23 novembro 2006
Quando os cidadãos ajudam a governar
Embora ainda residual, o fenómeno da democracia participativa está a ganhar peso nos municípios portugueses, onde cada vez mais as populações são chamadas a dar sugestões ou até a definir elas próprias as prioridades da gestão autárquica. Há quem veja nele um antídoto para a apatia política generalizada. Para outros, porém, do que se trata aqui é da pura demissão do exercício do poder.
"Que intervenções considera prioritárias na sua freguesia? Queremos conhecer de forma rigorosa as suas necessidades. Participe!". Convites deste género estão a ganhar peso nas autarquias do país, onde cada vez mais os cidadãos estão a ser chamados a participar nos processos de gestão e decisão política.
O fenómeno da democracia participativa é ainda residual mas crescente nos municípios portugueses, que vêem nele uma ferramenta para melhorarem o serviço a prestar às populações. Mas também há quem tenda a ver nos convites dos eleitos uma alienação da responsabilidade das suas decisões.
Em Setúbal há um Gabinete da Participação Cidadã. Em Almada existem Fóruns de Participação sobre projectos estratégicos para o município. Santarém, Beja, Serpa e Moita promovem reuniões públicas descentralizadas onde se debatem os principais problemas das freguesias. E Palmela, São Brás de Alportel e Tomar, entre outras câmaras do país, organizam o chamado Orçamento Participativo. A maior parte destes municípios são liderados por autarcas comunistas, mas à direita também começa a haver quem aposte neste tipo de instrumentos para assim melhorar a gestão das cidades.
"É uma tendência pequena quando comparada com outros países europeus", observa a socióloga Isabel Guerra, para quem estas iniciativas deveriam acontecer ainda mais em Portugal, pois era "um sinal positivo de mudança da cultura política". "São minoritárias, mas estão a crescer", precisa Luís Guerreiro, coordenador da comissão técnica do Orçamento Participativo na Câmara de Palmela, pioneira no país na elaboração deste instrumento.
Saber quais os investimentos que a população considera prioritários e "ficar a par dos problemas que não chegam à câmara" são as principais justificações que as autarquias dão para aderir à iniciativa. "Trinta anos depois do 25 de Abril, mal seria se não fosse assim", diz Marlene Guerreiro, porta-voz da Câmara de São Brás de Alportel, uma das quatro autarquias nacionais que aderiram pela primeira vez este ano ao Orçamento Participativo.
Para o presidente social-democrata da Junta de Freguesia da Agualva, outra das autarquias estreantes - Tomar e a junta lisboeta de Carnide também só aderiram agora -, "esta forma de estar na política vai muito além da diferença entre esquerda e direita". "O Orçamento Participativo é um excelente instrumento porque ouvimos as pessoas. E quem mais do que elas para sabermos o que faz falta na freguesia onde vivem?", justifica Rui Castelhano. "Está sempre muita gente".
A democracia participativa, um conceito que ganhou relevo com o Fórum Social Mundial, defende o diálogo e a chamada dos cidadãos a participar no exercício do poder como forma de promover o desenvolvimento sustentável. "Assenta na ideia de que os cidadãos devem participar directamente nas decisões políticas e não apenas, como quer a democracia representativa, na escolha dos decisores políticos", define o sociólogo Boaventura Sousa Santos, para quem "o Orçamento Participativo tem sido um meio notável de promover a participação dos cidadãos em decisões" até aqui da competência exclusiva dos executivos municipais.
Mas será que isto faz sentido, tendo em conta que as populações já delegam, através do voto secreto e universal, o exercício do poder para que representantes eleitos decidam por elas?
Mónica Brito Vieira, investigadora na Universidade de Cambridge, explica que "a maior parte dos defensores da democracia participativa não advoga a extinção do sistema representativo, mas sim que este seja complementado por práticas democráticas de natureza mais participativa". A ideia é estimular "o envolvimento directo dos cidadãos nas decisões políticas que mais directamente lhes dizem respeito", o que, acrescenta, funciona como um "antídoto para a sua apatia política".
Filipe Carreira da Silva, investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, considera também que os processos de consulta pública são uma forma de combater o "alheamento" dos cidadãos relativamente à praxis política. Estes, "cada vez mais cépticos quanto às classes dirigentes, não aceitam que questões que lhes dizem respeito possam ser decididas ao arrepio das suas opiniões" e, por isso, participam. A adesão da população aos processos de consulta pública "é variável" consoante a questão lhes diga mais ou menos respeito. "Participam mais as pessoas com assuntos por resolver", diz Luís Guerreiro. Mas, regra geral, as autarquias ouvidas pelo PÚBLICO referem que "não aparecem multidões, mas está sempre muita gente".
Uma forma de ganhar votos?
Já João Simões Dias, advogado e professor de Direito, vê na consulta às populações "uma forma de o autarca se alhear da responsabilidade das suas decisões", o que pode levar, em alguns casos, "a uma demissão do exercício do poder". O autarca tem, desta forma, "um maior apoio e pode defender-se de eventuais críticas dizendo que aprovou algo porque a população assim quis".
Luís Guerreiro contrapõe que a auscultação da população contribui para uma "gestão mais transparente e aberta que enriquece a democracia e evita a corrupção". "A câmara comete menos erros na decisão se ela passar por uma discussão pública", considera o representante da Câmara de Palmela.
Já Marlene Guerreiro diz que "o executivo nunca se pode alhear da responsabilidade das suas decisões, pois este é um mero processo de consulta", onde a última palavra cabe aos eleitos.
Segundo Filipe Carreira da Silva, "um cínico diria que isso [os processos de participação cidadã] se explica pelas vantagens eleitorais de que os autarcas esperam vir a beneficiar". Contudo, na opinião do investigador, "a principal razão prende-se com uma mudança na cultura política dos países mais desenvolvidos e que no nosso país ganha expressão após o 25 de Abril".
Luís Guerreiro considera que "houve uma altura em que havia o mito de que os processos de auscultação da população eram uma forma de ganhar votos, mas neste momento isso não acontece". O responsável cita um estudo feito por uma universidade alemã, ainda não publicado, onde se verificou que em 30 cidades europeias com projectos de Orçamento Participativo "não há relação directa" entre estes e as vantagens eleitorais que eles podem trazer para os autarcas.
A Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, Sintra, pretende executar 11 projectos de recuperação urbana, mas antes quis saber o que a população achava deles. Para isso lançou um concurso de ideias através do qual enviou aos munícipes 31 mil inquéritos, com informações e imagens de cada um dos projectos. Perto de quatro centenas de respostas foram recebidas, o que leva o presidente da junta, Manuel do Cabo, a congratular-se com a iniciativa.
"Queremos ouvir a população para escolher o melhor projecto", explica o autarca, acrescentando que com isso "não se quer aliviar de qualquer responsabilidade nas suas decisões".
Os inquéritos, lançados em Maio e cujas respostas foram recebidas até ao final do mês passado, permitiram à junta saber que "a grande preocupação da população tem a ver com os espaços verdes, o que vai ao encontro das propostas" da autarquia, observa Paulo Noguez, membro do júri encarregue de avaliar as sugestões recebidas. "Quanto melhor um decisor ou uma empresa conhece o seu cliente, melhor será a sua estratégia e o serviço a prestar", justifica. "A vila não tem arranjo".
Algueirão-Mem Martins é a maior freguesia da Europa. Segundo os Censos de 2001, tem cerca de 63 mil habitantes para uma área de 15,9 quilómetros quadrados. Dez anos antes tinha 40 mil residentes. Esta explosão demográfica foi acompanhada de um crescimento urbanístico desregrado, que não levou em conta as infra-estruturas e os equipamentos sociais necessários.
"Em termos urbanísticos, a vila não tem arranjo. Não há estacionamento. Não há um largo. As ruas são muito apertadas. Os prédios crescem para cima das estradas. Não há um jardim ou um centro bonito", resume Rosalina Guerreiro, que trabalha num café junto ao largo da estação. "Ouvir a população é sempre bom. E já está na hora de mudar o aspecto da vila", diz a comerciante, mostrando o seu apoio inequívoco à iniciativa da junta.
Segundo Manuel do Cabo, o objectivo dos 11 projectos é "redesenhar a paisagem da vila", com a construção de rotundas iluminadas, espelhos de água na bacia de retenção da Tapada das Mercês e intervenções em diversos espaços verdes. A requalificação passa ainda pelo largo da estação e pela construção de um túnel "que sirva de escoamento ao trânsito proveniente do IC19".
O projecto em que a população deposita mais esperanças - a requalificação da estação e do seu largo e a criação de estacionamento em volta - será também o que mais tempo levará a concretizar. "Poderá ser algo para 15 anos. É uma obra de grande envergadura, que envolve demolições. Por outro lado, queremos um programa Polis para ali", explica Manuel do Cabo.
As sugestões dos munícipes serão agora avaliadas por um júri "que vai compará-las com as 11 propostas". Posteriormente, adianta o autarca, alunos de arquitectura da Universidade Lusíada, com base nas ideias dos munícipes, apresentam os estudos para estes projectos. A partir desse momento vai ser lançado o concurso de execução dos projectos, seguindo-se a fase de obra."Em Junho de 2007, a freguesia vai entrar em estaleiro e as obras prolongam-se até ao final do mandato", resume Manuel do Cabo.
A elaboração do orçamento de determinada câmara ou junta de freguesia é submetida a consulta pública, através de reuniões descentralizadas com a população. O município apresenta as suas propostas orçamentais e a população opina e dá sugestões, que podem ou não ser tidas em conta. Mas a última palavra é sempre dos eleitos locais, uma vez que o enquadramento legal português determina que são os órgãos executivos que propõem os orçamentos e os deliberativos que os aprovam, vendando essa possibilidade aos cidadãos.
Em Portugal, o Orçamento Participativo assume assim um carácter meramente consultivo. "Quais as áreas de intervenção que considera prioritárias?" Esta é a questão chave que surge em praticamente todos os inquéritos e a partir da qual se desenvolvem as restantes perguntas. Os inquéritos são distribuídos por todos os munícipes e servem para recolher opiniões ou sugestões, surgindo normalmente associados a outros instrumentos da democracia participativa. O modelo seguido é regra geral o do teste americano, em que quem o preenche só tem de colocar a cruzinha na opção que considera a mais adequada. A informação recolhida é depois tratada, podendo integrar ou não o plano de actividades da autarquia.
São reuniões para debate público de projectos considerados estratégicos para o município. Têm uma determinada frequência e podem ocorrer em diferentes locais do concelho, de acordo com a área de influência do projecto. O objectivo é que a população os conheça e tome contacto com o seu ponto de situação. Os Fóruns de Participação são dirigidos pelos autarcas e técnicos responsáveis pelos projectos. A população tem a oportunidade de colocar questões e sugerir ideias.
As autarquias que promovem reuniões públicas descentralizadas dizem que o seu objectivo "é aproximar a gestão camarária de todos os munícipes e contactar directamente com as suas necessidades". Realizam-se, normalmente, nas diferentes freguesias do concelho e são subordinadas a um determinado tema estratégico para o local onde decorrem. Além da população, podem também participar associações culturais, sociais ou comerciais locais. A ideia é "discutir o problema em sede própria".
É a mais vanguardista das ferramentas aqui tratadas e a primeira a fazer uso das modernas tecnologias de informação e comunicação. Consiste na interacção em tempo real, através de mensagens escritas, entre os munícipes e o presidente de um dado município. A "conversa" decorre via Internet, normalmente num chat de conversação. A ideia é colocar questões, trocar ideias e apresentar sugestões ao autarca sobre o quotidiano do concelho. Os chats, em que só entra quem tenha uma senha e uma palavra passe, ocorrem sempre em dias e horas marcados.
É um instrumento de "participação directa dos cidadãos eleitores de uma determinada circunscrição autárquica que, através do voto, exprimem a sua opinião sobre questões concretas da competência de órgãos das autarquias locais", lê-se no site da Comissão Nacional de Eleições. Em Portugal ainda só tiveram lugar dois referendos locais, ambos em 1999. O primeiro aconteceu a 25 de Abril na freguesia de Serreleis, Viana do Castelo, cuja autarquia quis saber se os munícipes concordavam com a construção de um polidesportivo nas traseiras do salão paroquial. O segundo, a 13 de Junho daquele ano, foi em Tavira.
A pergunta era a seguinte: "Concorda com a demolição do antigo reservatório de água do Alto de Santa Maria?". Em ambos os casos venceu o "não". O Orçamento Participativo (OP) de Porto Alegre, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul, foi criado em 1989 e é considerado pela Organização das Nações Unidas como "uma das 40 melhores práticas de gestão pública urbana no mundo". Também o Banco Mundial "reconhece o processo de participação popular de Porto Alegre como um exemplo bem sucedido de acção comum entre Governo e sociedade civil", lê-se no site da prefeitura desta cidade. Porto Alegre foi pioneira na criação deste instrumento, sendo por isso um exemplo onde cidades de todo o mundo, inclusive Portugal, se inspiram para a elaboração dos seus OP. Na cidade brasileira, o OP traduz-se num processo onde a população decide, de forma directa, a aplicação dos recursos em obras e serviços que serão executados pela administração municipal.
"É um processo regularizado de intervenção permanente dos cidadãos nas decisões municipais", explica o sociólogo Boaventura Sousa Santos no livro Democratizar a Democracia. Ao contrário do que acontece em Portugal, em Porto Alegre os cidadãos têm um voto vinculativo quanto à distribuição das verbas do orçamento. Alfredo Alejandro Gugliano, investigador em Ciência Política e Sociologia no Brasil, explica no seu estudo Participação e Governo Local que em Porto Alegre "o processo participativo não está fundamentado em estruturas institucionais descentralizadas (subprefeituras, por exemplo), mas em processos de assembleias cidadãs por zona de moradia e por temas de interesse". A cidade está dividida em 16 regiões de forma a "agilizar a participação".
Palestra "Alimentação Macrobiótica"

Decorreu, no passado dia 11 de Novembro, a palestra sobre Alimentação Macrobiótica, no Museu do Trajo de S. Brás de Alportel.
Ao longo de aproximadamente 2 horas, o palestrante convidado, Jacinto Vieira, apresentou alguns dos fundamentos desta dieta alimentar, que, não um fim mas sim um meio, constitui um caminho para um modo de vida mais saudável. Mais do que uma alimentação, a Macrobiótica representa uma filosofia de vida, composta, entre outras coisas, por um estilo de vida mais dinâmico, e com maior proximidade da Natureza.
Após este evento, os cerca de 20 participantes ficaram mais esclarecidos quanto às práticas alimentares do regime Macrobiótico, abrindo novos horizontes em termos de opções alimentares.
in: alportel.blogspot.com
22 novembro 2006
Orçamento Participativo
No passado dia 17 de Novembro, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel apresentou os resultados da experiência de Orçamento Participativo para 2007, numa sessão pública que teve lugar no Cine-Teatro São Brás.
O edil são-brasense, Eng.º António Eusébio, apresentou muito sucintamente o balanço deste primeiro Orçamento Participativo no município:
Em 5 Sessões Públicas realizadas, foram apresentadas 46 propostas de acções e obras a realizar pelo município. A par das sessões, um questionário foi outra das formas de participação disponibilizadas para que os munícipes pudessem indicar as as suas propostas. No total, foram preenchidos 98 questionários e apresentadas 65 propostas e sugestões.
Na globalidade , foram apresentadas 111 propostas: 71 (64%) foram aprovadas, enquanto que as outras 40 (36%) estão sob análise para futuros investimentos. Das propostas aprovadas, 04,2% foram de imediato resolvidas, 15% correspondem a serviços a executar pelos serviços municipais, 32% já se encontravam incluídas na proposta de investimentos e 42% foram integradas na Proposta Final de investimentos.
Feito o balanço, entendido como muito positivo pelo autarca, António Eusébio, apresentou a Proposta Final de Investimentos, agora enriquecida com os contributos de muitos são-brasenses.
A Proposta de Orçamento Municipal de São Brás de Alportel para 2007 apresenta um valor global de 13.412.861 euros. Constituem áreas prioritárias de investimento:
a Solidariedade, com um valor de 138.100 euros, o Desporto, que ascende a 3.035.500 euros, a Cultura e Património, com 801.150 euros, o Ordenamento e a Renovação Urbana, bem como as Vias de Comunicação e os Transportes, com 388.320 euros e 430.320euros, respectivamente; e ainda, o Ambiente e os Espaços Verdes, com 518.110 euros, o Abastecimento de Água e Saneamento, com 264.200 euros e o Desenvolvimento Económico, no valor de 139.765 euros.
A construção das Piscinas Cobertas Municipais, a continuação da Circular Norte, com a construção da 2ª fase, a execução da I Fase do Plano de Pormenor do Terminal Rodoviário, com a reabilitação da entrada Sul (desde a Circular até ao Largo de S. Sebastião), a requalificação e infraestruturação do Parque, junto à futura Casa das Artes (edifício do antigo Lagar de Azeite), para parque de estacionamento e zona de mercados e Feiras, a conclusão do Centro Explicativo e de Acolhimento da Calçadinha, a execução da 2ª fase do projecto do Centro de Artes e Ofícios, a 3ª fase da Obra de Requalificação e Pavimentação do Centro Histórico e o arranque do Plano de Alargamento do Saneamento a todo concelho constituem as principais apostas de 2007.
Acrescente-se ainda um conjunto de projectos: nas áreas da valorização dos espaços públicos do concelho, e do desenvolvimento turístico, assim como as obras de pavimentações de caminhos, num valor que ultrapassa os 110.000 euros, num concelho que aposta na qualidade da sua rede viária.
Continua a assumir grande importância neste orçamento o investimento, ao nível da Prevenção de Fogos Florestais e os trabalhos, que ascende aos 160.000 euros, e um conjunto de investimentos necessários à abertura de novos espaços e serviços, como o Centro de Educação e Interpretação Ambiental, a Casa da Juventude – Espaço Internet, o Centro Museológico do Alportel e o Centro de Apoio do Parque da Fonte Férrea.
“O Orçamento Participativo possibilitou uma maior proximidade com os munícipes, durante um processo de enorme importância para o futuro do município. Esperemos que nos próximos anos, registemos cada vez mais participação, porque com a colaboração de todos, poderemos planear melhor, decidir melhor e seguramente construir um futuro melhor para São Brás de Alportel”, afirma o Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel.
Um Orçamento Participativo é um instrumento de democracia participativa. Trata-se de uma nova forma de governação, gestão e planeamento dos territórios, que tem por base a participação activa dos cidadãos. Através desta experiência de gestão pública participada, o município pretendeu aproximar eleitos e eleitores e promover a participação activa dos munícipes nos processos de planeamento e gestão municipal.
Em São Brás de Alportel, a experiência de Orçamento Participativo foi implementada, através de um amplo processo de consulta e participação dos cidadãos, sobre a afectação de investimentos públicos para o concelho, nomeadamente: equipamentos públicos, infra-estruturas, obras e projectos, nas diversas áreas da sua competência, numa experiência integrada no Projecto “São Brás Solidário” – no âmbito da Iniciativa Comunitária EQUAL – que está a ser desenvolvido no concelho, por uma parceria constituída pela Câmara Municipal, Associação IN LOCO, Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça, Bombeiros Voluntários de S. Brás e Associação Nacional de Jovens para a Acção Familiar.
GABINETE IMAGEM CAMARA MUNICIPAL S. BRAS DE ALPORTEL21 novembro 2006
Sensação no Campeonato Regional Sul
Pedro Duarte foi a grande sensação da prova, ao levar o Peugeot 205 GTI ao lugar mais alto do pódio. Um singular triunfo do piloto que, para além de dominar nas duas rodas motrizes, inscreveu pela primeira vez o seu nome na lista de vencedores à geral.Depois de várias tentativas, sobretudo nos dois últimos anos, Pedro Duarte, navegado por João Bento, viu finalmente chegada a hora de festejar uma vitória à geral no Regional Sul. O piloto de São Brás de Alportel, que utilizou o «jocker» na Super Especial e garantiu o melhor tempo entre o vasto pelotão presente, subiu à Serra de Monchique para lograr o «jackpot» nos «Casinos do Algarve».
Apostado somente em conquistar os louros entre os carros de duas rodas, Pedro Duarte foi ganhando a confiança necessária, especial após especial, e manteve o ritmo sem perder muito tempo para os mais directos opositores, nomeadamente as duplas João Monteiro/José Teixeira e Luís Mota/Ricardo Domingos, vencedores das primeiras especiais do segundo dia.
João Monteiro, que foi o piloto mais rápido nos troços de Alferce e Fóia, teve na Serra de Monchique um contratempo com o cronómetro. Por seu turno, Luís Mota, que em Castro Marim arrecadou o título de Campeão Regional, ainda tentou atacar o lugar mais alto do pódio, acabando, no entanto, por se afundar de forma irreversível na tabela classificativa.
Um furo na roda da frente esquerda do Mitsubishi Lancer Evo IV, logo no início da Fóia, complicou as contas do piloto do Cartaxo que, a sensivelmente cinco quilómetros do termo do troço, entendeu substituir o pneu e perder a carruagem da frente.
Quase irrepreensíveis estiveram Viana Martins e Paulo Costa. Depois de muito porfiar, a dupla do Opel Kadett GSI, literalmente ao ataque, viu esfumar-se o seu esforço no derradeiro «tira-teimas», cotando-se como a terceira equipa mais rápida pela margem mínima de duas décimas para os segundos classificados.
Um desfecho que retirou a Viana Martins e Paulo Costa o terceiro lugar absoluto no campeonato, ficando no entanto o sabor adocicado do segundo lugar entre os carros das duas rodas motrizes, sobretudo depois dos prematuros abandonos de Rui Chaparro/Pedro Conde (Renault Clio 16V), Eduardo Valente/João Lelo (Renault Clio Williams) e Rui Coimbra/Jose Dieguez (Opel Corsa), todos vítimas de despiste.
A «acelerar em casa», Hilário Jaime, navegado por Rui Serra, foi alvo de uma penalização de 30 segundos no início do segundo dia de prova, cotando-se como o quarto mais rápido à chegada ao pódio.
A dupla do Team JDF Motorsport Albufeira Todo o Ano, Paulo Nascimento/Osvaldo Maio, ao volante de um Ford Escort Cosworth, concluiu a prova na quinta posição, consolidando o segundo lugar absoluto no Campeonato, enquanto que a formação do Núcleo Desportos Motorizados de Leiria, Paulo Faria/Silvério Correia, conduziu o Peugeot 309 GTI ao sexto posto, cabendo a Paulo Jesus/Licínio Santos (Ford Sierra Cosworth) o sétimo lugar.
Bruno Andrade/Ricardo Barreto (Subaru Legacy Turbo 4WD), António Lampreia/Pedro Macedo (Ford Escort Cosworth) e Luís Mota/Ricardo Domingos (Mitsubishi Lancer Evo IV), terminaram nas oitava, nona e décima posições, respectivamente.
“O triunfo é fruto de muita concentração, atendendo a que as condições climatéricas eram muito difíceis. Depois de ter chegado à liderança na Super Especial, naturalmente que fui gerindo o andamento para não perder muito tempo para os carros de tracção integral. Como é do conhecimento geral, a minha grande luta passava por vencer nas duas rodas motrizes e o triunfo à geral acaba por ser o corolário da máxima concentração que impusemos desde o princípio. Ambas as vitórias são atribuídas aos nossos patrocinadores e a todos aqueles que sempre acreditaram no nosso projecto”...
16.º Aniversário do Machados
As comemorações do 16º aniversário do GDC Machados (S. Brás de Alportel) ficaram assinaladas por palavras de incentivo à equipa sénior para que conduza o clube de novo ao principal campeonato da região. “Antes ninguém sabia onde ficava Machados, mas o futebol veio promover a localidade” disse o guarda-redes Octávio.O presidente da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, António Eusébio ouviu, acenou com a cabeça, sorriu e aplaudiu. “O que se tem feito em Machados é alicerçado pela amizade e o gosto de se fazer. Todos se devem orgulhar de Machados levar o nome de S. Brás por todo o Algarve”.
Machados e o seu clube são hoje respeitados na região mercê das diversas actividades desportivas, sobretudo o futebol, e depois da experiência obtida pela curta presença na I Distrital, o emblema serrano tomou-lhe o gosto e pretende regressar no final da presente temporada à principal montra do futebol algarvio.
“O Grupo Desportivo e Cultural de Machados é um clube jovem, que com estes dezasseis anos de vida atingiu a adolescência e que continuará o seu crescimento natural” disse o presidente António Rosa, felicitando todos os que representam a colectividade no seu ecletismo. “No futebol a ambição faz parte da vontade de ganhar e a possibilidade de subirmos à I Distrital é encarada com muita seriedade”.
No jantar do 16º aniversário marcaram presença perto de duas centenas e meia de pessoas, Câmara Municipal e Junta de Freguesia de S. Brás de Alportel, que alem das normais felicitações, não regatearem palavras de incentivo e desejos dos melhor êxitos desportivos.
... sobre a construção do estádio relvado, referida pela Câmara Municipal há um ano atrás nas comemorações do 15.º aniversário do clube, António Eusébio não disse uma palavra...a sua prioridade são as piscinas municipais!
20 novembro 2006
Em defesa do sector
Ass. dos Industriais e Exportadores de Cortiça
A Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça (AIEC) foi a primeira associação a surgir em Portugal associada à fileira da cortiça. Foi criada em 1975, com sede em Lisboa, mas estendendo a sua área de actuação a todo o País. Mais tarde foram criadas delegações com autonomia financeira e administrativa, surgindo então, no ano de 1993, a Delegação Regional do Baixo Alentejo e Algarve.Actualmente a Delegação conta com 23 associados, sobretudo empresas de preparação, transformação e granulação de cortiça, situadas em Grândola, Santiago do Cacém e S. Brás de Alportel. “Por verificarmos que a zona Sul estava isolada do resto do País e para tentarmos combater essa situação e ajudar à sustentabilidade das empresas e da floresta ai existente, constituímo-nos como Delegação Regional”, salienta Carlos Jacinto, presidente desta Delegação, acrescentando que, “ao explorarmos a cortiça estamos a contribuir para a preservação do ambiente, pois ao escoarmos a casca do sobreiro mantemos a floresta mediterrânea limpa e viva, gerando fluxos monetários capazes de manter e proteger essa mesma floresta. Convém ainda realçar que cada sobreiro absorve grande quantidade de carbono aumentando com o seu descasque, o «descortiçamento», prestando também um serviço ao ambiente como sumidor de carbono”.
Na opinião do nosso entrevistado, apesar do peso que a fileira da cortiça assume no País, representa três por cento do produto interno bruto e dez por cento das exportações, o sector está esquecido pela classe política. “A Comissão de Coordenação da Região do Algarve desconhece que existe uma serra nesta região – a Serra do Caldeirão, desconhece a existência deste sobreiral e a industria que o explora e mantêm”, afere.
A exploração da cortiça sempre teve um grande peso em S. Brás de Alportel. Documentos antigos fazem referência a este concelho como sendo a Capital Histórica da Cortiça, por serem as gentes de S. Brás de Alportel as pioneiras no comércio e transformação de cortiça no País originando mesmo a constituição de S. Brás como concelho pela divisão do concelho de Faro, “A indústria da cortiça nasceu aqui, aqui cresceu e se desenvolveu, mas as dificuldades obrigaram á sua deslocalização e o centro vital do sector foi instalado em Santa Maria da Feira, com muitos Sambrazenses”, comenta o presidente da Delegação.
Levar o nome de S. Brás de Alportel como Capital Histórica da Cortiça é um dos objectivos desta instituição. Para que este objectivo possa ser concretizável, estão a ser desenvolvidos e negociados com a autarquia uma série de projectos. “Queremos para o concelho um pólo de desenvolvimento corticeiro baseado nas tradições históricas e na floresta existente, que temos vindo a tratar. Começamos por criar um projecto de formação que contempla um curso de operador florestal/corticeiro, cujo desiderato é formar pessoas capazes de tratar a floresta e, ao mesmo tempo, trabalhar nas empresas corticeiras. Porém, até hoje não conseguimos cativar o interesse das escolas para formar jovens nesta área, o que na minha opinião se deve a um desinteresse regional para este sector, a região continua a apostar em formar pessoas para o desemprego”, afirma.
O projecto de criação do pólo industrial está em fase de desenvolvimento e prevê a existência de um centro de investigação e tecnológico para a fileira. “Temos uma parceria com o país vizinho, num projecto que visa a criação de uma federação e posteriormente um centro de investigação ibérico para a cortiça. Numa primeira fase esse centro irá ser criado em Espanha e mais tarde em S. Brás de Alportel. Não há futuro para a fileira da cortiça sem apoio tecnológico, por isso a necessidade de um laboratório para o Sul do País, idêntico ao que existe no Norte, com ligações às universidades e que possa prestar serviços às empresas”, diz Carlos Jacinto, acrescentando que, “chegamos à conclusão que, para evitar sabores desagradáveis que as rolhas podem transmitir aos vinhos, é necessário investir numa tecnologia de cozedura completamente inócua. As empresas de maior dimensão já o fazem, mas as pequenas não têm essa possibilidades, por isso pretendemos que a autarquia nos ajude a criar uma central de cozedura que possa ser usada por todas as corticeiras do concelho”.
Outro aspecto importante e para o qual a Delegação conta com o apoio da Câmara Municipal é para a criação de uma unidade de granulação. No processo de transformação da cortiça, em cada 20 quilos, 15 resultam em aparas, que são enviadas diariamente para o Centro do País a fim de serem granuladas, o que se traduz em gastos consideráveis com o transporte, daí a importância da criação de uma unidade de granulação no Sul.
Sendo o Algarve uma zona turística por excelência e fazendo a cortiça parte integrante da história de muitas gerações foi criada a Rota da Cortiça, “pretendemos que os turistas, durante a sua estadia no Algarve, dediquem um dia à cortiça. Convidámo-los a conhecer a Serra do Caldeirão e a visitar as empresas corticeiras, que entretanto se vão preparando para os receber”. Para divulgar e sustentar esta rota foi criada a Associação Rota da Cortiça, cujo responsável máximo é o presidente da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel.
Uma nova vida para as suas rolhas
Apesar das indústrias corticeiras terem um papel importante na limpeza da floresta é inevitável que os incêndios consumam algumas zonas. e apesar de muitas árvores sobreviverem aos fogos, só podem voltar a produzir cortiça se lhes for retirada a casca queimada, casca que depois de triturada pode ser utilizada em isolamentos térmicos, a unidade de granulação poderá também aqui ajudar a recuperar o nosso sobreiral.
A Delegação Regional do Baixo Alentejo e Algarve da AIEC desenvolveu um projecto de reciclagem de rolhas de cortiça, tendo como base a promoção da cortiça como produto ecológico. O projecto denomina-se “Uma nova vida para as suas rolhas” e resulta de uma parceria entre o município de S. Brás de Alportel, a Associação Rota da Cortiça e a Delegação do Algarve e Baixo Alentejo da AIEC. Os objectivos passam por sensibilizar a população para a importância da reciclagem e reutilização dos materiais; proteger o meio ambiente, mediante a reciclagem de um produto natural; desenvolver um processo que permita aproveitar as rolhas de cortiça após a sua extracção das garrafas e dos garrafões; obter produtos com diversas finalidades e dar uma nova vida a um recurso precioso.
De acordo com o nosso entrevistado todos os munícipes podem ajudar a reciclar, colocando as rolhas, depois de utilizadas, nos recipientes de recolha de rolhas, situados junto aos ecopontos. Este projecto apenas está a funcionar em S. Brás de Alportel, mas está a ser alargado a todo o Algarve e para isso também será necessária a unidade de granulação que permitira que a reciclagem seja efectuada na zona onde é efectuada a recolha. Com o resultado monetário, desta reutilização de um produto, pretendermos colaborar com o Centro de Reabilitação do Algarve adquirindo equipamentos para pessoas mais necessitadas, transformando a floresta a cortiça a rolha num produto ainda mais “solidário com os outros”.
19 novembro 2006
Explosão na Rua Dr. José Dias Sancho
para destruir apartamento
A explosão ocorrida no passado dia 28 de Outubro, por volta da meia-noite, num apartamento situado na Rua Dr. José Dias Sancho deixou indignados os são-brasenses, não só pelo insólito da situação, no momento o apartamento estava desabitado como pelos prejuízos causados, que poderiam inclusive afectar os restantes apartamentos do edifício.
Delfim Cabrita Varela, 67 anos, natural de São Bartolomeu de Messines, divorciado de uma são-brasense, autor confesso do incidente confidenciou ao jornal “Noticias de S.Braz” que já na semana anterior se tinha deslocado de França com os mesmos intentos, na altura diversas circunstâncias impediram-no de levar a cabo a sua intenção de destruir o apartamento.
Delfim Varela confidencia também que no dia 28, regou as diversas dependências do apartamento com gasolina, tapou os buracos e quando fechou a porta ateou fogo a uma manta. A explosão ocorreu de seguida, o que o deixou em pânico pois esperava que a gasolina fosse ardendo aos poucos e quando o apartamento estivesse em chamas já estaria longe. Como tinha alugado um táxi em Faro para se deslocar até ao apartamento acabou por abandonar o local nesse táxi.
Delfim Varela ainda à conversa com o “Noticias de S.Braz”, afirma que a sua atitude deveu-se a desavenças com a sua ex-esposa que, considerando uma injustiça que depois de 35 anos de casamento, ela tenha ficado com tudo o que era do casal, nomeadamente 3 apartamentos em França e 2 em Portugal, um em Faro e o agora destruído
Presente ao Tribunal no dia 30 de Outubro, pagou uma caução de 1000 euros e regressou novamente para França.
18 novembro 2006
Prémios Juventude 2006
Queremos conhecer os Nomeados
Nós queremos levar a sério os Prémios da Juventude.
Mesmo depois de ter-mos sido ludibriados pelo Ex. Sr. Vereador Vítor Guerreiro, que nos fez prometer-lhe que não divulgaríamos os nomes dos nomeados antes do dia 15 de Novembro quanto já tinha combinado com Joaquim Dias que seria o “Noticias de S.Braz” a dar a notícia aos São-brasenses, como forma de ajudar a ultrapassar as dificuldades pela quebra nas vendas.
E como queremos levar a sério os Prémios da Juventude, decidimos preencher o formulário de voto.
A lista dos nomeados é conhecida:
> Categorias:
I. Desporto
* Luís Martins Silva - Campeão nacional jetski - freeride 2006
* Hugo Faria -Premio juventude 2004 categoria desporto - jogador futebol profissional - União Leiria 2006/07
* José Manuel Rodrigo Dias - (Zézão) 27 anos - jogador futsala - Juventude Desportiva Fontainhas - Campeão do Distrital, Campeão da 3ª divisão nacional zona D, no Play Off foi campeão da 3ª Nacional, vencendo ainda a Taça do algarve. 2005/2006 (?)
II. Artes
* Octávio Lourenço - nomeado em 2004 categoria Artes - pintor (?)
* David Silva
* Bruno São Vicente - Premio juventude 2004 categoria Moda
III. Música
* Anabela Silva - nomeado em 2004 categoria Musica - Directora pedagógica e professora de Iniciação Musical e Acordeão no Conservatório de Olhão que ajudou a edificar em 2004. - Professora de expressão musical no Centro Infantil António Calçada de S.Brás de Alportel
* Ricardo Martins
* Grupo de Acordeonistas (Ass. Cultural Sambrasense) - nomeado em 2004 Prémio Municipio -
IV. Letras
* Dora Gago - nomeado em 2004 categoria Letras -
* Ana Gonçalves - nomeado em 2004 categoria Letras -
* Acácio José Madeira Martins - 31 anos, formado em Engenharia Civil pela Universidade do Algarve, membro da Assembleia Municipal (PS) -
V. Ciência
* Dário Passos
* Nuno Leonardo -nomeado em 2004 categoria Ciência/Investigação -
VI. Investigação
* Gonçalo Gomes - nomeado, em 2004 categoria Inovação - 26 anos, Arquitecto Paisagista - Entregou a tese de licenciatura em Janeiro, sobre a ecologia do concelho de S. Brás e teve 20 de nota. Faz parte da Direcção da Al-Portel associação de defesa do ambiente de S. Brás - Vice-presidente do núcleo do Algarve da Liga da Proteção da Natureza.
* Paulo Pires - nomeado em 2004 categoria Ciência/Investigação - Nasceu em 1977, estudou Estudos Portugueses na Universidade do Algarve. Tem colaborado com a Casa da Cultura António Bentes e com a Biblioteca Municipal de São Brás de Alportel. . Tem realizado investigação na área da História Local Contemporânea.
* Angelina Pereira - nomeado em 2004 categoria Ciência/Investigação - Arqueologa da CMSBA
VII. Comunicação
* Noélia Viegas
* Patrícia Viegas - frequentou o curso de jornalismo na Universidade do Algarve tendo posteriormente transferido a maticula para LX onde o finalizou. Estagiou no Diário de Noticias onde por mérito pessoal veio a ser colocada no quadro de pessoal.
* Rui Viegas - nomeado em 2004 categoria Comunicação - 32 anos, jornalista. Foi um dos fundadores da Take 5. Actualmente trabalha na Renascença
VIII. Inovação
* - - -
IX. Jovem empresário
* Joaquim Cipriano
* Luís Botinas
* Pedro Cavaco -
X. Solidariedade
* Jovens Sem Fronteiras - nomeado, em 2004 Prémio Municipio, em 2006 categoria Cidadania -
* Vera Martins
* Filipe Pires -nomeado em 2004 categoria Solidariedade/Voluntariado -
XI. Cidadania
* Jovens Bombeiros Voluntários (15 >35 anos) - nomeado em 2004 Prémio Municipio -
* Jovens Sem Fronteiras - nomeado, em 2004 Prémio Municipio, em 2006 categoria Solidariedade -
* Sílvia Guerreiro - Presidente da Ass. Cultural Sambrasense
> Prémios Município 2006
* Manuel Brasão Pires
* Marta Brás
* Alunos do 12º ano – Português B
* Rui Benedito - futebolista amador - UDR Sambrasense
* Laura Viegas
* Júlio Pereira - Bancario - ex-presidente da Ass. Cultural Sambrasense
* Rui Cruz - nomeado em 2004 categoria Solidariedade/Voluntariado
A Lista é conhecida?... Sim, nomes para escolher temos muitos!... Mas, quem são estes Jovens?... Como se chamam?... Que idade tem?... Onde moram?... O que fazem na vida? trabalham? São estudantes?... Qual o seu percurso?... O que fizeram/fazem de relevante?.. Porque devem ser considerados um exemplo?.. Estas são muitas das dúvidas com que nos deparamos quando pretendíamos escolher um dos três “nomes” que o Município nos deu para votar!...
Pelos vistos não estamos sozinhos, são muitos os São-Brasenses que sentem dificuldade em escolher seriamente alguém para ser destacado quando não possuem qualquer informação, nem mesmo o nome do candidato.
A Câmara Municipal assumiu (erradamente!) que toda a gente conhece toda a gente!
Num evento que pretende ser uma homenagem aos jovens esqueceram-se de dar a conhecer os nomeados.
O que pedimos agora aos nossos leitores, é que nos ajudem a conhecer os nomeados, por forma a nós podermos fazer a nossa avaliação e votarmos naqueles que acharmos ser os mais merecedores desta distinção municipal, preenchendo o nosso boletim de voto de forma consciente e séria.
Ajudem-nos, de forma séria!... Queremos informação que nos permita conhecer melhor o que levou a comissão organizadora a escolher estes jovens em detrimento de outros, e escolher de entre eles que é o mais merecedor do prémio...
Não serão publicados comentários que visem denegrir os nomeados ou coisas parecidas!...
A pousada-museu «S.Brás»

Com 44 anos, Victor Lopes nunca visitou Portugal, mas não esquece as palavras da sua mãe, que acabaram por dar origem ao projecto: «A minha mãe diz que lembra a terra dela, só não tem as praias do Algarve», contou o luso-descendente à agência Lusa.
Foi dessas semelhanças entre São Brás de Alportel e Villa General Belgrano que nasceu, então, a ideia de «homenagear» Portugal através da criação de uma pousada-museu naquela localidade.
Apesar de não estar ainda no terreno, o futuro estabelecimento tem já galos de Barcelos, uma guitarra portuguesa, postais e livros sobre várias cidades portuguesas, presentes que Victor Lopes recebeu depois de ter posto a ideia a «circular» na Internet.
«Quis homenagear todos os portugueses que procuram um destino melhor na Argentina e que ajudaram a construir esta nação e, principalmente, quis homenagear os meus pais», adiantou o luso-descendente. «Vamos ter tudo o que se possa relacionar com Portugal: fado, gastronomia, livros, discos, entre outras coisas», exemplificou.
«Quero expor artesanato de todo o país, para que cada terra possa mostrar as suas coisas e como Portugal é bonito», por isso «todos os objectos que queiram enviar serão bem vindos, desde que não tenham valor comercial, para que não pensem que quero fazer negócio», declarou.
«Aqui não há muitos portugueses. Quando comecei o projecto não conhecia nenhuns, mas assim que coloquei a bandeira portuguesa na porta da pousada começaram a aparecer e agora somos cinco famílias portuguesas nesta zona», referiu ainda Victor Lopes.
A pousada-museu «S.Brás», o primeiro estabelecimento hoteleiro português a surgir em Villa General Belgrano, contará com 10 quartos, uma piscina, um salão de leitura, um restaurante de gastronomia portuguesa e um amplo espaço-museu onde vão estar expostos os objectos.
Villa General Belgrano dista 86 quilómetros de Córdoba e 780 quilómetros de Buenos Aires e caracteriza-se por ser uma região de fortes influências europeias, resultado principalmente dos muitos emigrantes alemães, suíços e austríacos.
(c) PNN Portuguese News Network
17 novembro 2006
Orçamento Municipal 2007
Depois das cinco sessões públicas decorrentes da iniciativa do Orçamento Participativo da autarquia sambrasense, acontece hoje, às 21:00 horas, no Cine-Teatro São Brás, a Sessão Pública de Apresentação de Resultados, onde o executivo dará a conhecer a proposta final do Orçamento Municipal para 2007.

Os munícipes apresentaram "mais de cinquenta propostas e sugestões durante as sessões públicas e quase uma centena de questionários foram preenchidos, veiculando 65 propostas e sugestões de acções", sublinha a edilidade em comunicado.
Tal como nas anteriores sessões públicas, também nesta sessão a organização assegura um atelier de actividades infantis, onde as crianças podem ficar entretidas, dando a oportunidade a todos os adultos de estarem presentes.
Ingleses assaltados e agredidos
Os dois homens, que segundo o casal, aparentava ser da Europa de Leste, entraram numa vivenda situada em Juncais, São Brás de Alportel, onde agrediram e manietaram o homem e obrigaram a mulher a revelar o local em que guardavam o dinheiro e a combinação do cofre.
Os assaltantes levaram os três mil euros em dinheiro que o casal guardava no cofre e vários objectos, entre os quais telemóveis e objectos de valor, adiantou a mesma fonte.
O homem teve de receber tratamento no Hospital Distrital de Faro devido às contusões causadas pela violência dos agressores, mas encontra-se livre de perigo, disse a mesma fonte.
16 novembro 2006
Prémios Juventude 2006 - Os Vencedores
que anda por toda a vila e fala com toda a gente.
Cheira Tudo e entra em todo o lado.
Depois vem cuscar o que viu, ouviu e cheirou!
Chama-se Cusco e no seu blog encontramos isto.
" ATRAVÉS DE FONTE FIDEDIGNA SOUBE QUE O ESCRUTINIO JÁ ESTÁ FEITO ... Engraçado!... Um informador junto da Câmara Municipal deu-nos, este fim de semana, uma lista com os nomes dos alegados vencedores dos prémios juventude e esta tarde chegou via e-mail uma outra lista a que o leitor chamou de lista de vencedores... Nem queriamos acreditar, não é que nas duas listas que temos os nomes são os mesmos da lista agora divulgada pelo nosso amigo Cusco!...
Monumento à actividade dos canteiros
A Rotunda Carlos Zel, em Birre, passou a evocar o trabalho dos canteiros, com um monumento evocativo desta actividade nas pedreiras de Cascais.
15 novembro 2006
Prémios Juventude 2006

Os nomeados para os Premios Juventude 2006 são:
…apresentados amanhã!
Isso mesmo, sbras.blog não vai divulgar os nomes dos candidatos antes da apresentação oficial feita pela Câmara Municipal.
Apesar da Câmara já ter contactado (hoje 14) muitos dos nomeados que vão estar à votação, e estes já terem dado a noticia a amigos e familiares, nós no sbras.blog respeitamos o pedido que nos foi feito pelo vereador Vítor, digno representante da autarquia e dos Observatórios da Cultura e Desporto na Comissão Organizadora dos Prémios Juventude 2006 para não revelar os nomes dos jovens nomeados antes do dia 15.
No entanto, porque apenas nos foi pedido sigilo em relação aos nomes dos nomeados, há pormenores que podemos revelar:
O número de são-brasenses que participaram, nomeando jovens para os prémios foram 150. Pouco mais de 100 deixaram um boletim escrito, pouco menos de 50 fizeram-no através da Internet. Para nós foi curioso saber que os seis (6) boletins que enviamos recomendando a gerência do sbras.blog para o prémio investigação não constavam dos retirados da Internet… é possível que se tenham perdido nas linhas telefónicas, não faz mal, como poderão ver os nomeados para o Prémio Investigação sem dúvida merecem muito mais!
Para cada uma das onze (11) categorias houve em média 5 nomes nomeados e em média cada um tinha 2 votos. Atenção, estamos a falar de “médias”! Como se pode perceber a escolha de três nomes para irem a votos não foi tarefa fácil...
Foram tão difíceis as nomeações finais, que este ano teve que se aumentar o número de prémios do município… para ninguém ficar triste!
Houve jovens que manifestaram não querem participar nos prémios, a ACS, os Jovens Acordeonistas, Bruno Vicente, Pedro Machado são alguns de uma longa lista de nomes de onde se destaca Vítor Alves por ter sido, nesta fase das nomeações, o jovem que mais são-brasenses indicaram para a Categoria Música.
Também houve outros que foram excluídos por não serem jovens, como foi o caso da Sociedade 1.º de Janeiro que apesar de ser um dos nomes mais indicados para a Categoria Desporto foi afastada das votações pelas associações da cultura que consideraram a Sociedade é dirigida por jovens com idades superiores a 35 anos e desenvolve trabalho com jovens com idades inferiores a 15 anos, não se enquadrando nos prémios.
Para a Categoria Inovação houve dificuldade em arranjar nomeados!... é o que dá criar-se prémios a pensar nas pessoas, nos anos seguintes é sempre uma dificuldade em arranjar outros para atribuir o prémio. Para nós esta categoria devia ter tido o mesmo destino da Categoria Moda, ou seja a extinção!...
A pensar nos amigos e colaboradores, também houve propostas de nomeação para os Prémios, a mais reveladora de todas acabou por ser a da Vereadora Marlene, apoiada por Vítor Guerreiro, que queriam atribuir um dos Prémios do Município ao camarada Nelson Assunção pelo, passamos a citar, excelente trabalho que tem realizado na Junta de Freguesia… Enfim, este tipo de propostas espelham bem a intenção com que foram criados os Prémios Juventude no ano de 2004 nas vésperas das eleições autárquicas.
Depois de assistirmos a duas reuniões e para terminar concluímos que:
A Comissão Organizadora não possui conhecimento sobre os jovens do concelho que permitam atribuir de forma séria um prémio que destaque qualquer jovem dos outros jovens por mérito próprio ou destaque relevante nos ultimos anos, e os São-Brasenses em geral não estão minimamente interessados em participar num evento que todos apelidam de propaganda politica à custa dos jovens.
O que iremos ter certamente é um evento socialista feito para meia dúzia de jovens socialistas receberem destaque… ou seja, mais do mesmo!... Falta agora ver quantas pessoas consegue o PS mobilizar para votar nos nomeados. Tendo em conta que é necessário apresentar o bilhete de identidade para validar o voto, a tarefa apresenta-se difícil.
a_gerencia
14 novembro 2006
7 voltas ao Mundo darás!!!!
Este é o resultado de um trabalho que vem sendo realizado há já algum tempo. Eu, como coordenador do Projecto Contadores do Levante da Ideias do Levante mais o André da ARCA de Faro e mais a malta da Associação Jovem Sambrasense de S. Brás de Alportel, juntamo-nos e criamos em conjunto o EnContos. Nasceu como uma ideia de fazer qualquer coisa em conjunto e tomou forma como algo importante para a região no seu todo.
Junte-se a nós nesta viagem!!!!
Bruno Baptista
Para saber mais consultar www.encontos.net
Judiciária ‘agarra’ trio de assaltantes
A Directoria de Faro da Policia Judiciária (PJ) deteve, na semana passada, três indivíduos suspeitos de terem praticado vários assaltos na região durante o último ano.
O gang que o homem nú pôs em fuga O trio, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, tornou-se célebre quando, na madrugada de 12 de Maio passado, semeou a confusão em São Brás de Alportel. No curto espaço de uma hora, os três indivíduos furtaram três viaturas e assaltaram outros tantos restaurantes do concelho, separados por um quilómetro entre si.
No último estabelecimento de hotelaria visitado, o restaurante ‘Pérola’, o proprietário, António Luís, surpreendido pelo trio a dormir numa arrecadação do restaurante, saltou da cama, completamente nu, o que não o impediu de afugentar os gatunos, que ainda lograram levar 150 euros e vários produtos de higiene.
Alertada a GNR local, uma patrulha militar ainda perseguiu os gatunos que se faziam transportar na última viatura furtada, obrigando os gatunos a abandoná-la, a pé, nunca mais sendo vista.
A PJ de Faro, que não revelou pormenores desta detenção, por estar ainda a decorrer um processo de investigações que apurem o total de assaltos cometidos pelo trio, já efectuou o reconhecimento dos detidos por algumas das vítimas dos furtos.
Algarve Press -02.11.2006 - Teixeira Marques
13 novembro 2006
Demolição Absurda – Loteamento aprovado

Foi aprovado o loteamento para a Rua Serpa Pinto
O armazém demolido vai dar lugar a 42 apartamentos.
Enquanto decorre a acção no Tribunal para apurar a responsabilidade da Câmara Municipal de São Brás de Alportel na demolição do armazém situado no n.º 16 da Rua Serpa Pinto, foi aprovado pela Câmara Municipal no passado mês de Setembro o loteamento urbano para a zona envolvente à Avenida da Liberdade e Rua Serpa Pinto, no local onde existia o armazém arrendado por Lídia Machado.
Maria Francisca Pontes Neves, proprietária do referido armazém, na altura da demolição acusou a Câmara Municipal de ser a única responsável pelo ocorrido, afastando-se das polémicas alegações de envolvimento numa “esquema” para despejar os inquilinos do armazém com a participação da Câmara Municipal e a Construtora Infrabarra, apresentou à Câmara Municipal no passado mês de Agosto proposta de operação de loteamento para a área anteriormente definida pelo Alvará 02/92 de 18 de Agosto.
A nova proposta de loteamento, com o n.º de processo 134/2006, composta por dois volumes de quatro pisos e um de três pisos, com parqueamento automóvel em cave, dispostos no sentido Norte/Sul e totalizando 42 fogos destinados a habitação colectiva sito na Rua Jornal “O Sambrasense”, foi entretanto recusada pela autarquia numa primeira instância devido a esta não contemplar no projecto a cedência do já conhecido lote 1 à Câmara Municipal e não estarem infra-estruturados no projecto o arruamento, passeio, estacionamento, espaço verde, entre outros, nem a área de cedência à autarquia.
Corrigidos os pormenores do pedido de loteamento, em Setembro passado Maria Francisca Pontes Neves, entretanto falecida, na pessoa dos herdeiros, vê aprovado o loteamento para a referida área. No entanto devido à ocupação da área de cedência ao município, e por esta ser do interesse municipal, os interessados deverão compensar a autarquia. A avaliação será feita por um perito avaliador, indicado pela autarquia, a fim de ser estabelecido um preço para a transacção se tornar viável.
Alegadamente, o pagamento da ocupação deste espaço público, será feito com a permuta de um terreno, propriedade da requerente, situado justamente onde irá passar a circular norte, o que torna este “negócio” interessante do ponto de vista da autarquia.
Desmistificados os contornos que vão envolvendo a demolição ordenada pela Câmara Municipal, falta agora saber qual será a construtora que está envolvida no loteamento desta área…
LIDIA MACHADO RESPONDE AO PRESIDENTE
PRESIDENTE NÃO É RESPONSÁVEL
PROCESSO AVERIGUAÇÕES 01/06
INVENTÁRIO BENS DESTRUIDOS
ESCLARECIMENTO DO PRESIDENTE MESES DEPOIS
DEMOLIÇÃO ABSURDA - DESENVOLVIMENTOS
DEMOLIÇÃO ABSURDA - EM "O SAMBRASENSE"
DEMOLIÇÃO AS ACUSAÇÕES - EM "O SAMBRASENSE"
DEMOLIÇÃO NA RUA SERPA PINTO
DEMOLIÇÃO POR LAPSO - EM "JORNAL NOTICIAS"
11 novembro 2006
Explosão suspeita destrói "Sal e Brasa"
Uma explosão destruiu parcialmente o restaurante ‘Sal e Brasa’, no sítio dos Almargens, São Brás de Alportel, na madrugada de quinta-feira. A PJ está a investigar o sinistro, que poderá ser consequência de fogo posto, tendo ontem interrogado o ex-companheiro de uma empregada do estabelecimento.
A acumulação de gás no interior do restaurante terá originado a explosão. As portas e janelas voaram, as persianas foram cair debaixo das alfarrobeiras que delimitam a propriedade e, no interior, os estragos ascendem a milhares de euros, tendo a maior parte dos electrodomésticos ficado inoperacionais.“Parecia o início da guerra”, recordou ao CM, Maria Jacinto, proprietária do edifício onde funciona o restaurante, cujo arrendatário não se encontrava disponível para falar ao CM. “Estava a dormir e ouvi aquele estrondo, como se tivesse rebentado uma bomba”, contou Maria Jacinto, que diz ter sentido “um forte cheiro a gás no ar”. A proprietária do estabelecimento esperou pela chegada da GNR para entrar no interior do restaurante.
“As torneiras de gás do fogão, do grelhador e do esquentador estavam totalmente abertas”, relatou a proprietária que, inicialmente, pensou ter havido um descuido. “Só quando vi uma faca da cozinha espetada na máquina do tabaco é que percebi que a história era outra”, admitiu.
Teixeira Marques
Joaquim Dias
Suspeito interrogado
Sabe-se que ontem ouviram um indivíduo, de 46 anos, cozinheiro, ex-companheiro de uma empregada do “Sal e Brasa”, com quem mantinha um relação conflituosa. “Esteve aqui em Setembro e deu-me uma sova” revelou Susana, a funcionária do restaurante que tem uma filha em comum com o suspeito.
Segundo o Jornal “Correio da Manhã” o individuo que estivera desaparecido no dia a seguir à explosão, terá ontem contactado as autoridades policiais, sendo posteriormente interrogado pelos investigadores da Policia Judiciária.
10 novembro 2006
Ao encontro da alimentação macrobiótica

A alimentação macrobiótica vai ser o tema da palestra com Jacinto Vieira, a ter lugar no próximo dia 11 de Novembro, pelas 16:00 horas, no Museu do Trajo de São Brás de Alportel.
A macrobiótica é um estilo de vida que inclui um regime alimentar à base de cereais, legumes, fruta fresca e peixe, que visa harmonizar a vida com a natureza.
Esta é uma iniciativa de Al-Portel, Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de S. Brás de Alportel, com colaboração do Museu do Trajo e da Associação dos Amigos do Museu.
Infrabarra
Com apenas quatro anos de existência, a Infrabarra já faz a diferença no concelho de S. Brás de Alportel. Arquitectura e inovação na construção são a chave para o sucesso dos seus empreendimentos e uma marca a manter em projectos futuros.
Em entrevista, Pedro Cavaco, responsável pela empresa, falou-nos dos projectos actuais e algumas ideias para o futuro.
Jovem e com um espírito empreendedor, Pedro Cavaco pretende fazer a diferença e deixar a sua marca no concelho de S. Brás de Alportel. Depois de trabalhar alguns anos na capital como gestor de patrimónios, decidiu voltar à sua terra de origem e dar continuidade à actividade a que os seus pais se dedicaram durante bastante tempo. Desta forma, há sensivelmente quatro anos, criou a Infrabarra – Construção Civil e Imóveis.“A área da construção sempre me interessou e quando a oportunidade surgiu decidi avançar, mas de uma forma diferente do habitual, ou seja, quebrando com o que vinha a ser construído até então e criando um empreendimento com um sentido urbano, onde percursos, espaços abertos e arquitectura se conciliam num todo coerente”, refere, acrescentando que, “tentei criar o meu espaço, apostando na arquitectura como cultura e na inovação, quer de construção, quer de materiais utilizados”.
O primeiro projecto da empresa foi o edifício Terra da Campina, junto ao pavilhão gimnodesportivo de S. Brás de Alportel, um projecto diferente, mas que foi bem aceite pelas gentes da terra. O segundo e último projecto da Infrabarra, cuja última fase ainda está a ser construída, é um conjunto habitacional que, por ser diferente, chocou um pouco a população. “Quando o primeiro edifício começou a tomar forma, senti que as pessoas ficaram um pouco chocadas. Demarcava-se dos restantes em todos os sentidos, nas suas formas, na cor e nos materiais exteriores, mas aos poucos as pessoas foram-se habituando”, comenta.
O objectivo primordial é apostar na qualidade, nos métodos de construção inovadores e, sempre que possível, utilizar ao máximo os materiais naturais, como a pedra e a madeira, de preferência da região. A equipa de profissionais com que a empresa trabalha também contribuí para esse objectivo. “Queremos que as pessoas, depois de se instalarem na sua casa, não tenham nada a apontar à qualidade da construção e dos acabamentos finais, isso é sinal de que o nosso objectivo foi conseguido e não existem quaisquer problemas, o que para nós é o mais importante”, sublinha. Questionado sobre o público-alvo a que se destinam os apartamentos, Pedro Cavaco diz que pretende chegar a todos as pessoas com espírito jovem, apologistas de um conceito de urbanismo e de modernidade.
Para os projectos que se seguem, Pedro Cavaco apostou num arquitecto de referência a nível nacional e mesmo internacional. O escolhido foi o arquitecto Manuel Aires Mateus, um nome bem conhecido no nosso País, que já está a projectar novos empreendimentos para a Infrabarra, “continuam a ser projectos arrojados, aliás tal como os que já fizemos, onde é visível o nosso gosto pela arquitectura pura. Não há um compromisso com o regional, é arquitectura pura. No entanto, tentamos reavivar alguns conceitos antigos do que existia no Algarve, nomeadamente as varandas com grande profundidade, que evitam que o sol entre directamente dentro de casa, aquecendo-a em demasia. Há muitos conceitos regionais nos nossos projectos, mas com arquitectura e inovação”.
Para já, a empresa actua apenas em S. Brás de Alportel, mas já tem alguns projectos previstos para Faro e também Alcochete, “ainda está tudo numa fase embrionária, obviamente que pretendemos avançar com estes projectos, sem nunca nos desviarmos do nosso conceito de arquitectura e inovação na construção”, conclui.
,
09 novembro 2006
Projectos de Promoção da Leitura em Bibliotecas Públicas
Na edição deste ano do Apoio a Bibliotecas Escolares / Centros de Recursos, vão ser apoiados, por parte da FCG, 32 projectos apresentados por Escolas ou Agrupamentos de Escolas. A lista pode ser consultada aqui. Este ano foram recebidas no total 277 candidaturas enviadas por escolas ou agrupamentos de escolas das áreas de influência da DREN e da Região Autónoma da Madeira. O valor global dos apoios concedidos ascende a 199.947 €
Já em Julho a FCG, no âmbito do concurso para Projectos de Promoção da Leitura
* B. M. de Castelo Branco - “Do livro ao autor”
* B. P. Évora - “Évora cidade leitora”
* B. M. António R. Rosa, de Faro – “Brincar e ler”
* B. M. Sophia de Mello B. Andresen, de Loulé – “Clube de leitura”
* B. M. de Mértola – “Livros, leituras e outras aventuras”
* B. M. de Montalegre – “De pequeno se torce o pepino”
* B. M. da Nazaré – “Pescadores de palavras e imagens”
* B. M. de Penamacor – “À descoberta na biblionave”
* B. M. e A. R. de Ponta Delgada – “Geração XL - maior que a vida”
* B. M. Manuel F. E. Louro, de São Brás de Alportel – “Livros sobre rodas: da liberdade de escolha ao prazer da leitura”
-----------------
... O trabalhos dos responsáveis e funcionários da Biblioteca começa a dar os seus frutos, é a cultura sobre rodas!... Bem Hajam!
A Autarquia já assumiu a iniciativa deste projecto na pessoa do seu presidente, aguarda-se a compra do material necessário para inauguração com pompa e circunstância!
Nós recomendamos uma tipo a "nissan" por razões obvias!...
08 novembro 2006
Bloco de Esquerda acusa Governo
O Bloco de Esquerda do Algarve criticou, em comunicado, o PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central ) de 2007, considerando que este documento prevê um maior investimento no litoral-centro, em detrimento do interior da região.
O BE alerta para o facto dos quase 49 milhões de euros afectos a concelhos algarvios na proposta de PIDDAC, menos de 38 mil (0,6 por cento) serem destinados ao conjunto dos seis concelhos do interior (Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Monchique, S. Brás de Alportel e Vila do Bispo), que concentram 10 por cento da população do Algarve.
Paralelamente, os seis concelhos do litoral-centro (Albufeira, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé e Portimão), com 61 por cento da população da região, beneficiam de investimentos superiores a 40 milhões de euros (83 por cento do total).
Além do investimento assimétrico, o Algarve vai receber, em 2007, cerca de 105 milhões de euros (4,9 por cento do total nacional) quando, em 2005, recebeu mais de 260 milhões de euros (5,4 por cento do país).
«Este programa contraria todas as estratégias assumidas para o Algarve e compromete quaisquer projectos de desenvolvimento equilibrado do território que possam ser propostos, por exemplo através do novo PROT», conclui o Bloco de Esquerda.
.
07 novembro 2006
Orçamento Participativo
O Projecto São Brás Solidário é financiado pela Iniciativa Comunitária EQUAL.
EQUAL
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social
União Europeia – Fundo Social Europeu

E não se esqueça de preencher o questionário
São apenas 20 perguntas
3 para dar a sua opinião
17 para identificá-lo como participante!
Novo Posto Público de Internet grátis
O Grupo Desportivo e Cultural de Machados vai inaugurar o seu Posto Público de Internet grátis, no próximo dia 7 de Novembro, pelas 19:00 horas, em Machados, São Brás de Alportel.Este Posto Público de Internet é parte integrante do projecto “2001Associações” promovido pela Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto e tem, entre outros, o objectivo de promover o acesso às novas tecnologias de informação.
Mais um sitio onde se pode aceder ao sbras.blog gratuitamente...isso, se não interditarem a nosso página também! lol
VIII Encontro de Tunas Académicas.
A música, a tradição e a alegria do espírito académico regressaram a São Brás, na noite de 4 de Novembro, no Cine-Teatro, com a 8ª edição do Encontro de Tunas Académicas, uma iniciativa da Associação Cultural Sambrasense, que uma vez mais pretendeu reunir diferentes grupos universitários, para promover a diversidade musical e dar a conhecer a outra face da vida académica, que privilegia a amizade e o companheirismo, em torno da música tradicional.
Na edição deste ano, “Versus Tuna”, “In’Spiritus Tuna”, “La Rábida” e “Super Tesus” foram as tunas convidadas deste encontro, que é já uma referência no cartaz cultural do concelho.
Os grupos participantes
Criada em 1991, a “Versus Tuna”, representa a Universidade do Algarve, trazendo um vasto reportório de músicas originais, que retratam o período de adaptação dos caloiros, as paixões, as noites de folia, o estudo e acima de tudo a amizade e o companheirismo que também fazem parte da vida académica.A Tuna Feminina “In Spiritus”, criada em 1995, na Cooperativa Egas Moniz de Setúbal, traz até ao Algarve os ritmos tradicionais do centro do país e promete contagiar com a doçura característica dos agrupamentos femininos.
Arepresentação da Escola Superior Agrária de Beja, surge com a Tuna masculina “Semper Tesus”, criada em 1993. Constituída por 25 elementos oriundos de vários pontos do país, a tuna reflecte o intercâmbio cultural que enriquece a sua diversidade musical. No decorrer do seu percurso, a Tuna já fez cerca de 500 actuações levando “o espírito académico e a alegria desta academia e das gentes do Baixo Alentejo” um pouco por todo o país, como gostam de frisar.
A encerrar o encontro marcará de novo este encontro uma forte presença da vizinha Espanha, desta feita, com a representação da Universidade de Huelva, com a “Tuna La Rábida”, que partilha a musicalidade e a tradição castelhanas com o público são-brasense.GIDI- CMSBA, 06/11/2006
06 novembro 2006
S. Brás está maior...
Alteração dos limites administrativos do concelho
Na elaboração da nova Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), os limites administrativos do concelho de São Brás de Alportel sofreram uma ligeira alteração, em resultado da vectorização dos limites existentes na secções de Cadastro Geométrico da Propriedade Rústica.
Conheça os novos limites administrativos do concelho:
O Instituto Geográfico de Portugal disponibiliza gratuitamente a Carta Administrativa Oficial de Portugal. Faça o download dos limites administrativos - versão deste ano (com actualização de 31 de Maio de 2006), no seguinte endereço electrónico:
.
05 novembro 2006
Ciclo de Cinema "Clássicos Portugueses"

Cineteatro de São Brás de Alportel
O ciclo de cinema "clássicos portugueses", realizado para as tardes de domingo, de Outubro a Dezembro, decorrerá às 16:00 horas no Cineteatro de S. Brás de Alportel.
No dia 22 foi exibida "A Canção de Lisboa" de 1933, um filme de Cottinelli Telmo com Beatriz Costa, Vasco Santana e António Silva.
No dia 29 foi a vez da "Rosa de Alfama" de Henrique Campos com os actores Alberto Ribeiro, e Mariana Villar, uma actriz são-brasense. Este filme é um drama de 1953.
"Fado, História d'uma Cantadeira" de Perdigão Queiroga, vai ser exibido no dia 5 de Novembro, com actuação de Amália Rodrigues, Virgilio Teixeira, Vasco Santana, António Silva e Tony d'Alcy.
No dia 12 será exibido o filme "O Pátio das Cantigas" de 1942, com realização de Francisco Ribeiro e argumento de Vasco Santana, com actuação de Vasco Santana, Maria das Neves, António Silva e Ribeirinho.
De Arthur Duarte o filme de 1947 "O Leão da Estrela" vai ser exibido no dia 19 e conta com a presença dos actores António Silva, Arthur Duarte, Milú e Artur Agostinho.
Em Dezembro, no dia 3, será apresentada uma das comédias portuguesas mais famosas dos anos 40, "O Costa do Castelo" de Arthur Duarte, com representação de António Silva, Maria Matos, Milú e Fernando Ribeiro.
O último filme, a fechar o ciclo será "O Pai Tirano" de 1941, no dia 10, um filme de António Lopes Ribeiro com Vasco Santana, Ribeirinho, Leonor Maia e Graça Maria.
03 novembro 2006
1º Encontro de Coros Ibéricos

No mês de Novembro vai decorrer o 1º encontro de Coros Ibéricos, este espectáculo de música coral pretende abranger "diversas épocas, estilos e géneros". Ocupando assim o lugar deixado vago pelo Algarve - International Choir Festival.
O encontro vai realizar-se nos dias 4 e 5 de novembro, em S. Brás de Alportel, Tavira e Faro e é uma produção do Grupo Coral Ossónoba.
No dia 4 de Novembro, às 17:30 horas, no museu do Traje do Algarve, em S. Brás de Alportel vai actuar o Coro Notas Soltas. No mesmo dia às 21:30 horas na Igreja da Misericórdia em Tavira vão estar em palco os coros: Ossónoba e o Coral Polifónico do Conservatório de Loja. À mesma hora em Faro na Igreja do Carmo, Ad Libitum e o Coral Polifónico P. José Mirabent.
O espectáculo do Teatro das Figuras em Faro vai realizar-se no dia 5 de Novembro e vai contar com a presença dos coros: Pequenos Cantores d'Ossónoba Ossónoba - Coro Juvenil Ossónoba - Coro de Câmara, Coral Ossónoba, Ad Libitum, Coral Poliphónica P. José Mirabent, Coral Poliphonica do Conservatório de Música de Loja, Coro Notas Soltas.
Futebol Regional
Quarteira-Farense (1-1 e 5-3 gp), Sambrazense-Armacenense (0-3), Boliqueime-Guia (0-1), Moncarapachense-Ginásio de Tavira (6-4), Monchiquense-Alvorense (2-3), Silves-Sambrazense B (8-0), Salir-Quarteirense (0-1), Castromarimense-Algarve United (2-2 e 1-3 gp), Culatrense-Campinense (1-1 e 7-6 gp), Ferreiras-Portimonense (0-1), Odeáxere-Ferreiras B (2-2 e 5-4 gp), Louletano-Aljezurense (4-0), 11 Esperanças-Salgados, (0-3) Serrano-Santaluziense (2-1) e Faro e Benfica-Esperança de Lagos (2-0)
02 novembro 2006
Contas na mão do povo
O projecto é inovador e pretende aproximar os cidadãos dos processos de planeamento e decisão na gestão pública.
A proposta de Orçamento, que já foi elaborada pelo executivo municipal, vai ser apresentada e posta à discussão da população.
António Eusébio, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, refere que se trata de "um instrumento de trabalho, que colocamos à disposição de todos os munícipes, para que, em conjunto, possamos fazer as melhores escolhas e encontrar as melhores soluções para o desenvolvimento do nosso concelho."
Os munícipes podem dar a sua opinião e fazer sugestões para melhoramento e rectificação do Orçamento de três maneiras diferentes.
Uma delas é através de sessões públicas, que vão decorrer em todo o concelho de 2 a 9 de Novembro, entre as 21h00 e as 23h00. As sessões têm previstos espaços com actividades para crianças, de forma a permitir aos pais participarem na discussão.
Outra forma de participar é através do preenchimento de um formulário que a Câmara disponibiliza nos serviços municipais e na Junta de Freguesia. O documento deve ser preenchido e entregue até dia 10 de Novembro na Secretaria da Câmara Municipal.
A 17 de Novembro vão ser apresentados os resultados da consulta pública, no Cine-Teatro São Brás, pelas 21h00.
Posteriormente o Orçamento vai ser votado em reunião de Câmara e depois na reunião da Assembleia Municipal. Após aprovação por parte deste órgão, o Orçamento Municipal entra em vigor a 1 de Janeiro de 2007.
O Orçamento Participativo de São Brás de Alportel faz parte do Projecto “São Brás Solidário”.
.
01 novembro 2006
Centro Medicina Física e Reabilitação
é inaugurada em Abril
A única unidade de medicina física e reabilitação localizada a Sul de Alcoitão (Lisboa), prevista para São Brás de Alportel, deve rá entrar em funcionamento em meados de Abril, anunciou hoje em comunicado o Grupo Português de Saúde.
A gestão do Centro de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR) do Sul foi adjudicada àquele grupo em Junho passado e previa-se que a estrutura, project ada desde 2002, entrasse em funcionamento em Novembro deste ano.
Em comunicado divulgado hoje, o Grupo Português de Saúde refere que o Tribunal de Contas já concedeu o visto ao Centro de Medicina, cuja construção deverá estar concluída num prazo de seis meses, representando um investimento que r ondou os 3,5 milhões de euros.
O CMFR do Sul vai evitar que os pacientes do Algarve e Alentejo a recup erar de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), a sua principal especialização, ou de traumatismos e lesões várias, se desloquem ao centro de reabilitação de Alco itão, junto a Lisboa.
Com uma lotação de internamento de 54 camas e uma média anual prevista de 3.200 consultas externas e 44.000 sessões de hospital de dia, a nova unidade, fruto de uma parceria público-privada, irá criar cerca de 116 postos de trabalh o.
O Grupo Português de Saúde é o segundo maior operador nacional privado de saúde, gerindo vários hospitais e mais de uma dezena de unidades ambulatórias e especializadas.
O grupo irá gerir o CMFR do Sul até 2013.
PJ detém idoso
A Polícia Judiciária (PJ) deteve idoso suspeito de ter provocado incêndio urbano na vila de São Brás de Alportel.
O suspeito, de 67 anos, foi detido com a colaboração da GNR de São Brás de Alportel, por suspeita de ter espalhado toalhas e outros tecidos pelas várias divisões de um apartamento, regando-os com gasolina e ateando-lhes fogo.
A PJ explica em comunicado que o incêndio terá sido motivado por vingança devido a desentendimentos pessoais e familiares.
O idoso ficou obrigado ao pagamento de uma caução e sujeito a Termo de Identidade e Residência.



