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18 março 2007

Crónicas da minha terra…

O Xeriff de S. Brás City

Num dia destes, não muitas luas atrás, o nascer do sol revelava mais um episódio caricato do dia a dia na pacata vila de S. Brás de Alportel.

O parque de estacionamento localizado na Rua Jornal o Sambrasense, que serve muitos dos são-braseses que não encontram lugar para estacionar na Avenida da Liberdade, estava encerrado.

Uma empresa de construção de um conhecido e reconhecido jovem são-brasense ia dar inicio a construção de mais uma das suas famosas obras de arte imobiliária, e achou-se no direito de vedar por sua iniciativa e sem qualquer autorização, mais de 2/3 do parque de estacionamento.

Como se isto não bastasse, uma outra empresa de construção civil são-brasense que se encontra a construir no local aquele que será o primeiro prédio de habitação em S. Brás a ser atravessado por uma estrada ligará a Avenida da Liberdade até Rua Serpa Pinto no exacto local onde existia o armazém que a Câmara demoliu abruptamente, decidiu vedar o restante espaço do estacionamento publico por considerar que tinha os mesmos direitos da empresa concorrente.

Os dois empresários da terra conseguiram mesmo impedir o acesso ao maior parque de estacionamento do concelho. Situação que gerou o descontentamento dos comerciantes da zona e dos populares que entretanto tentavam entrar no parque de estacionamento, agora transformado em estaleiro de obras. Em poucos minutos a entrada do parque de estacionamento passou a beco sem saída, impedindo os carros que tentavam entrar no parque de inverter a marcha e transformando a área num congestionamento que chegou a ter uma vintena de carros.

Indignados com esta ocupação abusiva dum espaço público, os comerciantes da zona optaram por chamar a GNR local, até porque a confusão gerada pelos carros bloqueados naquela artéria estava a tornar-se caótica.

Lá apareceu a GNR, a patrulha lá foi descongestionando a entrada do estacionamento, ajudando os motoristas a saírem daquela artéria da vila, enquanto o comandante do posto ficou a auscultar as queixas dos comerciantes locais.

Perante a insistência dos comerciantes e populares para que fossem removidas as barreiras colocadas pelos construtores civis que impediam o acesso ao estacionamento e a recusa dos mesmos em as retirar justificando a necessidade de terem um espaço para servir de estaleiro às suas obras, O Comandante do Posto da GNR local assumiu a sua incapacidade para resolver o assunto e optou por telefonar ao Presidente da Câmara Municipal para vir resolver a situação.

António Eusébio, sempre disponível para mediar este tipo de conflitos, não tardou a aparecer no local, ouviu cada um dos empresários da construção civil, ouviu os comerciantes locais e alguns influentes cidadão anónimos. Após breve conversa com o Comandante do Posto da GNR ditou a sua sentença:

- Divida-se o estacionamento em três.

- Uma parte será para o jovem empresário fazer o seu estaleiro, e outra para a “velha guarda” para a população a terceira parte continuará a servir de estacionamento.

- A vedação das áreas de estaleiros das obras deverão permitir a circulação dos automóveis dentro do parque de estacionamento.

Faça-se cumprir.

E assim foi, dez minutos depois António Eusébio já tinha deixado as imediações, o Comandante do Posto assumia funções de vigilância ao cumprimento da sentença e os Construtores Civis cumpriam a deliberação sem demoras.

Satisfeito o povo ficou apenas com uma dúvida:
Afinal quem é o Xeriff cá da terra?...

Leitor Identificado