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24 setembro 2006

Via Algarviana já tem imagem


A imagem institucional do projecto Via Algarviana foi recentemente concluída, reunindo de uma forma simples e atractiva o contacto com a natureza e o pedestrianismo, vertentes que a iniciativa pretende potenciar no interior da região algarvia, refere a Almargem em comunicado de imprensa.

O projecto Via Algarviana, apoiado no âmbito do Proalgarve, Eixo 2 – Medida 1, encontra-se em execução desde Maio de 2006, ficando agora com a fase da construção da imagem institucional concluída, cuja a produção ficou a cargo da empresa Teaser, permitindo o início do programa de promoção e do percurso pedestre em si.

À parte desta etapa, a Almargem garante que "o projecto encontra-se em plena execução, tendo-se iniciado a sua verificação no terreno, a construção de equipamentos de sinalização, os contactos com os vários parceiros, a celebração de acordos diversos".

As autarquias parceiras do projecto - Alcoutim, Castro Marim, Tavira, S. Brás, Loulé, Silves, Lagos - assim como a a AMAL , têm vindo a participar no desenvolvimento da Via Algarviana. Além do apoio financeiro disponibilizado, criaram-se sinergias no sentido de promover o projecto e o interior da região.

Mais noticias da Via Algarviana podem ser obtidas no site oficial do projecto www.viaalgarviana.org, que ainda se encontra numa fase de construção.

03 junho 2006

Trilho Ecológico

Atravessar todo o Algarve a pé, num trilho ecológico que se estende ao longo da serra, vai ser possível a partir de Setembro de 2007, ao abrigo de um projecto desenvolvido pela associação ambientalista Almargem.

A Via Algarviana, projectada desde finais da década de 90, é um percurso pedestre sinalizado que vai atravessar toda a região algarvia, com especial incidência na zona serrana, entre Alcoutim e o Cabo de S. Vicente, numa extensão de cerca de 240 quilómetros.

O projecto, que ainda está a ser definido, tem como parceiros a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e as nove autarquias por onde passa o itinerário: Alcoutim, Castro Marim, Tavira, S. Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila do Bispo.

O presidente da associação Almargem, João Santos, disse à Lusa que a ideia na base do projecto é aproveitar troços já existentes para transformar a via no esqueleto de toda a rede de percursos pedestres do Algarve.

A Via Algarviana, que terá sinais com informações sobre o património histórico, fauna e flora, fará parte de um itinerário transeuropeu que liga São Petersburgo, na Rússia, a Tarifa, no Sul de Espanha.

Quando estiver pronta, a via estabelecerá a ligação com outra rota, que liga o Cabo de S. Vicente a Caminha, aproveitando troços já existentes por onde, segundo reza a história, passavam os peregrinos na época dos muçulmanos.

Segundo o coordenador da Via Algarviana, João Ministro, a duração do percurso depende da preparação de cada pessoa, mas a média para atravessar a via será de 15 a 20 dias, se o caminhante percorrer 15 quilómetros por dia.

"Os objectivos do projecto são essencialmente promover o desenvolvimento rural e evitar a desertificação", resume, acrescentando que a ideia é também fazer com que, em torno da via, nasçam outras actividades de eco-turismo.

A construção da Via Algarviana está orçada em 388 mil euros, dos quais 70 por cento são fundos comunitários, sendo o restante financiado pelas câmaras envolvidas.

24 maio 2007

Deficientes motores na Via Algarviana


Pessoas portadoras de deficiências motoras integram o público-alvo da via ecológica que vai atravessar o Algarve de uma ponta à outra.

A Almargem e a Associação Existir promovem, quinta-feira, uma actividade com deficientes motores num dos trilhos da futura Via Algarviana. O objectivo é dar a conhecer o projecto e o seu potencial uso por “públicos diferentes”.

A actividade inclui jogos, observação da natureza e um percurso naquele trilho ecológico. O início está previsto para as 11h00, com ponto de encontro junto à Igreja de Alte, no interior do concelho de Loulé.

A Via Algarviana integra aproximadamente 240 quilómetros de trilho pedestre de uma ponta à outra do Algarve. O percurso privilegia o interior da região, estendendo-se ao longo da serra e também algumas zonas de barrocal.

Com um orçamento de 390 mil euros, grande parte suportado por fundos comunitários, a Via Algarviana terá informações sobre o património histórico, fauna e flora, já que atravessará zonas de elevada beleza paisagística, algumas delas áreas protegidas, entre o Parque Natural do Sudoeste e Costa Vicentina e território integrado na Rede Natura 2000.

O traçado atravessará nove municípios algarvios: Alcoutim, Castro Marim, Tavira, São Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila do Bispo.

O projecto, que tem ainda como parceiro a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, fará parte de um itinerário europeu que liga Sampetersburgo, na Rússia, a Tarifa, em Espanha. Após a conclusão da via algarvia ficará ainda estabelecida a ligação entre de Norte a Sul do país, entre Caminha e o Cabo de São Vicente.


04 novembro 2007

Bons negócios na Serra

só com menos burocracia e proteccionismo










As ideias para investir existem e há também quem queira investir, mas a maioria dos projectos esbarra na reprovação das autoridades do ambiente e da agricultura.

As Serras e o Barrocal algarvios têm potencialidades para promover bons negócios, mas a burocracia e o proteccionismo das entidades oficiais impedem o avanço de muitos deles.

Esta foi a principal conclusão que saiu de um seminário promovido na passada semana pela associação ambientalista algarvia Almargem, em São Brás de Alportel, onde participaram empresários de turismo de natureza algarvios.

A Via Algarviana, um conjunto de trilhos pedonais e cicláveis que ligará Alcoutim a Sagres pelo interior da região, está perto de ser concluída e a Almargem, a principal promotora deste projecto, quer potenciá-la com a criação de pequenos negócios a ela associados.

Desde a vertente de promoção de passeios até à criação de pequenas unidades de alojamento, foram muitas as ideias que foram lançadas no seminário da passada semana.

No entanto, estas sugestões acabaram por não entusiasmar os empresários presentes, que estão habituados a receber respostas negativas, de cada vez que querem criar negócios no interior do Algarve.

Em causa, está o facto de a maior parte do território da Serra e do Barrocal, que a Via Algarviana atravessa, ser de Reserva Ecológica Nacional, Rede Natura 2000 ou Reserva Agrícola Nacional.

Um problema que foi mencionado por vários dos empresários presentes, com diferentes ângulos. A história de Hélder Amendoeira acaba por simbolizar bem as dificuldades que estes e outros empresários atravessam, quando tentam investir no interior.

Hélder Amendoeira é um dos sócios de uma empresa que promove desportos radicais, especializada na área de escalada e montanhismo.

«Existimos desde 1996 e andámos a desbravar o terreno nesta área», contou, numa conversa à margem do seminário.

Recentemente, a empresa decidiu criar um parque radical, onde pudesse desenvolver parte das suas actividades, nomeadamente aquelas com cariz mais pedagógico.

A ideia era aproveitar um terreno pertencente à família do empresário, na Serra do Caldeirão. «Mal disse que queria lá levar turistas, disseram-me logo que não», garantiu.

Burocracias a mais

O espaço em questão «tem rocha e estevas» e era utilizado «há 30 anos» pelo avô de Hélder Amendoeira para semear «trigo e milho». «Agora é um terreno de sequeiro, inculto», revelou.

Mesmo assim, não lhe foi dada a autorização para criar este parque, com a justificação de que «antigamente, o terreno era utilizado».

O projecto, garantiu o empresário, consistia na instalação de «estruturas amovíveis», que «estariam integradas na natureza».

A criação de um espaço onde pudessem desenvolver parte das suas actividades também se prendeu com o facto de, para poder utilizar zonas do domínio público, havia que «pagar taxas» a esta ou aquela instituição.

«Não sei para quê. Cada vez que fazemos uma actividade temos de ir uma ou duas horas antes, para limpar o local», contou.

«Preservação sim, mas com usufruto»

O docente da Universidade do Algarve Adão Flores, especialista na área e um dos oradores convidados, deixou bem claro, na sua intervenção, que «há que aliviar a carga ambientalista da sustentabilidade». Ou seja, «preservação sim, mas com usufruto».

«As pessoas que vivem no interior não podem ser impedidas de desenvolver as actividades» a que estão ligadas há séculos, considerou.

Neste campo, houve um especial enfoque na produção de cortiça, mas também de um produto regional de referência, a aguardente de medronho.

Durante a visita a um troço da Via Algarviana, promovida antes do seminário, os convidados tiveram a oportunidade de ficar a conhecer melhor as duas indústrias.

No que diz respeito à indústria corticeira, a sua continuidade não é posta em causa por normas comunitárias, apesar de as doenças que afectam o sobreiro serem uma preocupação.

Apanhar medronho como proposta turística

Já a indústria de produção de aguardente do medronho está a atravessar algumas dificuldades, uma vez que as regras são cada vez mais apertadas.

A associação In Loco, parceira do projecto Via Algarviana, é uma das principais defensoras da continuidade desta actividade no interior do Algarve.

Numa altura em que os produtores estão preocupados com o futuro, a associação lançou uma ideia de um produto turístico associado a esta actividade.

À semelhança do que já é feito no Douro, com a vindima e produção de Vinho do Porto, a associação de dinamização do interior algarvio quer fazer da apanha do medronho um produto turístico.

«Os turistas vão apanhar o medronho e tomam o farnel no campo. Mais tarde visitam a fábrica e vêem como é feita a aguardente. Além de aprender o processo, ganham uma garrafa de Medronho», explicou um dos representantes da In Loco presentes.

A associação vai promover uma primeira experiência desta actividade já no próximo sábado. A inscrição custa 20 euros e dá direito a farnel e a uma garrafa de medronho de 20 decilitros.

A apanha do medronho, em si, não será «nada de muito duro», servindo essencialmente para dar um conhecimento prático do que é a actividade.

hugo Rodrigues in barlavento

23 outubro 2007

Via Algarviana

"Meeting" de Empresas


No próximo dia 26 de Outubro, iremos levar a cabo mais uma iniciativa no âmbito da Via ALgarviana, desta vez orientada para o sector privado, à qual chamámos "Meeting" de Empresas. Trata-se de um encontro de agentes privados ligados ao turismo no Algarve, nomeadamente empresas de animação turística, agências de viagens e operadores turísticos, que partilhem em comum a dinamização e promoção de actividades ligadas à natureza, nomeadamente caminhadas, passeios de BTT, observação de fauna e flora, etc.

O objectivo desta actividade é apresentar a Via Algarviana e as potencialidades desta ao nível do desenvolvimento de programas turísticos. Nesse sentido, iremos apresentar todo o traçado deste longo percurso, os seus principais elementos naturais e culturais e iremos, também, apresentar casos concretos de programas que podem ter aproveitamento turístico no interior algarvio e em torno da Via.

Queremos que os convidados se interessem por este projecto e pelas propostas que irão ser apresentadas, e desse modo se celebrem parcerias e criem condições para dinamizar esta região, de uma perspectiva sustentável e orientada para a valorização dos seus produtos e seu rico património.

A iniciativa apenas é possível graças ao apoio das Câmaras Municipais de S. Bras de Alportel e de Loulé e da Pousada de S. Brás. Conta ainda com o apoio da Associação In Loco, do Turismo de Portugal, I.P. e da Universidade do Algarve, através da sua directa participação nas palestras previstas. O nosso obrigado a todos eles!

Em breve traremos notícias sobre os resultados da iniciativa.