17 abril 2007

Vila Velha Restaurante

Inaugurado o Vila Velha Restaurante de Osvalde Silva

Foi inaugurado no passado dia 5 de Abril o Restaurante Vila Velha, da responsabilidade de Osvalde Silva, chefe cozinheiro sambrasense que aposta agora na sua terra natal .

O restaurante situado na parte velha da Vila na Rua Gago Coutinho é um espaço agradável bem decorado num edifício antigo e que pratica preços bem convidativos para a categoria do estabelecimento.

Com inúmeros convidados, amigos e familiares na festa de inauguração esta poderá uma aposta interessante de Osvalde Silva, cabendo agora aos potenciais clientes dizer da sua justiça na certeza de que a equipa do restaurante Vila Velha tudo fará para satisfazer os clientes.

Cozinha Internacional, Cozinha Portuguesa, e Menus de Degustação são a aposta podendo ainda o espaço ser reservado para Grupos, Aniversários, Baptizados e Casamentos, o espaço é agradável e fica aguardando a sua visita.

16 abril 2007

Sambrasense agraciado por D. Duarte Nuno

Dr. Miguel Reis Cunha agraciado com Medalha de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Advogado de profissão, Dr. Miguel Reis Cunha foi agraciado no passado dia 17 de Março pela Senhor D. Duarte Nuno e pela esposa, D.Isabel de Bragança com a medalha

de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. A condecoração foi entregue na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Lisboa e teve por motivo a participação daquele, na qualidade de membro da Comissão Executiva do Grupo Cívico “Algarve pela Vida”, na campanha do referendo pelo aborto do dia 11 de Fevereiro.

O agraciado, em declarações ao jornal "Noticias de S.Braz", referiu sentir-se muito lisonjeado, mas considera que a condecoração pertence, na realidade, a todos os homens e mulheres que, de forma desinteressada e ao longo de várias semanas, com muito sacrifício pessoal, familiar e profissional participaram activamente no Grupo Cívico“Algarve pela Vida”.

O mesmo aproveitou também a oportunidade para, no final da cerimónia, convidar o Senhor D. Duarte a visitar S.Brás de Alportel.”.

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Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa

Insígnia: placa irradiada sobre a qual estão apostas nove pequenas estrelas brancas, e , encimada por coroa real, estrela branca de nove pontas. Ao centro, medalhão redondo com as letras A e M entrelaçadas, em relevo, circundado por orla azul-ferrete com a legenda "PADROEIRA DO REINO". Fita e banda azul-claro, com orla branca.
Graus: cavaleiro, comendador e grã-cruz.

D. João VI, ao ser aclamado Soberano do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 6 de fevereiro de 1818, criou essa Ordem para perpetuar a data e homenagear Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Reino desde 1646. A sua regulamentação foi publicada em 10 de setembro de 1819. D. João tomou para si, e para os que sucedessem o trono, o título de Grão-Mestre, em igualdade de condições com as demais Ordens Militares. Esta Ordem, apesar do cunho religioso, era, também, militar.

Em reconhecimento e devoção à Padroeira do Reino, todas as pessoas da Família Real receberam a categoria de Grã-Cruzes efetivos. As grã-cruzes honorárias eram conferidas a pessoas que tivessem título de nobreza; as comendas, aos que tivessem filiação de fidalgo na Casa Real; e as insígnias de Cavaleiro, aos nobres e empregados que prestassem serviços ou merecessem a real contemplação do Rei. Quando de seu regresso a Portugal, D. João VI transferiu também os livros desta Ordem.


Meia Maratona Lisboa

Atletas de S.Brás de Alportel na Meia Maratona de Lisboa

Realizou-se no passado mês de Março mais uma Meia Maratona de Lisboa, prova que contou com alguns milhares de atletas, e que foi dominada pelos Africanos.Esta prova contou com a presença de alguns atletas de São Brás de Alportel, que em representação da Secção Desportiva dos Bombeiros Voluntários de S. Brás de Alportel não quiseram faltar a esta grande festa do Desporto.

13 abril 2007


Procura-se Pastor Alemão com 7 anos, desaparecido, de cor preto e creme, com cerca de 60/70 cm de altura. A Quem souber qualquer informação por favor contactar o 969082312 ou a GNR de São Brás de Alportel.

Trabalho a favor da Comunidade


Um protocolo ontem assinado entre o Instituto de Reinserção Social, câmaras municipais de Tavira, Aljezur, São Brás e Albufeira, bem como cinco juntas de freguesia e várias instituições da região, permitirá a substituição de penas de prisão por trabalhos a favor da comunidade.

O secretário de Estado da Justiça, Conde Rodrigues, que presidiu à cerimónia, no Parque Natural da Ria Formosa, anunciou que as penas de prisão até dois anos passarão a beneficiar deste sistema, substituindo o actual regime que apenas abrangia as penas até um ano.

“Quem comete um crime tem de ser castigado, mas a prisão não pode ser a única solução”, defendeu o governante, que salientou a possibilidade do cumprimento da pena neste regime, “como uma forma de compensar a comunidade do mal cometido”.

A Pena de Trabalho a Favor da Comunidade tem uma duração variável de 36 a 380 horas, podendo ser executada em dias úteis, sábados, domingos e feriados, tendo já sido aplicada a 8701 pessoas.

Em S. Brás de Alportel, a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, os Bombeiros Voluntários, a Associação In-loco e/ou a Sta. Casa de Misericórdia são algumas das entidades que poderão beneficiar de trabalho a favor da comunidade.

12 abril 2007

Homem deita fogo ao quarto

Deitou fogo ao quarto da casa onde vive com a mãe
Progenitora mudou-se com medo

António Luís de Sousa, solteiro, de 51 anos, residente no sítio do Farrobo, em São Brás de Alportel, com a mãe e o padrasto, provocou, na noite de segunda-feira, cerca das 21h00, um incêndio na própria casa. A pronta intervenção dos Bombeiros Voluntários locais evitou a destruição do edifício.

O homem, que admite ter problemas de alcoolismo, confessou ao CM que “quando misturo bebidas deixo de saber aquilo que faço”, garantindo não se lembrar de nada do sucedido.

A mãe, Evangelina Manuel, de 72 anos, não tem dúvidas de que o incêndio foi propositado. “Tivemos uma discussão e ele foi direito ao quarto, deu um pontapé na porta, pegou num isqueiro e deu fogo a uns papéis e a diversas roupas”, afirma a septuagenária, que ainda foi a tempo de “jogar uma manta para cima, o que acalmou o fogo até à chegada dos bombeiros”.

Evangelina Manuel e o actual marido, Avelino Faísca, ambos reformados, já não sabem a quem recorrer. “O meu filho não trabalha e passa os dias a beber, pelo que os remédios que toma não lhe fazem efeito”, queixa-se Evangelina Manuel, que pede ajuda “de alguma entidade que possa ajudar a tratar o meu filho”.

O casal desde o dia do incêndio, por precaução, tem dormido em casa de um familiar. “Temos medo, pois nunca se sabe o que a bebida o poderá levar a fazer” confessa.

Teve alta do Júlio de Matos


António Luís de Sousa, desempregado, beneficiário do rendimento mínimo, já esteve internado, há cerca de três anos, no Hospital Júlio de Matos, em Lisboa. Teve alta, devidamente medicamentado e deveria ir, regularmente, ao serviço de alcoologia daquela unidade de saúde o que nunca mais fez. O vício é mais forte que a vontade de reabilitação. “Só bebo dois ou três copos de aguardente, mas o problema é quando misturo bebidas brancas com vinho”, afirma.

António Eusébio, presidente da Câmara de São Brás de Alportel, disse ao CM que “ainda ninguém contactou a Câmara alertando para esta situação”, mas garantiu ir tomar providências e mandar os serviços sociais da edilidade averiguar as condições humanas deste caso.

Abriu em Abril


Centro de Medicina de Reabilitação do Sul
rende oito postos de trabalho para são-brasenses

«O Centro de Medicina e Reabilitação é um projecto estruturante para o concelho são-brasense e vai contribuir para a dinamização e desenvolvimento económico de São Brás, porque garantirá emprego a mais de 200 pessoas. Essas pessoas vão gerar e acarretar outra dinâmica.» Palavras de António Eusébio no dia 11 de Setembro 2003, durante a visita realizada por diversos membros da Concelhia do PS/S. Brás ao “Sanatório”, por forma a assinalar a sua rentrée política com uma jornada de trabalho dedicada às obras em construção neste concelho, assim rematadas: «Em Março ou Abril de 2004 estará pronta e, todo o próximo ano será para equipá-la, esperando que em 2005 já tenhamos doentes aqui».

Mais de 3 anos depois, mais precisamente durante o mês de Março começou a receber os funcionários que irão ocupar os 116 postos de trabalho criados, e no início de Abril de 2007, o Centro de Medicina e Reabilitação do Sul é finalmente inaugurado e começa a receber os primeiros doentes.

É agora tempo de se fazerem contas. António Eusébio apostava «trazer mais desenvolvimento económico e mais emprego ao concelho», no entanto ficou muito aquém da promessa feita. Se relativamente ao desenvolvimento económico que o Centro de Reabilitação poderá imprimir ao concelho continua a ser uma incógnita, já o mesmo não podemos dizer da criação de postos de trabalho para pessoas. Se por um lado foram criados 116 postos de trabalho por outro apenas 8 pessoas oriundas do concelho conseguiram emprego.

De realçar aqui é o facto da maioria dos trabalhadores do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul serem dos concelhos de Faro e Loulé, o que em termos de desenvolvimento económico pouco ou nada de relevante trazem ao concelho.

E dos 116 Postos de trabalho apenas 8 São-brasenses garantiram emprego, não se conseguiu sequer chegar à prometida na quota dos 10 por cento que António Eusébio queria preenchida por pessoal oriundo do concelho. Ficando-se apenas pelos 7%.... A montanha pariu um rato!...

11 abril 2007

Protecção Crianças e Jovens


Duas mil crianças em risco na Região Algarve

As dez comissões de protecção de crianças e jovens (CPCJ) existentes no distrito de Faro terminaram o ano de 2006 com um total de 1900 processos activos, geridos por cerca de uma centena de funcionários públicos em regime de destacamento e num dispositivo que carece de meios materiais e humanos para dar luta ao fenómeno crescente da negligência infantil e garantir maior eficácia ao acompanhamento das famílias sinalizadas.

“Andamos a trabalhar no fio da navalha, com muito volume de trabalho e poucos técnicos.” O desabafo da presidente da CPCJ de Albufeira, Ana Vidigal, é comum às restantes nove comissões da região. Em Dezembro do ano passado, as carências humanas foram diminuídas com reforços de técnicos (Segurança Social) e professores (Direcção Regional da Educação) às comissões com mais de 150 processos. “Já nos deu alguma segurança, até porque os serviços de origem têm mais cuidado no perfil das pessoas que indicam”, diz Sílvia Lourenço, da CPCJ de Olhão.

Não chega. “Precisamos de mais técnicos”, clama Manuel Viegas, da CPCJ de Loulé, e o ideal era que “houvesse mais técnicos efectivos”, acrescenta uma fonte da CPCJ de Tavira. Os técnicos integrados nas comissões restritas das CPCJ – aquelas que verdadeiramente gerem os casos sinalizados – não funcionam a tempo inteiro. E, como sublinha Patrícia Rodrigues, da CPCJ de Vila Real de Santo António, “apesar de a legislação dizer que o trabalho na comissão tem prioridade, muitas vezes não é possível”. É por issoque Ana Figueiredo, presidente da CPCJ de Portimão, propõe: “A orgânica das comissões devia ser profissionalizada.”

Com as sinalizações a subir – em Silves aumentaram 100% de 2005 para 2006 e só em Faro já foram abertos 67 casos este ano – as comissões perdem terreno no acompanhamento eficaz das famílias. Muitas nem viatura própria têm para visitas domiciliárias. Às vezes andam à boleia da polícia ou em carros de serviço de vereadores. Quase sempre dependem da boa vontade dos serviços camarários, mas nunca deixam um alerta sem resposta.

Refúgio Aboim Ascenção Lidera Acolhimento

O trabalho com famílias problemáticas, a chamada educação parental, nem sempre tem sucesso. Quando o risco evolui para uma situação de perigo, ou quando é assim sinalizado, um tribunal pode decidir que a criança seja retirada à família e colocada num centro de acolhimento temporário de emergência. Existem quatro na região – Gente Pequena (VRSA), Refúgio Aboim Ascenção (Faro), Casa da Criança (Loulé) e Catraia (Portimão) – para um total de cerca de 130 vagas. O acolhimento de emergência deveria ter uma duração máxima de seis meses – com consequente regresso à família ou entrada no processo de adopção (que no Algarve se resolve em 18 a 22 meses) – mas “há crianças internadas há anos”, refere Luís Villas-Boas, indicando que há centros que funcionam como “depósitos de crianças”. Villas-Boas dirige o Refúgio Aboim Ascenção, primeiro centro de acolhimento no País e instituição que serviu de modelo – “mal copiado” – para os muitos centros criados a partir do final dos anos 90. É o berço da emergência infantil e teve em 2006 um índice de reencaminhamento de 83,9%. No início do mês tinha ocupadas 87 das 95 vagas para acolhimento de emergência até aos cinco anos de idade.

Portimão tem mais casos

Sempre lembradas em situações limite – desfechos trágicos – as CPCJ fazem um trabalho constante de acompanhamento familiar através de acordos de promoção e protecção celebrados com progenitores de crianças sinalizadas. As escolas são o principal agente sinalizador e talvez isso justifique os 279 processos activos em Portimão, concelho com uma das melhores redes escolares da região. Loulé tinha 280 casos, mas mais 15 mil residentes. Seguem-se Faro (276), Albufeira (250), Lagos (213), Olhão (161), Tavira (151), Lagoa (146), Silves (119) e VRSA (21).

S. Brás de Alportel sem Comissão de Protecção

Numa região onde a negligência é a problemática dominante e a faixa etária dos seis aos dez anos a mais afectada, existem ainda 6 concelhos que não tem uma Comissão de Protecção a Crianças e Jovens. Aljezur (deverá ter uma CPCJ até final do ano), Castro Marim, S. Brás de Alportel, Vila do Bispo e Monchique.

Projecto recupera tradições perdidas

Aldeias em Flor 2007

Com um investimento total de 50 mil euros, onze aldeias da região participam no projecto “Aldeias em Flor 2007”, numa iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, no âmbito do Plano Estratégico de Revitalização das Zonas de Baixa Densidade.

As aldeias começaram a ser decoradas no passado dia 21 de Março e a iniciativa termina só a 1 de Julho, sendo que cada aldeia promove ainda uma festividade tradicional, e os restaurantes confeccionam os petiscos típicos de cada localidade.

Depois da Festa do Folar, que decorreu nos dias 7 e 8 de Abril em Barão de São Miguel, Lagos, a próxima das 11 “Aldeias em Flor” a comemorar a festa tradicional vai ser Bordeira, em Aljezur, dia 22, com o Passeio Pedestre da Primavera. Mas as flores já podem ser apreciadas em muitas janelas e passeios por esse Algarve afora.

“O objectivo”, explica a vice-presidente da CCDR Algarve, Catarina Cruz, “é elevar a auto estima das populações, revitalizar iniciativas esquecidas, promover o turismo rural e dinamizar as economias locais, nomeadamente a restauração, onde se encontra a verdadeira comida tradicional”.

Ao longo dos últimos quatro anos a CCDR tem realizado outros projectos do género, como os “Presépios das Aldeias do Algarve”, que começou por abranger apenas as 11 aldeias que fazem parte do Plano de Revitalização, mas que no ano passado já contou com 24 aldeias. Depois houve um projecto ligado à gastronomia, e agora é a vez das “Aldeias em Flor”.


In Loco dinamiza no terreno

No terreno, incumbida de dinamizar a acção, está a Associação In Loco, que ganhou o concurso público promovido pela CCDR para o efeito. “O nosso papel é fazer a dinamização de todo o processo. E como nunca tinha sido feito, tivemos de desenha-lo do início. A CCDR avançou com ideias bastante gerais, e coube-nos a nós desbravar caminho, definir formas, lógicas e sistemas de organização, o que nos deu margem criativa, sendo que começámos por mudar a designação. A CCDR apresentou o título de «As Aldeias Mais Floridas», mas era um pouco palavroso e, fazendo uma analogia às «Amendoeiras em Flor», sugerimos o título: «Aldeias em Flor»”, conta Artur Filipe Gregório, da In Loco, ao Região Sul.

“O nosso objectivo é realizar uma acção de dinamização do mundo rural, investindo na animação da comunidade. Nalguns sítios conseguimos mais do que noutros. Mas a lógica ficou lançada. E os nossos interlocutores, quer sejam as juntas de freguesia, quer sejam as associações e colectividades locais, abraçaram bem a ideia e acho que estão a assumir exemplarmente as iniciativas. Nós esperamos que a ideia não se esgote aqui mas sim seja uma forma de reviver e recuperar a tradição de decorar ruas, casas e fachadas com flores, na Primavera, o que mostra, acima de tudo, o amor que as populações têm à terra e à comunidade”, reforça o responsável.

Mais de 1500 euros para cada aldeia

São as pessoas que colocam as flores e decoram as ruas, mas a expensas da In Loco, através da CCDR. À partida cada aldeia teria até 1500 euros para despesas com flores e vasos. Porém a In Loco, diz Artur Gregório, “conseguiu esticar um pouco mais” com “acordos de descontos com algumas empresas da região”. Ao todo rondam as três centenas de flores e plantas adquiridas e expostas em cada uma das 11 aldeias. Contudo o mesmo responsável sublinha que é “uma iniciativa que precisa de mais tempo para ter resultados”. “Muitas das plantas só para o ano é que estarão no seu máximo esplendor”.

Querença, Loulé, uma das 11 aldeias, está a ser alvo de outra iniciativa que é a Valorização do Património e que coincidiu com a data das “Aldeias em Flor”, sendo que o centro está completamente em obras, o que tem feito atrasar o processo, pelo que iniciativa não irá decorrer no centro principal da aldeia, mas sim nos núcleos habitacionais em redor. Já em Bordeira, a aldeia prevista era Carrapateira, mas por via do mesmo motivo, a acção teve de ser deslocada para a sede de freguesia.

Projecto deve ter continuidade

Como referiu Artur Filipe Gregório, o projecto só faz sentido se tiver continuidade, mas em termos financeiros, por parte da CCDR, não está certo de que venha a repetir-se, apesar do próximo QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional, também conter medidas previstas para zonas de baixa densidade.

“Ainda está em estudo se se vai repetir ou não, porque este Quadro Comunitário de Apoio está a terminar. O novo Quadro de Referencia Estratégica Nacional (QREN) também tem medidas previstas para zonas de baixa densidade, mas o montante é menor e teremos de ser mais selectivos nos projectos. De qualquer forma vai depender, primeiro que tudo, do balanço que será feito pela CCDR, que vai estudar o impacto, tentando perceber se as pessoas agarraram ou não a ideia, se valeu ou não a pena”, esclarece a vice-presidente, Catarina Cruz, que ainda assim remata: “Mas em princípio valerá sempre a pena, quanto mais não seja porque promove mais uma festividade local. Pode é não alcançar os objectivos no seu todo. Mas será sempre positivo”.

As onze aldeias

As aldeias são Bordeira, Aljezur; Alportel, São Brás de Alportel; Estoi, Faro; Barão de São João, Lagos; Alferce, Monchique; São Marcos da Serra, Silves; Querença, Loulé; Cachopo, Tavira; Vaqueiros, Alcoutim; Odeleite, Castro Marim; e Cacela Velha, Vila Real de Santo António.

10 abril 2007

Doentes sem apoio no domicílio

O Serviço de Apoio ao Domicilio do Centro de Saúde de São Brás de Alportel sem capacidade para responder às solicitações da população.

A funcionar há mais de 5 anos, o Serviço de Apoio ao Domicilio serve os utentes do Centro de Saúde de São Brás de Alportel que necessitam de tratamentos de enfermagem e que por motivo da sua doença não se conseguem deslocar ao Centro de Saúde.

Até ao inicio deste ano este serviço funcionava com uma equipa de profissionais de saúde, (enfermeiro e auxiliar) asseguravam 3 vezes por semana o atendimento em enfermagem a cerca de 15 utentes, deslocando-se até as suas residências onde eram efectuados tratamentos de enfermagem, evitando assim que os utentes (muitos deles acamados) tivessem que se deslocar ao Centro de Saúde.

Neste momento, segundo informação junto do CS, a equipa está com uma lista de cerca de 50 utentes. Apesar de o serviço ter recorrido à Unidade Móvel para assegurar deslocações ao domicilio dos doentes todos os dias úteis da semana, o Centro de Saúde continua a debater-se com o problema da escassez de meios e recursos humanos para dar cobertura a todas as solicitações (justificadas) para apoio no domicílio.

Devido à limitações em pessoal o Centro de Saúde terá inclusive começado a recusar receber mais pedidos de apoio domiciliário, com a justificação que é impossível dar cobertura a todos os pedidos com a qualidade que é exigida num serviço desta natureza.

Esta situação só tem tendência a agravar em virtude da reestruturação que tem sido levada a cabo no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente no que às Unidades de Internamento se refere (agora, além dos utentes se verem internados em Unidades longe das suas residências também têm que pagar pelo internamento). Os utentes ao recusarem irem para unidades de internamento dispersas pelo Algarve, acabam “despejadas” no domicilio ainda com necessidade de receber tratamentos de enfermagem e com indicação para o fazerem nos centros de saúde da sua área de residência.

Politica
para a Saúde do Concelho.

Segundo conseguimos apurar o problema está na falta de meios (transporte e pessoal). Para tentar resolver esta situação, a Direcção do Centro de Saúde de São Brás de Alportel, terá solicitado à Câmara Municipal que a Unidade Móvel de Saúde passe a integrar o Serviço de Apoio Domiciliário. A Câmara Municipal terá acedido temporariamente ao pedido do Centro de Saúde, disponibilizando a Unidade Móvel para o Apoio ao Domicilio dois dias por semana, elevando para 5 os dias para assistência ao domicilio destes utentes.

No entanto, uma equipa de profissionais a trabalhar 5 dias por semana, não conseguem dar assistência a 50 utentes que necessitam na sua maioria de tratamentos diariamente ou de dois em dois dias. «é humanamente impossível, se pensarmos nas dimensões do concelho e no tempo que demoram as deslocações até à residência do doente».

Para o Centro de Saúde é fundamental a criação de uma segunda equipa de profissionais para o Apoio ao Domicilio, para isso além da contratação de pessoal o CS teria que arranjar viaturas para as deslocações. Neste sentido o Centro de Saúde terá abordado a Câmara Municipal para obter colaboração (uma viatura e motorista). Colaboração essa, que foi recusada por falta de disponibilidade (leia-se dinheiro).

Além da recusa de colaboração aquisição de uma viatura e disponibilização de um motorista, a Câmara Municipal terá também feito questão em demonstrar a sua insatisfação quanto à utilização da Unidade Móvel no Apoio Domiciliário. Alegando que se está a perder um serviço público (?).

Considerado por todos (profissionais da saúde) de utilidade dúbia, a Unidade Móvel nos termos em que a sua actividade tem sido efectuada, continua sem servir nem a Educação para a Saúde nem Prevenção à Doença. A ARS do Algarve terá inclusive proposto uma renegociação do protocolo com a edilidade são-brasense no sentido de atribuir ao Centro de Saúde a responsabilidade pelo serviço da Unidade Móvel, retirando-o da alçada da Câmara Municipal. A Câmara terá recusado tal possibilidade.

Esta recusa vem dar mais ênfase à utilidade politica que este executivo vê na Unidade Móvel.

ARS do Algarve promete resolver problema

Perante a realidade de o Centro de Saúde já não conseguir dar assistência a todos os pedidos de apoio ao domicílio, a recusa da Câmara em prestar apoio e os sucessivos pedidos da Direcção do Centro de Saúde, a ARS do Algarve já terá assegurado a contratação de profissionais (enfermeiros) para o Centro de Saúde de São Brás de Alportel constituir uma segunda equipa para o Apoio Domiciliário.

Quanto à questão dos transportes a ARS do Algarve pretende adquirir/arranjar uma viatura para o Centro de Saúde, no entanto qualquer aquisição de viaturas no estado é um processo longo, podendo demorar na melhor das hipóteses três meses e na pior, alguns anos…

Resta aos utentes/doentes do concelho esperarem…

09 abril 2007

Operação Páscoa

Sete feridos graves no terceiro dia da operação


Um ferido grave resultante de uma colisão em São Romão (São Brás de Alportel) integra esta triste contabilidade.

No total, seis acidentes de viação provocaram, sete feridos graves nas estradas portuguesas, no terceiro dia da Operação Páscoa, mais três feridos graves do que em igual período de 2006, disse à Lusa fonte da Brigada de Trânsito da GNR.

Segundo fonte oficial da Brigada de Trânsito (BT), desde que começou a "Operação Páscoa 2007", quinta-feira, 19 pessoas sofreram ferimentos graves, sete das quais hoje, e cinco morreram.

"Registam-se mais quatro mortos que em igual período do ano passado e mais três feridos graves", acrescentou a mesma fonte.

Os feridos graves resultaram de um despiste em São Teotónio, (Beja), um outro despiste em Campeã, (Vila Real de Trás-os-Montes), e colisões em Vale Grou, (Aveiro), São Romão (S. Brás de Alportel), Perafita (Vila Real de Trás-os-Montes) e Cruzeiro (Viana do Castelo), a última com dois feridos graves.

Na "Operação Páscoa 2007", que começou às 00h00 de quinta-feira e terminou às 24h00 de domingo, a GNR intensificou a fiscalização rodoviária com mais 2.100 homens por dia, distribuídos por 1.050 patrulhas diárias, além do dispositivo normal.

A operação envolveu militares das Brigadas de Trânsito e Territoriais, contando também com o apoio dos Regimentos de Infantaria e de Cavalaria da GNR.

A fiscalização foi orientada para as vias consideradas mais críticas, sendo exercida maior vigilância nos períodos de trânsito mais intenso nesta época festiva: quinta-feira das 12h00 às 24h00, sexta-feira das 08h00 às 12h00 e domingo das 12h00 às 24h00.

Festa da primavera (domingo de páscoa)


As pessoas acumulam-se ao longo do percurso. A vila encheu-se de automóveis, estacionados por todo o lado, que não param de derramar gente pelas ruas. Quem chega, percorre primeiro as ruas atapetadas de flores, vai pingando conversa com os conhecidos, eventualmente toma uma bica e, depois, escolhe um lugar para ficar à espera da procissão. Os homens - pais, filhos, avôs, netos, irmãos, amigos- separam-se das esposas, das mães, das avós, das netas, das amigas, das irmãs e encaminham-se para a igreja, de tocha (ramo mais ou menos escultural, de flores mais ou menos silvestres) na mão.

Os homens desfilam, em «roupa de Domingo», muitos com óculos escuros, todos com ar solidamente «macho», empunhando as «tochas». No caos dos gritos, conseguem ordenar a participação de cada grupo sem se sobreporem - confesso que me fascina esta capacidade de improvisada organização. Um grita, com voz potente, «Ressuscitou como disse», ao que os desse grupo respondem, com voz igualmente máscula e em uníssono «Aleluia! Aleluia! Aleluia!». E enquanto dizem o refrão, param, viram-se para o centro da estrada e erguem 3 vezes a «tocha».

Ao cortejo masculino laico, segue-se o dos membros da igreja, estes já ladeados por mulheres... A fechar, a banda, claro. E mais mulheres, que se vão juntando ao cortejo, depois de ver passar as «tochas». Lembro-me que, quando criança, o que preferia era a música; adorava «marchar» ao compasso da fanfarra, com passos estudadamente largos, imaginavelmente solenes...

As pessoas penduram as colchas nos balcões das janelas e os balões vendem-se bem. Passei por uma mãe que explicava, com voz à beira de um ataque de nervos mas a usar as últimas gotas de benta paciência: «Não, filha, nós não vamos ver os balões, vamos ver a procissão, que é muito bonita.»

Nos cafés, entram homens «vestidos a preceito», com as suas tochas.

A procissão passa sobre as flores, deixando no ar uma sinfonia de perfumes «Ó mãe, cheira a flores!». Depois, é a alegria das crianças, aos pontapés aos despojos florais, a jogar à macaca sobre os restos dos quadrados coloridos, a jogar pétalas ao ar...

Milhares de flores alegram procissão

Tochas saem à rua em dia de Páscoa

A chuva que caiu ontem à tarde, acompanhada de trovoada, não desmobilizou os cerca de 60 voluntários são-brasenses empenhados nos últimos preparativos da Festa das Tochas Floridas. Para a cerimónia, que se realiza hoje de manhã, foram colhidas milhares de flores campestres, que irão cobrir as ruas da vila por onde passará a procissão.

“A chuva não impede que se trabalhe. Mesmo que continue a chover vamos colocar as flores na rua. Acredito que à hora da procissão vai fazer sol. Será a recompensa por estes dias de trabalho”, acredita Helena Belchior, que há cerca de 20 anos colabora na organização de um dos maiores cartazes turísticos de S. Brás de Alportel.

Ontem ainda se seleccionavam as cerca de duas toneladas de flores que irão “maravilhar” os milhares de visitantes. “Desde segunda-feira que apanhamos flores no campo: rosmaninhos, malmequeres, funcho, alecrim e hera”, revela Maria Martins, que há dez anos ajuda a separar flores para as molduras coloridas que embelezam as ruas.

Muitos dos participantes dormiram poucas horas nas últimas noites. Como Filipe Sádio, 18 anos, que irá decorar a Rua de Tavira, uma das artérias por onde passa a procissão. “Vamos dormir até às 04h00 e a partir dessa hora começamos a colocar as flores para conseguirmos ter tudo feito pela manhã”, revela o estudante, para acrescentar: “Esta festa é um símbolo da minha terra, espero que nunca acabe.”

Aguardente no Cortejo

A Procissão de Aleluia que hoje percorre as ruas de S. Brás de Alportel a partir das 11h30 (uma hora antes é celebrada missa na Igreja Matriz), é marcada pela ornamentação das artérias com milhares de flores. Os homens da terra, que integram a procissão encabeçada por jovens, transportam as tochas, também elas feitas de flores campestres.

Envergando opas brancas, gritam em coro “Ressuscitou como disse, Aleluia!” É a manifestação popular de fé em Cristo ressuscitado. Para aclarar a garganta, manda a tradição que vão bebendo aguardente ou uísque e passando a garrafa uns pelos outros. “Ficam mais ‘quentes’. Dá-lhes alegria e força para cantar”, admite Helena Belchior.

Ana Isabel Coelho
In: Correio da Manhã 08/04/2007

08 abril 2007

Procissão de Aleluia

A Páscoa celebrada com tradição


O Domingo de Páscoa é por excelência o dia de celebração em São Brás de Alportel. Nesse dia tem lugar tanto a Sul como a Norte a festa da Ressurreição. Mas se a Norte dita o compasso, no Sul anda-se a passo de procissão.

A Procissão de Aleluia, ou das Tochas como recentemente alguns insistem em apelidar, é a mais antiga em São Brás de Alportel, vigararia de Loulé, no Algarve, que foi a maior freguesia rural do país no princípio do século XX, facto que ditou mais tarde a sua religiosidade e a manutenção da tradicional procissão. Contava então com cerca de 13 mil habitantes. Foi também o grande centro católico do Algarve.

No séc. XIX, “praticamente todas as aldeias organizavam esta procissão da Ressurreição”, onde as pessoas levavam nas mãos uma vela que na linguagem antiga “era designada por tocha”, conta o pároco José da Cunha Duarte.

Também conhecida como a Procissão das três Marias (em alusão às mulheres que se deslocaram ao túmulo de Jesus na manhã da Ressurreição), as confrarias, responsáveis pela organização, eram então obrigadas a levar uma tocha acesa ou luminária e as opas vestidas. Posteriormente, a falta de cera levou ao aparecimento de paus pintados e ornamentados com flores, no cimo do qual se colocava uma pequena vela. Mais tarde, com o desaparecimento das confrarias, permanecem na procissão os paus enfeitados, as lanternas e as velas acesas ao lado do pálio e as opas, que ainda hoje são trajadas pelos homens que transportam o pálio.

Ao longo da procissão, cantavam-se hinos, responsos e o Aleluia, em honra da Ressurreição do Senhor. Antigamente havia também um ou dois coros a cantar e o povo respondia, mas com o passar do tempo, a falta de clero e de cantores, levou a que o canto ficasse na boca do povo.

Com a implantação da República esta situação que era comum em todas as paróquias alterou-se, pois as manifestações públicas foram proibidas. A tradição das procissões esmoreceu. A título de exemplo, o padre José da Cunha Duarte, relembra que em Lagos a primeira procissão apenas voltou em 1941.

Com a República “praticamente todas a confrarias foram extintas”, os homens já não queriam participar nestas manifestações, tornando-se “tudo mais laico”.

Com a ida do Padre José da Cunha Duarte para a paróquia, em 1981, esta tradição nunca mais cessou. “O Bispo de então pediu-me para restaurar a tradição” e todos os anos se organiza a Procissão da Aleluia “em todo o seu esplendor”, garante o pároco.

A festa religiosa, que leva mais de seis mil devotos a São Brás de Alportel, tem início pela manhã de Domingo, com a celebração da Eucaristia na Igreja Matriz, local de onde parte a Procissão do Aleluia, uma hora depois.

De acordo com a tradição, as tochas são levadas apenas por homens, vestidos a rigor, cabendo-lhes a tarefa de abrir o caminho entre o mar de gente, as varandas engalanadas e as colchas estendidas nas janelas.

Antigamente o aparato nas ruas era maior. As casas mais humildes apareciam enfeitadas com grinaldas de flores, enquanto que as famílias com mais posses mandavam erguer grandes arcos de verdura, flores e fitas coloridas. A procissão saía após as laudes, com os sinos a repicarem e o coro cantava “O Senhor ressuscitou no sepulcro. Aleluia, aleluia, aleluia!” Quando a procissão retornava à igreja, para nova celebração da missa, os homens retiram as flores das tochas e espalham pelo chão onde o andor vai passar, “acto que já não se realiza”.

Ao longo da procissão formam-se grupos de amigos que pelo caminho vão cantando “Aleluia, aleluia!”, num percurso que se estende, “porque embora seja pequeno as pessoas vão parando à medida que se canta, por isso tem de haver sempre quem vá na frente a puxar o cortejo”, conta o pároco. Com a tradição restaurada tem-se ganho também “em respeito”. Todos colaboram e os homens vão todos à frente, as mulheres seguem a trás, todos a cantar na procissão”, conta o Pe. José da Cunha Duarte. Com o objectivo de valorizar este acto público, juntaram durante o percurso crianças, que vão encenando quadros bíblicos.

O tapete de flores que se estende “por quase dois quilómetros” dá um cariz particular a esta tradição. Para construir esta obra de arte, são precisas 3 toneladas de flores, num trabalho que resulta de um centena de voluntários. Com uma semana de antecedência se começam a preparar as flores. Pede-se às estufas que colaborem, “misturamos as cores com a verdura”, conta o pároco e lançam-se ao trabalho na Sexta e no Sábado. “Às cinco da manhã distribuem-se as flores e as verduras para se montar pelas ruas o tapete de flores para de manhã estar tudo preparado”. Tem havido, nos últimos anos, uma preocupação de ressurgir a tradição, que manda atapetar as ruas com alecrim, rosmaninho, alfazema e flores silvestres.

Festa das Tochas Floridas

A festa prolonga-se pela tarde e noite dentro, seguindo-se um cariz mais profano das celebrações, com a atribuição de prémios aos vencedores das tochas floridas. “Com isto pretendemos valorizar as tochas, o empenho das pessoas e premiar a criatividade para que nos próximos anos estas iniciativas continuem”, explica o pároco.

Para que a festa não se limite à parte religiosa e porque em São Brás de Alportel se vive a festa da Páscoa como a festa do concelho e da família, “todos os são-brasenses, mesmos os que vivem fora, regressam por estes dias à terra para festejar esta data em família”. Assim de tarde, depois do almoço, todos se juntam para ouvir artistas, ranchos folclóricos, “numa grande festa cultural”.

A par da música, os doces regionais como o folar e as amêndoas tenras são habituais. O grande dia de toda a celebração da Semana Santa é de facto “o dia de Domingo, quando todas as famílias se reúnem e se concentram”, finaliza o pároco.

Festa das Tochas Floridas


A Associação Cultural Sambrasense e a Paróquia com o patrocínio da Câmara Municipal empenhados em dar maior protagonismo à PROCISSÃO DA ALELUIA, única em todo o país, organizam já há alguns anos a FESTA DAS TOCHAS FLORIDAS.

A par da tradicional PROCISSÃO DA ALELUIA a organização da FESTA DAS TOCHAS FLORIDAS leva a cabo a realização de um conjunto de concursos que visam promover a participação popular, na defesa das tradições culturais: o concurso de Jogos Florais, de Tochas Floridas e de Varandas.

A FESTA DAS TOCHAS FLORIDAS brinda o visitante com as deliciosas “amêndoas tenras” de São Brás, de fabrico artesanal, os saborosos doces típicos e a rica gastronomia típica da Serra do Caldeirão, e convida a um passeio pelo Algarve genuíno, onde o passado e o presente convivem lado a lado e onde se respira ainda o bom ar da serra. Podem provar-se todas estas iguarias no Encontro de Sabores, no Largo de S. Sebastião, a partir das 10h00.

Durante a tarde, no Adro da Igreja Matriz, a organização proporciona aos visitantes uma tarde cultural, com a participação de vários grupos musicais, sendo a música portuguesa o ingrediente principal. E enquanto se escutam os sons, podem também apreciar-se os sabores dos doces regionais e dos petiscos típicos, no espaço de mostra e venda da gastronomia e doçaria regional. A provar: os saborosos folares, doce típico desta quadra e as amêndoas tenras de São Brás, feitas artesanalmente, em tachos de cobre.


FESTA DAS TOCHAS FLORIDAS
Programa:

09.30h - Abertura das ruas, para apreciação do tapete de flores

10.00h - Abertura do Encontro de Sabores – Largo de S. Sebastião
(espaço de mostra e venda de doçaria regional)

10.30h – Eucaristia – Igreja Matriz

11.30h – PROCISSÃO DA ALELUIA

13.00h – Eucaristia – Igreja Matriz

15.30h – Tarde Cultural “Sons e Sabores”– Adro da Igreja Matriz
Animação Musical, com:
Grupo de Música Tradicional “Os Malteses”
Grupo de Danças de Salão LUEL – Arte e, Movimento (Albufeira)
Nucha

Para mais informações, deverá contactar:
Associação Cultural Sambrasense - Rua da Calçadinha, n.º 6, Apartado 192
8150 –126 São Brás de Alportel / Tel. 289 845 665

Câmara Municipal de São Brás de Alportel
Rua Gago Coutinho, 1, 8150-151 S. Brás de Alportel
Tel. 289 840 000 /03, fax. 289 842 455 / E-Mail. gidi@cm-sbras.pt

Noite de Fados

“Silêncio, que se vai cantar o fado”

Domingo, dia 8 de Abril às 21:30 no Cine-Teatro S. Brás.
Com a participação dos fadistas amadores:

Dilar Rosa; Vítor Alves; Patrícia Serra; Virgílio Martins e Ana Guerreiro.

Na guitarra, Carlos Oliveira e à viola Carlos Plácido.

Uma organização do Grupo de Fadistas Amadores

06 abril 2007

Segundo, Terceiro ou Quarto?...

2.º Transcaldeirão realizou-se esta sexta feira (06/04/2007)


… segundo transcaldeirão ?.... Opsss!.... A Câmara Municipal e os Organizadores perderam a conta?... Segundo os registos disponíveis na Autarquia esta é a 3.ª (terceira) prova do género no Concelho!...

Para a malta que já não sabe contar?... vamos recapitular:

Realizou-se em 29/30 de Maio de 2004 a 1.ª Transcaldeirão em BTT, prova a contar para Troféu Meridional de Maratonas, organizada pelo Núcleo BTT da Associação Jovem Sambrasense.

Em 2005 não encontramos registo da realização deste evento. (o que não quer dizer que não tenha havido!)

Em 10/11 de Junho de 2006 integrado no evento Primavera Jovem, houve o II Transcaldeirão em BTT, organizado pelo Bike Clube de São Brás.

Este ano 2007, voltou a 2.ª edição do Transcaldeirão em BTT novamente organizado pelo Bike Clube de São Brás.

Perante isto, resta-nos perguntar:

Afinal para que serve o Observatório do Desporto e da Cultura?....

É assim que se defende uma gestão criteriosa na organização e promoção de eventos desportivos?...

Não nos parece!

03 abril 2007

Histórias da História, in: VilAdentro n.98

S. Brás Solidário

O "Projecto S. Brás Solidário" está a chegar ao fim, ou melhor, vai agora começar.

Realizaram-se encontros para fumentar o espirito solidário. As associações concelhias foram convidadas a trabalhar de mãos dadas, o que é muito dificil na vida prática. O Jornal "S. Brás Solidário" deu a conhecer o projecto e deu noticias das actividades desenvolvidas.

Nos dias 24 e 25 de Fevereiro realizou-se a "Feira da Solidariedade". O pavilhão dos Bombeiros Voluntários acolheu as associações do Concelho e de solidariedade, que mostraram a sua actividade. Foi um ponto de encontro para o auto conhecimento. A solidariedade ficou demonstrada na grande quantidade de géneros alimenticios partilhados pela população. (Todos os anos se realiza e a população adere com generosidade). A animação cultural foi abundante. Muito trabalho e empenho.

Agora que o projecto vai terminar, o que se vai fazer? Quem agarra a ideia? Há muitos caminhos não andados que é preciso percorrer. A solidariedade tem que passar por uma atitude libertadora do nosso egocentrismo. Na prática todos conjugamos bem os verbos na primeira pessoa. Tudo o que se fez poderá ser uma mão cheia de nada se... o coração não for solidário. Esta feira deverá continuar, mas com outro projecto, com outra estrutura dinâmica, a exemplos de outras feiras afins.