criação de infraestruturas, nos loteamentos industriais, que será mais um factor gerador de dinâmica empresarial”.


Sobre o projecto, a Câmara Municipal apenas se pronunciou sobre a localização e aguarda o evoluir do processo, mas António Eusébio garante que “se existissem algumas dúvidas de que a tecnologia aplicada pudesse criar algum tipo de perigo para o concelho ou para a população, eu era, o primeiro, como presidente de Câmara e munícipe, a não aceitar este investimento no concelho”.


Nos próximo três anos de mandato, António Eusébio pretende “criar novas infraestruturas desportivas, que não existem no concelho, sendo prioritária a construção das Piscinas municipais cobertas”. A Câmara Municipal está neste sentido a desenvolver todos os esforços para que esta obra, de grande valia para o desporto, a qualidade de vida e o desenvolvimento social do município possa ser uma realidade a curto prazo.


Ao nível de acessibilidades viárias, o futuro passa pelo “prolongamento da Circular Norte, para que se feche o anel circundante a S. Brás de Alportel”. Ao nível ambiental, destaque para “uma das maiores obras feitas em S. Brás nesta área e que está a ser concluída, que é a ligação das águas residuais ao Sistema Multimunicipal de Saneamento do Algarve, o que vai permitir desde já encerrar as Estações de Tratamento e eliminar a poluição nas Ribeiras do Alportel e dos Machados”.


Existem também inúmeros projectos ao nível da educação, como “o desenvolvimento de um centro de interpretação ambiental / quinta pedagógica, um centro explicativo da Serra do Caldeirão, a casa da juventude, o centro museológico do Alportel… Todos estes projectos, com obras já concluídas, ou em fase de conclusão, estão à espera de permissão legal para se proceder à contratação de mais pessoal, uma vez que a Lei do Orçamento do Estado para 2006, num dos seus artigos, vem proibir que as autarquias realizem neste ano mais despesa em pessoal do que no ano anterior”. Uma lei que ao que parece não atende à realidade dos municípios e que prejudicou São Brás de Alportel, um município, onde o valor da despesa com pessoal está muito aquém dos limites que são impostos pelo Estado, onde também não se coloca a questão do limite ao endividamento e onde novos serviços e espaços foram criados, para responder às necessidades de uma população em crescimento.

“Isto deve-se ao crescimento do concelho: se estivéssemos a perder população tínhamos menos necessidade de efectuar despesas com pessoal necessariamente. Mas como estamos em franco crescimento, temos inúmeros projectos, em fase de concretização e sem pessoas não podemos pôr os equipamentos em funcionamento”.

in: O Primeiro de Janeiro

01 maio 2006

Cortiça, vinho e floresta

Cortiça, vinho e floresta motivam dois dias de jornadas em São Brás

A vila de São Brás de Alportel acolhe nos próximos dias 5 e 6 de Maio duas iniciativas relacionadas com os sectores da fileira suberícola (floresta, cortiça e vinho) – as “III Jornada Técnica Cortiça – Vinho” e as “IV Jornada para a Qualidade”.

Em cima da mesa, e em debate, vão estar temas como a gestão sustentável da floresta; os desafios da qualidade e da certificação na Serra do Caldeirão; o papel do vinho na região algarvia, as perspectivas para o futuro; os projectos desenvolvidos na área da reciclagem de rolhas; a Rota da Cortiça; as experiência nesta área da vizinha Espanha; e as recentes investigações científicas que dão conta dos benefícios para a saúde (ao nível da prevenção do cancro) do consumo de vinho em rolhas de cortiça.

No dia 5 de Maio, a sessão de abertura está agendada para as 9:30 horas e vai ter a presença da Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve, da Associação dos Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, da Associação Rota da Cortiça, da Delegação Regional do Baixo Alentejo e Algarve da Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça, e pelo director regional de Agricultura do Algarve.

Para o dia 6, está prevista uma visita às caves de produtores de vinhos do Algarve (Quinta Morgado da Torre e Adega do Cantor). (a não perder!!!)

A iniciativa conta com a colaboração de um conjunto de entidades e associações do sector, nomeadamente a Direcção Regional de Agricultura do Algarve; o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, a Associação Rota da Cortiça, a Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve, a Associação dos Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, Confederação Europeia do Liège e Associação de Industriais do Corcho del Suroeste.

Para participar nas jornadas deve efectuar a sua inscrição, através da Delegação Regional do Baixo Alentejo e Algarve da Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça, através dos seguintes contactos: 289 843 931 / Fax. 289 842 215 / E-mail: aiec.drbaa@mail.telepac.pt.

A organização agradece que no acto de inscrição, indique o seu contacto e informe do seu interesse em participar no almoço, no dia 5 de Maio e ou na visita às Caves dos Vinhos do Algarve, no dia 6.

27 outubro 2005

Para Recordar - Foi há 2 anos

António Eusébio faz o balanço do segundo ano à frente da Autarquia São-Brasense...

Jornal do Algarve - S. Brás de Alportel é uma das câmaras, se não a câmara algarvia, que neste PIDDAC (plano de investimentos do Estado) é mais beneficiada, o que se deve em grande parte à construção do novo Centro de Reabilitação Física do Sul. Não tem razões de queixa...? António Eusébio – No PIDDAC para 2004 esta obra representa um investimento de 4 milhões de euros, que serão utilizados, por um lado, para a finalização da obra civil e, por outro, para começar a instalar os equipamentos. Para já, prevê-se que a obra civil acabe durante o segundo trimestre de 2004. Quanto ao equipamento, não sei qual é o prazo de execução, até porque a gestão da obra está a cargo da Administração Regional de Saúde. Prevê-se que a obra esteja totalmente concluída em 2005.
J.A. - Foi necessário fazer algum tipo de "lobbying" junto do actual Governo para que esta obra estivesse tão consolidada em termos de PIDDAC? A.E. - Estou convencido que o "lobby" para a concretização desta obra foi feito antes deste Governo e este executivo não pôde, de forma alguma, pará-la. Contudo, o actual Governo também agarrou este projecto e ao fazê-lo acabou por consolidá-la em termos financeiros, em relação ao que estava previsto no projecto inicial. O que nos dá grande satisfação, pois esta é a maior obra de saúde do último século em S. Brás de Alportel.
J.A. - O novo centro vai ser uma espécie de Centro de Reabilitação de Alcoitão em versão. Algarve? A.E. - Segundo a informação que temos, será do género de Alcoitão para reabilitação física.
J.A. - Considera que o concelho passa a ter, por via desta obra, uma vocação regional, uma vez que vão aqui afluir uma série de pessoas com necessidades especiais de todo o Algarve? A.E. - Esta é a segunda obra estruturante em S. Brás de Alportel. A primeira foi o parque de manobras, que traz cá todas as pessoas que vão fazer os exames teóricos de condução. Sem dúvida que será muito positiva do ponto de vista do desenvolvimento económico, pois dará emprego a mais de uma centena de pessoas e dará também outra vida à restauração, ao sector comercial e até imobiliário. Eu sempre disse que esta não era apenas uma obra de fisiatria. Esta nova infra-estrutura engrandece o próprio concelho e trará muitos benefícios.
J.A. - S. Brás de Alportel ainda se enquadra naquele interior algarvio que está a de-sertificar-se ou é um concelho que está em crescimento? A.E. - Segundo os últimos censos, foi o segundo concelho que mais cresceu, a seguir a Albufeira, com um aumento populacional de cerca de 33 por cento. Isso quer dizer que S. Brás é muito procurado pelos casais mais jovens para a sua primeira habitação, num concelho que lhes proporciona segurança e qualidade de vida. E há um segundo estrato da população que procura essencialmente a qualidade de vida e a calma do barrocal algarvio, que já não encontra no litoral. Neste momento, o nosso grande problema foca-se no ensino pré-escolar e o primeiro ciclo, pois os casais mais jovens vão rapidamente ter filhos.
J.A. – Mas o concelho está a tornar-se no dormitório de Faro, pelo facto da habitação aqui ser extremamente barata... A.E. - Não, isso é um engano. Pode ser mais barata, mas já não existe uma grande diferença comparativamente a Faro. Dormitório também não é, porque S. Brás tem movimento a qualquer hora do dia, o que significa que tem vida própria. Estamos bastante confiantes, apresentámos ao nível do plano de ordenamento do território projectos que consideramos que vêm potenciar o desenvolvimento de S. Brás. S. Brás está progressivamente a começar a fazer parte do triângulo Faro/Loulé/Olhão, que se está a transformar num quadrilátero.
J.A. - Sendo um concelho cada vez menos exterior a esse centro do Algarve, qual é a relação de S. Brás com a nova realidade do Parque das Cidades, tida como uma estrutura que representa essa centralidade? A.E. - Dada a proximidade do Parque das Cidades, podemos vir a tirar alguns benefícios. A vila certamente poderá vir a usufruir dessa mais-valia. Em termos de utilização, temos duas equipas séniores na distrital, espero bem que não seja S. Brás a utilizar o estádio. (risos) Mal irá o Algarve quando nos convidarem para fazer jogos de futebol naquele estádio.
J.A. - O facto da via rápida que devia ser feita entre Faro e a Via do Infante não estar a ser construída, nem sequer estar contemplada em PIDDAC, representa um óbice às acessibilidades a S. Brás? A.E. - Sim, e devo dizer que a ligação S.Brás/Via do Infante/Faro é das obras mais importantes para S. Brás ao nível das vias de comunicação. Falta-nos a ligação à Via do Infante e mesmo a ligação da Via do Infante a Faro. Hoje em dia, há centenas de são-brasenses que se deslocam diariamente para Faro e formam filas de mais de um quilómetro junto ao Coiro da Burra. Temos feito pressão junto do Instituto de Estradas para resolver o problema e já solicitámos uma reunião ao ministro das Obras Públicas para chamar a atenção para a importância dessa nova estrada. A resposta que nos foi dada é que vai ser adjudicado o projecto de execução, portanto talvez lá para 2008 ou 2009 a ligação possa ser assegurada.
J.A. - Se grande parte da população activa de S. Brás trabalha efectivamente em Faro, a restante fatia, que fica na vila, dedica-se a que tipo de trabalho? Comércio, Indústria, Agricultura? A.E. - Só ao nível da cortiça é que a agricultura continua a ser desenvolvida, porque de resto a exploração de frutos secos, como a alfarroba, o figo e mesmo as azeitonas acabou por se revelar não economicamente viável. Temos cerca de uma dezena de fábricas de cortiça no concelho, a produzir o mesmo que se produzia no início do século, mas através de novas tecnologias e com novos equipamento de transformação consegue-se ter uma rentabilidade muito grande actualmente. É um dos sectores que mais emprego dá aqui no concelho, trabalham no sector cerca de duas centenas de pessoas.
J.A. - Explique-nos no que consiste a iniciativa da Rota da Cortiça. A.E. - O turismo não é uma actividade que se resume a visitar museus, a igreja matriz ou a Calçadinha de S. Brás. O turismo tem de ser visto num contexto global, além de termos de nos preocupar com a imagem que os turistas têm, melhorando toda a renovação urbana, temos de apostar também em novos produtos. A rota da cortiça é um produto que permite ao visitante saber de onde se extrai a melhor cortiça do mundo, levando-o ao local e permitindo que saboreie a gastronomia local. Por outro lado, permite que o visitante visualize o corte das aparas, a execução das rolhas, a execução das tapadeiras, que se fazem com alta tecnologia nas nossas fábricas da cortiça.
J.A. - A cortiça de S. Brás é mesmo a melhor do mundo? A.E. - Se Portugal tem a melhor cortiça do mundo e está provado que sim, e se é a Serra do Caldeirão que tem a melhor cortiça de Portugal, então esta é, sem dúvida, a melhor do mundo.
J.A. - A indústria da cortiça está então longe de ser uma indústria moribunda? A.E. - Em S. Brás essa hipótese cada vez estará mais longe.
J.A. - Mas há muitas fábricas que fecharam? A.E. - Houve, no início do século XX tínhamos cerca de duas centenas de fábricas. Só que eram fábricas familiares, em que só trabalhavam, por exemplo, o pai e o filho. Hoje em dia temos uma dezena, mas com muitos trabalhadores, daí a produção ser a mesma que há um século.
J.A. - No que respeita concretamente ao turismo, S. Brás e cada vez mais procurado por pessoas que estão cansadas de ir todos os dias para a praia? A.E. - S. Brás está a começar a mostrar o que tem de bom para o exterior e a rota da cortiça vai ser uma mais-valia nesse sentido. O nosso património, a Calçadinha de S. Brás, os percursos pedonais que temos ladeados de valados antigos, a luminosidade única que o barrocal tem, diferente de todo o país. A paisagem, a gastronomia são áreas em que devemos apostar e divulgar, para que o turista venha cá e não fique apenas uma manhã ou uma tarde. Queremos que passe cá vários dias, que goste de ficar e que traga novos amigos.
J.A. - E neste momento, esses turistas já existem? A.E. - Sim, já começamos a ver turistas a passear acompanhados por guias, na Calçadinha, na igreja matriz, na própria serra e em alguns restaurantes. Eles vêm usufruir do silêncio que a serra lhes transmite, de uma natureza que não se encontra junto ao litoral. Embora este seja um turista diferente, não é o turista de sol e praia que veio procurar o interior. É um turista de outro estrato social, com outras perspectivas.
J.A. – Sei que tem havido problemas em S. Brás em relação aos correios. Têm razões de queixa graves? A.E. - Temos, tenho um abaixo-assinado com mais de 500 assinaturas a reclamar a acção dos correios, principalmente pelo atraso na entrega de correspondência e devolução de cartas. Já tive uma reunião com os Correios e o que me parece que está a acontecer é que os contratos que os CTT têm com os trabalhadores são contratos a termo, em que as pessoas trabalham alguns meses e depois mudam de serviço. Temos muitos novos carteiros que não conhecem as moradas, principalmente no campo, porque as caixas não estão numeradas e só com o nome da pessoa é que se chegava lá. O certo é que mitos reformados deixaram de receber a suas pensões nestes dois últimos meses, o que é muito complicado, pois a maior parte vive das pequenas reformas que tem. A câmara está aberta a colaborar com os Correios numa tentativa de sensibilizar a população para que escreva a sua direcção o mais correcto possível, mas fora isso não podemos adiantar muito mais porque não é competência da Câmara.
J.A. - Quando é que S. Brás de Alportel terá condições para se tornar uma cidade? A.E. - Não temos grande ambição em ser cidade, preferimos ser uma vila com qualidade de vida do que uma cidade, com todos os problemas que as cidades têm. Preferimos ter um crescimento contido, um ordenamento correcto e em que os problemas se vão resolvendo diariamente.
J.A. - Habitualmente não aparece muito. É um silêncio gerido ou faz parte da sua natureza? A.E. - Temos conseguido aparecer muito, até porque eu criei um Gabinete de Informação e Documentação com o objectivo de divulgar as nossas actividades. Se pudermos comparar a visibilidade que S. Brás tem hoje com a visibilidade de há dois anos, se calhar tem dez vezes mais. Todos os dias saem notas de Imprensa e informações para os munícipes.
J.A. - Tem outras ambições políticas além de ser o presidente da câmara de S. Brás e cumprir o seu mandato até 2005? A.E. - Para já, a Câmara é o nosso objectivo e continuará a ser por mais um mandato, se tudo correr como nós estamos a pensar. Depois logo se vê.
J.A. – Tem ambições políticas? Gostaria de ser deputado da nação? A.E. - Ser presidente de câmara é muito mais interessante que ser deputado. Estamos muito mais próximo das populações, ouvimo-las directamente, conseguimos resolver problemas reais que sentimos e isso em minha opinião dá-nos muito mais motivação do que ir para Lisboa. Ser presidente de câmara é um grande desafio. Mas cansa! Mais que dois mandatos também é muito cansativo.
J.A. - Já está cansado?! A.E. - Com certeza que não. Em dois anos dá para colocar a engrenagem em velocidade de cruzeiro e, daqui para a frente, a uma velocidade que é tanta que não sentimos o tempo passar. Um mandato acaba por ser pouco, não conseguimos num mandato mostrar obra. Daí eu dizer que no segundo mandato estaremos cá para concretizar esses projectos.

In "Jornal do Algarve"

03 fevereiro 2005

Reciclagem Cortiça

São Brás Alportel lança campanha para reciclar rolhas de cortiça.

Reciclar rolhas de cortiça para as transformar em pavimentos, material de isolamento ou marcadores é o objectivo de uma campanha de sensibilização que arrancará dentro de dias no concelho de São Brás de Alportel, revelou a autarquia.

"Neste momento estamos a recolher rolhas em dez restaurantes do concelho de São Brás e já obtivemos dezenas de sacos", disse o vereador do pelouro do Ambiente, adiantando que o objectivo é alargar a todo o Algarve a colocação de rolhões - recipientes para colocar rolhas de garrafas e garrafões.

Depois de recolhida, a cortiça seguirá para as indústrias transformadoras do Montijo, para a produção de novos produtos à base de casca do sobreiro, como material de isolamento para habitação, bases para copos ou quadros para fixar papéis.

Durante a campanha de divulgação, prevista para arrancar ainda antes do fim do mês, os rolhões, que terão uma dimensão idêntica aos pilhões (pequenos contentores para as pilhas usadas), serão colocados junto aos ecopontos - com recipientes próprios para papel, vidro e embalagens - espalhados pelo concelho.

Contudo, pretende-se que a campanha ecológica de recuperar a cortiça se espalhe por "todo o Algarve e mesmo a todo o país", estando já a preparar-se parcerias com as restantes autarquias da região para participarem na iniciativa.

Preocupado com a quantidade de cortiça produzida na região, que é cada vez menos devido aos inúmeros incêndios e às doenças que atingem e destroem os sobreiros, o vereador do Ambiente explicou que a campanha de reciclagem surge como uma forma de preservar um produto de "imenso valor nacional".

A iniciativa é fruto de sinergias entre a autarquia de São Brás de Alportel, Associação da Rota da Cortiça e a Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça.



In: ecosfera.publico.pt - o3/02/2005

01 fevereiro 2006

Reciclagem e Certificação da Cortiça - 2

Certificação da cortiça do Caldeirão

No decorrer do "Projecto São Brás Solidário", a AIEC, em colaboração com a Câmara Municipal de São Brás de Alportel, a Associação In Loco, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel e a Associação Nacional de Jovens para a Acção Familiar, vai implementar:

o "Orçamento Participativo no Concelho"; uma "Rede de Voluntariado do Concelho"; uma "Rede de Trocas não-monetarizadas"; e a realização de um programa de rádio semanal, a ser emitido pela Rádio São Brás, onde serão divulgadas junto da população local, todas as informações relativas às actividades do projecto, bem como de cada uma das entidades envolvidas.
No âmbito do Projecto Agris, a AIEC vai estabelecer um "Sistema de Gestão Florestal Sustentável para a Serra do Caldeirão", constituído por um "Modelo de Gestão Florestal Sustentável" e por uma unidade territorial na qual se aplica o Modelo. Vão também preparar os procedimentos necessários para a certificação desse "Modelo de Gestão Florestal Sustentável", certificando todos os produtos obtidos nessas áreas.

A última meta consiste na preparação dos procedimentos necessários para iniciar o processo de certificação da "Cortiça do Caldeirão".

A AIEC integra a Associação Rota da Cortiça, a qual irá, no presente ano, implementar e dinamizar a "Rota da Cortiça", cujo objectivo é contribuir para a afirmação da Serra do Caldeirão, mais concretamente do concelho de São Brás de Alportel, como um destino turístico de referência na temática da cortiça, para segmentos específicos do público nacional e internacional.

Prometem também tentar dinamizar a constituição da "Zona de Intervenção Florestal" na Serra do Caldeirão, objectivo considerado "fundamental".

A AIEC vai continuar, no ano de 2006, o seu esforço de promover o concelho de São Brás de Alportel como a "Capital Histórica da Cortiça". Neste âmbito, vão continuar a incentivar a criação de um "Pólo Industrial Corticeiro", o qual representará "um grande investimento num dos sectores de maior importância histórica e económica do concelho", sublinham.


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30 janeiro 2007

Na Rota da Cortiça

Hoje,30 de Janeiro, São Brás de Alportel acolhe a Visita de Trabalho ao sector da produção e transformação da cortiça, do Grupo de Trabalho "Defender o Montado, Valorizar a Fileira da Cortiça", pertencente à Subcomissão Parlamentar de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas da Assembleia da República.

A visita ao município está integrada numa visita de trabalho do grupo parlamentar, que decorre desde o dia 28 até hoje, com um programa vasto, que aborda diversos assuntos, e onde participa um conjunto diversificado de organismos, ligados ao sector.

A visita à Serra Algarvia, de onde é extraída uma das melhores cortiças do mundo, constitui um dos pontos altos do programa, com paragens no Barranco do Velho e em S. Brás de Alportel.

O primeiro encontro terá lugar às 15 horas, no Barranco do Velho, onde o grupo de trabalho, intitulado «Defender o Montado, Valorizar a Fileira da Cortiça», reúne-se com a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão e a associação de defesa do património cultural e ambiental Almargem.

Às 16h30, o grupo liderado pelo deputado socialista Jorge Almeida ruma a São Brás de Alportel, para visitar uma unidade fabril de transformação de cortiça, seguindo-se, uma hora depois, uma reunião com o executivo municipal e com a Associação dos Industriais e Exportadores da Cortiça (AIEC).

Com esta visita de trabalho, pretende o grupo parlamentar (criado recentemente, sob a coordenação do deputado Jorge Almeida), promover um debate amplo e diversificado sobre o montado de sobro e a fileira da cortiça, nas suas múltiplas valências: investigação, produção, transformação, comercialização, conservação da natureza e desenvolvimento rural.

A comitiva inclui, além de Jorge Almeida, os socialistas Costa Amorim e Ventura Leite, os sociais-democratas José Raul dos Santos e Luis Carloto Marques, o comunista José Soeiro e o deputado do CDS-PP Abel Baptista.

08 fevereiro 2008

Rota da Cortiça

RTA promove divulgação

A Região de Turismo do Algarve (RTA) é, desde final de Janeiro último, a mais recente parceira da Rota da Cortiça, um produto turístico que será lançado no Verão em São Brás de Alportel, por iniciativa da Câmara Municipal.

O contributo que a RTA dará à Rota da Cortiça será a sua divulgação e promoção, à semelhança do que já faz com outros produtos, como o Sol e Praia e o Golfe.

Apresentação Oficial
Na Feira da Serra 2008

No âmbito deste projecto já foram promovidos diversos seminários. Mas a sua implementação no terreno só vai acontecer em Julho próximo, altura em que a rota será apresentada na Feira da Serra, que tem sempre lugar em São Brás.

A Rota da Cortiça é um itinerário turístico pela Serra do Caldeirão e zona montanhosa do Barrocal que visa mostrar a produção dos montados de sobro, a extracção da cortiça e a sua transformação industrial.

11 dezembro 2007

“Rota da Cortiça”

Está mesmo, mesmo quase!...
arranca em meados de 2008

A partir de Julho de 2008, a “Rota da Cortiça” estará a funcionar no terreno, constituindo-se como "um produto turístico inovador” que orientará o visitante para a descoberta dos principais núcleos da cadeia de produção e transformação daquela matéria – divulga a autarquia são-brasense em comunicado de imprensa.

Promovida pela Associação Rota da Cortiça (ARC), a iniciativa – que está a ser desenvolvida – implica um percurso que se desenrolará, a partir de São Brás de Alportel, em torno do tema, conhecendo o sobreiral, a fábrica tradicional preparadora e a fábrica moderna de transformação.

Em cada um destes locais, refere a ARC, funcionará um pólo de interpretação com painéis informativos e sistemas multimédia. O tema central será a cortiça, mas será dada “atenção” a outros elementos identitários da região: história, gastronomia, artesanato e meio ambiente. Nesse âmbito, outros locais de visita obrigatória serão o Museu do Trajo Algarvio (situado na vila são-brasense) e um terreno agrícola com árvores de sequeiro e culturas de regadio (situado em pleno barrocal), também eles pólos de interpretação.

De forma a aprofundar os conhecimentos sobre a temática, a associação organiza debates, conferências, seminários e intercâmbios, sob o tema “Conversas à volta do Sobreiro”. O arranque deu-se em Novembro e a próxima sessão, “Passado e Presente das Gentes da Cortiça”, está agendada para o dia 10 de Janeiro, no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável (IN LOCO), em São Brás de Alportel. Com estas iniciativas, a ARC pretende “contribuir para a protecção e divulgação do único produto em que Portugal é líder mundial”.

21 maio 2007

Oferta de Emprego - Ass. Rota da Cortiça

A Associação Rota da Cortiça (ARC), sedeada em São Brás de Alportel - Algarve, vai iniciar o projecto “Rota da Cortiça” que tem por objectivo definir e implementar um inovador “produto turístico temático” centrado num dos elementos únicos e indissociáveis da imagem de Portugal, a Cortiça.

A ARC pretende contratar, até 30 de Maio, dois colaboradores (M/F) para desempenharem na equipa técnica as funções de “Comercial” e de “Guia Turístico”.

Requisitos básicos dos colaboradores a seleccionar:
Facilidade no trabalho em equipa e no estabelecimento de relações interpessoais;
Capacidade técnica e experiência nas funções a desempenhar;
Grande empenhamento, autonomia e responsabilidade;
Residência na região do Algarve e viatura própria;
Disponibilidade imediata e total;
Idades entre os 18 e os 50 anos.

Oferece-se:
Integração em equipa de projecto dinâmica e enquadrada numa Associação constituída pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel, a Ass. de Industriais e Exportadores de Cortiça (AIEC-Sul), a Ass. de Agricultores de S.B de Alportel, a Ass. de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão e a Associação de Desenvolvimento Local In Loco;
Contexto favorável ao desenvolvimento pessoal e à afirmação das capacidades profissionais;
Participação num plano de formação contemplando todas as etapas da criação e implementação de um inovador produto turístico;
Contrato de trabalho;
Vencimento justo.

Esclarecimentos e resposta detalhada com Curriculum Vitae, Portfolio ou Curriculo Europeu, com foto, para o mail rotadacortica@sapo.pt