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28 abril 2007

«Carta da Terra»

Escolas algarvias dinamizam projecto

O projecto «Carta da Terra-Instrumento de Sustentabilidade» está a ser motivo de união entre as escolas que nele participam e a comunidade.

Alunos de quatro escolas do Algarve usaram a sua imaginação para sensibilizar os mais velhos para os problemas ambientais e sociais que afectam a sociedade.

A Escola EB 2,3 Bernardo de Passos, de São Brás de Alportel, acolheu, na passada semana, um fórum infanto-juvenil inserido no projecto «Carta da Terra-Instrumento de Sustentabilidade».

Esta escola, assim como a EB1 de Salir, foram as primeiras a participar neste programa, a nível nacional.

Esta é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (Aspea), aprovada e reconhecida pela UNESCO, lançada, enquanto projecto-piloto, no ano passado.

Hoje, são já quatro os estabelecimentos de ensino da região algarvia que participam neste projecto. Às duas escolas mencionadas, juntaram-se a Escola Secundária Belchior Viegas, de São Brás, e o Agrupamento da Escola Afonso III, de Faro. Também estas estiveram na passada semana no Fórum infanto-juvenil.

Nos seus trabalhos, tentaram espelhar alguns dos principais objectivos do projecto.

A «Carta da Terra-Instrumento de Sustentabilidade» pretende promover valores como o respeito à terra e aos seres humanos, a paz e a não-violência, a distribuição justa de recursos, a luta contra o racismo e a erradicação da pobreza e da miséria, para mencionar apenas alguns.

O fórum serviu para mostrar tudo aquilo que já foi feito, no âmbito do projecto, pelos alunos das escolas algarvias que nele participam. Ao todo, foram apresentados mais de 20 trabalhos.

Para fazer passar a mensagem, os alunos usaram desde as novas tecnologias, até à dança, passando pela escultura, poesia, pintura e música.

Uma metodologia que vem no seguimento de um programa que já há anos é promovido pela Direcção Regional da Educação do Algarve, o Programa Regional de Educação Ambiental pela Arte (PREAA).

O director regional de Educação considerou mesmo que os valores que o PREAA e o projecto «Carta da Terra» tentam transmitir devem fazer parte da formação de todos os cidadãos.

«Este é o maior contributo que pode ser dado pela escola para a valorização dos futuros profissionais, porque são competências genéricas que todos devem ter e que são as mais difíceis de adquirir», disse Libório Correia.


Directora da Escola Bernardo Passos
Violantina Hilário orgulhosa


A variedade dos trabalhos apresentados no Fórum Infanto-Juvenil deixa orgulhosa a professora Violentina Hilário, directora da escola Bernardo de Passos, que recebeu o fórum e esteve associada ao projecto «Carta da Terra» desde a primeira hora.

«Os alunos têm tido um empenho excepcional neste trabalho. Tem havido, também, muita dinâmica da parte dos professores, enquanto formadores e promotores da educação para a cidadania. Há ainda um aspecto muito interessante, que é uma enorme colaboração dos pais em todos os projectos que os miúdos têm desenvolvido», contou ao «barlavento».

Isto permite ter uma ideia do impacto de acções deste tipo na comunidade onde são realizadas, nomeadamente em São Brás, um meio mais pequeno.

«Nós acreditamos que os nossos alunos podem ter um papel importante na formação dos cidadãos em geral», afirmou Violentina Hilário.


Presidente da Câmara de S. Brás de Alportel
Dá opinião como Pai Sambrasense


Algo que parece ser confirmado por um pai que esteve presente no fórum.

O presidente da Câmara de São Brás de Alportel António Eusébio tem filhos em idade escolar, que estudam em escolas do concelho. Com um sorriso nos lábios, contou ao jornal como tem sido a sua experiência pessoal.

«Eles chamam-nos, de vez em quando, a atenção, embora eu cumpra o princípio da reciclagem e tenha uma atenção especial para a matéria ambiental. Mas são sempre eles os primeiros a dizer que já sabem fazer e que se deve fazer desta ou daquela forma», contou.

16 outubro 2006

Projecto Carta da Terra

A ASPEA, elaborou o Projecto Carta da Terra - Instrumento de Sustentabilidade para comemorar o primeiro ano da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014).

A Carta da Terra é uma declaração de princípios fundamentais para a construção de uma sociedade que seja justa, sustentável e pacífica. Ela diz o que devemos fazer para cuidar do mundo: respeitar a natureza, os direitos humanos, providenciar para que todos tenham o que necessitam para viver e empenhar-se para viver sempre em paz e harmonia. Defende a idéia de sermos cidadãos do planeta de nos importarmos com todo e qualquer ser vivo e com o presente e futuro da Terra. E que todos os povos da Terra são irmãos e compartilham a responsabilidade de preservar e melhorar o mundo em que vivemos.

No ano lectivo 2005-06, o Projecto, numa fase-piloto, encontrava-se em desenvolvimento na área geográfica da Direcção Regional de Educação do Algarve, tendo-se constituído uma Comissão Local (nível local), envolvendo autarquias, instituições governamentais e não governamentais, para apoio à implementação, acompanhamento e avaliação do projecto.

O projecto tem o seu principal desenvolvimento nas escolas, enquanto pólos de produção e difusão de informação sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável, como agentes de intervenção e como motores de mobilização da sociedade, através dos alunos e das suas famílias.

De acordo com as linhas orientadoras da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e da Estratégia da Educação para o Desenvolvimento Sustentável da CEE/ONU, o Projecto Carta da Terra. Instrumento de Sustentabilidade, apresenta os quatro níveis de aplicação, internacional, regional, nacional e local.

A nível nacional, o projecto terá o seu desenvolvimento no presente ano lectivo 2006-07 de actividades nas escolas/ agrupamentos que adoptaram o projecto: EBI Salir; EB 2,3 Poeta Bernardo de Passos em S. Brás de Alportel e Agrupamento de Escolas de Algoz.

Ao nível regional, em Espanha (Salamanca), em parceria com a Fundación Iniciativas Locales, Castilla y León; prevê-se o seu posterior alargamento em Espanha e eventualmente noutros países da Europa.

Ao nível internacional, está prevista, para os anos que se seguem, a implementação do projecto na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e nos países Hispânicos

para mais informação: clica aqui

13 janeiro 2007

Jovens de São Brás expõem na CCDR


Até segunda-feira (15/01) encontram-se expostos, no Centro de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, em Faro, trabalhos realizados pelos alunos da Escola EB 2 3 Poeta Bernardo Passos, de São Brás de Alportel, no âmbito do projecto Carta da Terra.

O Projecto Carta da Terra – Instrumento de Sustentabilidade é desenvolvido pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental, no âmbito da Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que corresponde ao período 2005–2014.

O objectivo principal consiste na integração dos princípios do desenvolvimento sustentável em iniciativas e actividades pedagógicas, visando a construção de uma sociedade justa, pacífica e sustentável.

Neste âmbito, estes alunos são-brasenses do 7º e 8º anos, realizaram um conjunto de painéis que focam quatro temáticas distintas:
a floresta e os incêndios florestais;
a qualidade do ar, poluição e poupança de água;
o tabagismo;
e a discriminação racial.

Além da exposição de painéis, os jovens prepararam ainda um jogo de cultura geral sobre as características das árvores da região de São Brás de Alportel.

30 abril 2007

Os Silêncios e as Sombras

Como reflexos da nossa História

“Torna-se urgente, cada um de nós, rejeitar o medo. É necessário integrarmo-nos no ser social e na aventura cultural da época em que vivemos”

Ser solidário é estar com.
Ser democrata é ser livre.
Ser livre é ser responsável.

Viciar as regras do jogo ou consenti-las é, a contrário sensu, uma forma típica de manipulação, de favorecer ideários egocêntricos, dos quais, o homem inteligente se marginaliza.

É, então, que consciente do relativo, se reassume como uma dispersão coerente neste reino de vaidades pessoais, de jogos de poder sórdidos e mesquinhos, prevalecendo, em todas as atitudes e lugares, numa solidariedade ética entre “oficiais do mesmo ofício”.

As coisas, porém, quando envolvem o colectivo, não são, apenas, o que se vê e o que se deseja, porque todos os sistemas e imposições arbitrárias representam, para quem busca a verdade essencial, factores de perturbação ao livre pensamento e um obstáculo ao conhecimento humano.

Todavia, para quem busca a verdade essencial, um dos factores mais relevantes das histórias da nossa história, é o “entregar a carta a Garcia”.

Quando, face ao medo, de que somos herdeiros involuntários, não ousamos despi-lo e adoptamos atitudes de subserviência, mais não somos do que testemunhos vivos de um tempo de trevas. É necessário estirpá-lo, mesmo que o alimente a solidariedade dos organismos oficiais que à sombra do mesmo engordam.

Quando, neste universo conturbado e controverso, manipulável e manipulado por jogos de pseudo-poder, compromissos e compadrios, ousamos questionar

- quem entregou a carta a Garcia?-

Visionamos, ainda e apenas, como resposta, projectadas no écran do 25 de Abril de 2007, as sombras chinesas do silêncio e do medo.

São os ecos do nosso passado/presente, de algo muito profundo, traduzido em coisas, actos e factos, perecíveis no tempo e com o tempo, e, só quando compreendidos, apreendidos e sabidos, se apagarão, mas em vindouras gerações.

Somos uma geração de terra queimada que é imprescindível desmistificar e compreender, já que, compreender é saber.

E saber é ser
Solidário, livre, responsável, corajoso e sábio.

Saber não é mais
Do que o reflexo, consciente, duma história sem história, ou da nossa história ainda por fazer.

António C. Jacinto