12 abril 2007

Homem deita fogo ao quarto

Deitou fogo ao quarto da casa onde vive com a mãe
Progenitora mudou-se com medo

António Luís de Sousa, solteiro, de 51 anos, residente no sítio do Farrobo, em São Brás de Alportel, com a mãe e o padrasto, provocou, na noite de segunda-feira, cerca das 21h00, um incêndio na própria casa. A pronta intervenção dos Bombeiros Voluntários locais evitou a destruição do edifício.

O homem, que admite ter problemas de alcoolismo, confessou ao CM que “quando misturo bebidas deixo de saber aquilo que faço”, garantindo não se lembrar de nada do sucedido.

A mãe, Evangelina Manuel, de 72 anos, não tem dúvidas de que o incêndio foi propositado. “Tivemos uma discussão e ele foi direito ao quarto, deu um pontapé na porta, pegou num isqueiro e deu fogo a uns papéis e a diversas roupas”, afirma a septuagenária, que ainda foi a tempo de “jogar uma manta para cima, o que acalmou o fogo até à chegada dos bombeiros”.

Evangelina Manuel e o actual marido, Avelino Faísca, ambos reformados, já não sabem a quem recorrer. “O meu filho não trabalha e passa os dias a beber, pelo que os remédios que toma não lhe fazem efeito”, queixa-se Evangelina Manuel, que pede ajuda “de alguma entidade que possa ajudar a tratar o meu filho”.

O casal desde o dia do incêndio, por precaução, tem dormido em casa de um familiar. “Temos medo, pois nunca se sabe o que a bebida o poderá levar a fazer” confessa.

Teve alta do Júlio de Matos


António Luís de Sousa, desempregado, beneficiário do rendimento mínimo, já esteve internado, há cerca de três anos, no Hospital Júlio de Matos, em Lisboa. Teve alta, devidamente medicamentado e deveria ir, regularmente, ao serviço de alcoologia daquela unidade de saúde o que nunca mais fez. O vício é mais forte que a vontade de reabilitação. “Só bebo dois ou três copos de aguardente, mas o problema é quando misturo bebidas brancas com vinho”, afirma.

António Eusébio, presidente da Câmara de São Brás de Alportel, disse ao CM que “ainda ninguém contactou a Câmara alertando para esta situação”, mas garantiu ir tomar providências e mandar os serviços sociais da edilidade averiguar as condições humanas deste caso.

Abriu em Abril


Centro de Medicina de Reabilitação do Sul
rende oito postos de trabalho para são-brasenses

«O Centro de Medicina e Reabilitação é um projecto estruturante para o concelho são-brasense e vai contribuir para a dinamização e desenvolvimento económico de São Brás, porque garantirá emprego a mais de 200 pessoas. Essas pessoas vão gerar e acarretar outra dinâmica.» Palavras de António Eusébio no dia 11 de Setembro 2003, durante a visita realizada por diversos membros da Concelhia do PS/S. Brás ao “Sanatório”, por forma a assinalar a sua rentrée política com uma jornada de trabalho dedicada às obras em construção neste concelho, assim rematadas: «Em Março ou Abril de 2004 estará pronta e, todo o próximo ano será para equipá-la, esperando que em 2005 já tenhamos doentes aqui».

Mais de 3 anos depois, mais precisamente durante o mês de Março começou a receber os funcionários que irão ocupar os 116 postos de trabalho criados, e no início de Abril de 2007, o Centro de Medicina e Reabilitação do Sul é finalmente inaugurado e começa a receber os primeiros doentes.

É agora tempo de se fazerem contas. António Eusébio apostava «trazer mais desenvolvimento económico e mais emprego ao concelho», no entanto ficou muito aquém da promessa feita. Se relativamente ao desenvolvimento económico que o Centro de Reabilitação poderá imprimir ao concelho continua a ser uma incógnita, já o mesmo não podemos dizer da criação de postos de trabalho para pessoas. Se por um lado foram criados 116 postos de trabalho por outro apenas 8 pessoas oriundas do concelho conseguiram emprego.

De realçar aqui é o facto da maioria dos trabalhadores do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul serem dos concelhos de Faro e Loulé, o que em termos de desenvolvimento económico pouco ou nada de relevante trazem ao concelho.

E dos 116 Postos de trabalho apenas 8 São-brasenses garantiram emprego, não se conseguiu sequer chegar à prometida na quota dos 10 por cento que António Eusébio queria preenchida por pessoal oriundo do concelho. Ficando-se apenas pelos 7%.... A montanha pariu um rato!...

11 abril 2007

Protecção Crianças e Jovens


Duas mil crianças em risco na Região Algarve

As dez comissões de protecção de crianças e jovens (CPCJ) existentes no distrito de Faro terminaram o ano de 2006 com um total de 1900 processos activos, geridos por cerca de uma centena de funcionários públicos em regime de destacamento e num dispositivo que carece de meios materiais e humanos para dar luta ao fenómeno crescente da negligência infantil e garantir maior eficácia ao acompanhamento das famílias sinalizadas.

“Andamos a trabalhar no fio da navalha, com muito volume de trabalho e poucos técnicos.” O desabafo da presidente da CPCJ de Albufeira, Ana Vidigal, é comum às restantes nove comissões da região. Em Dezembro do ano passado, as carências humanas foram diminuídas com reforços de técnicos (Segurança Social) e professores (Direcção Regional da Educação) às comissões com mais de 150 processos. “Já nos deu alguma segurança, até porque os serviços de origem têm mais cuidado no perfil das pessoas que indicam”, diz Sílvia Lourenço, da CPCJ de Olhão.

Não chega. “Precisamos de mais técnicos”, clama Manuel Viegas, da CPCJ de Loulé, e o ideal era que “houvesse mais técnicos efectivos”, acrescenta uma fonte da CPCJ de Tavira. Os técnicos integrados nas comissões restritas das CPCJ – aquelas que verdadeiramente gerem os casos sinalizados – não funcionam a tempo inteiro. E, como sublinha Patrícia Rodrigues, da CPCJ de Vila Real de Santo António, “apesar de a legislação dizer que o trabalho na comissão tem prioridade, muitas vezes não é possível”. É por issoque Ana Figueiredo, presidente da CPCJ de Portimão, propõe: “A orgânica das comissões devia ser profissionalizada.”

Com as sinalizações a subir – em Silves aumentaram 100% de 2005 para 2006 e só em Faro já foram abertos 67 casos este ano – as comissões perdem terreno no acompanhamento eficaz das famílias. Muitas nem viatura própria têm para visitas domiciliárias. Às vezes andam à boleia da polícia ou em carros de serviço de vereadores. Quase sempre dependem da boa vontade dos serviços camarários, mas nunca deixam um alerta sem resposta.

Refúgio Aboim Ascenção Lidera Acolhimento

O trabalho com famílias problemáticas, a chamada educação parental, nem sempre tem sucesso. Quando o risco evolui para uma situação de perigo, ou quando é assim sinalizado, um tribunal pode decidir que a criança seja retirada à família e colocada num centro de acolhimento temporário de emergência. Existem quatro na região – Gente Pequena (VRSA), Refúgio Aboim Ascenção (Faro), Casa da Criança (Loulé) e Catraia (Portimão) – para um total de cerca de 130 vagas. O acolhimento de emergência deveria ter uma duração máxima de seis meses – com consequente regresso à família ou entrada no processo de adopção (que no Algarve se resolve em 18 a 22 meses) – mas “há crianças internadas há anos”, refere Luís Villas-Boas, indicando que há centros que funcionam como “depósitos de crianças”. Villas-Boas dirige o Refúgio Aboim Ascenção, primeiro centro de acolhimento no País e instituição que serviu de modelo – “mal copiado” – para os muitos centros criados a partir do final dos anos 90. É o berço da emergência infantil e teve em 2006 um índice de reencaminhamento de 83,9%. No início do mês tinha ocupadas 87 das 95 vagas para acolhimento de emergência até aos cinco anos de idade.

Portimão tem mais casos

Sempre lembradas em situações limite – desfechos trágicos – as CPCJ fazem um trabalho constante de acompanhamento familiar através de acordos de promoção e protecção celebrados com progenitores de crianças sinalizadas. As escolas são o principal agente sinalizador e talvez isso justifique os 279 processos activos em Portimão, concelho com uma das melhores redes escolares da região. Loulé tinha 280 casos, mas mais 15 mil residentes. Seguem-se Faro (276), Albufeira (250), Lagos (213), Olhão (161), Tavira (151), Lagoa (146), Silves (119) e VRSA (21).

S. Brás de Alportel sem Comissão de Protecção

Numa região onde a negligência é a problemática dominante e a faixa etária dos seis aos dez anos a mais afectada, existem ainda 6 concelhos que não tem uma Comissão de Protecção a Crianças e Jovens. Aljezur (deverá ter uma CPCJ até final do ano), Castro Marim, S. Brás de Alportel, Vila do Bispo e Monchique.

Projecto recupera tradições perdidas

Aldeias em Flor 2007

Com um investimento total de 50 mil euros, onze aldeias da região participam no projecto “Aldeias em Flor 2007”, numa iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, no âmbito do Plano Estratégico de Revitalização das Zonas de Baixa Densidade.

As aldeias começaram a ser decoradas no passado dia 21 de Março e a iniciativa termina só a 1 de Julho, sendo que cada aldeia promove ainda uma festividade tradicional, e os restaurantes confeccionam os petiscos típicos de cada localidade.

Depois da Festa do Folar, que decorreu nos dias 7 e 8 de Abril em Barão de São Miguel, Lagos, a próxima das 11 “Aldeias em Flor” a comemorar a festa tradicional vai ser Bordeira, em Aljezur, dia 22, com o Passeio Pedestre da Primavera. Mas as flores já podem ser apreciadas em muitas janelas e passeios por esse Algarve afora.

“O objectivo”, explica a vice-presidente da CCDR Algarve, Catarina Cruz, “é elevar a auto estima das populações, revitalizar iniciativas esquecidas, promover o turismo rural e dinamizar as economias locais, nomeadamente a restauração, onde se encontra a verdadeira comida tradicional”.

Ao longo dos últimos quatro anos a CCDR tem realizado outros projectos do género, como os “Presépios das Aldeias do Algarve”, que começou por abranger apenas as 11 aldeias que fazem parte do Plano de Revitalização, mas que no ano passado já contou com 24 aldeias. Depois houve um projecto ligado à gastronomia, e agora é a vez das “Aldeias em Flor”.


In Loco dinamiza no terreno

No terreno, incumbida de dinamizar a acção, está a Associação In Loco, que ganhou o concurso público promovido pela CCDR para o efeito. “O nosso papel é fazer a dinamização de todo o processo. E como nunca tinha sido feito, tivemos de desenha-lo do início. A CCDR avançou com ideias bastante gerais, e coube-nos a nós desbravar caminho, definir formas, lógicas e sistemas de organização, o que nos deu margem criativa, sendo que começámos por mudar a designação. A CCDR apresentou o título de «As Aldeias Mais Floridas», mas era um pouco palavroso e, fazendo uma analogia às «Amendoeiras em Flor», sugerimos o título: «Aldeias em Flor»”, conta Artur Filipe Gregório, da In Loco, ao Região Sul.

“O nosso objectivo é realizar uma acção de dinamização do mundo rural, investindo na animação da comunidade. Nalguns sítios conseguimos mais do que noutros. Mas a lógica ficou lançada. E os nossos interlocutores, quer sejam as juntas de freguesia, quer sejam as associações e colectividades locais, abraçaram bem a ideia e acho que estão a assumir exemplarmente as iniciativas. Nós esperamos que a ideia não se esgote aqui mas sim seja uma forma de reviver e recuperar a tradição de decorar ruas, casas e fachadas com flores, na Primavera, o que mostra, acima de tudo, o amor que as populações têm à terra e à comunidade”, reforça o responsável.

Mais de 1500 euros para cada aldeia

São as pessoas que colocam as flores e decoram as ruas, mas a expensas da In Loco, através da CCDR. À partida cada aldeia teria até 1500 euros para despesas com flores e vasos. Porém a In Loco, diz Artur Gregório, “conseguiu esticar um pouco mais” com “acordos de descontos com algumas empresas da região”. Ao todo rondam as três centenas de flores e plantas adquiridas e expostas em cada uma das 11 aldeias. Contudo o mesmo responsável sublinha que é “uma iniciativa que precisa de mais tempo para ter resultados”. “Muitas das plantas só para o ano é que estarão no seu máximo esplendor”.

Querença, Loulé, uma das 11 aldeias, está a ser alvo de outra iniciativa que é a Valorização do Património e que coincidiu com a data das “Aldeias em Flor”, sendo que o centro está completamente em obras, o que tem feito atrasar o processo, pelo que iniciativa não irá decorrer no centro principal da aldeia, mas sim nos núcleos habitacionais em redor. Já em Bordeira, a aldeia prevista era Carrapateira, mas por via do mesmo motivo, a acção teve de ser deslocada para a sede de freguesia.

Projecto deve ter continuidade

Como referiu Artur Filipe Gregório, o projecto só faz sentido se tiver continuidade, mas em termos financeiros, por parte da CCDR, não está certo de que venha a repetir-se, apesar do próximo QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional, também conter medidas previstas para zonas de baixa densidade.

“Ainda está em estudo se se vai repetir ou não, porque este Quadro Comunitário de Apoio está a terminar. O novo Quadro de Referencia Estratégica Nacional (QREN) também tem medidas previstas para zonas de baixa densidade, mas o montante é menor e teremos de ser mais selectivos nos projectos. De qualquer forma vai depender, primeiro que tudo, do balanço que será feito pela CCDR, que vai estudar o impacto, tentando perceber se as pessoas agarraram ou não a ideia, se valeu ou não a pena”, esclarece a vice-presidente, Catarina Cruz, que ainda assim remata: “Mas em princípio valerá sempre a pena, quanto mais não seja porque promove mais uma festividade local. Pode é não alcançar os objectivos no seu todo. Mas será sempre positivo”.

As onze aldeias

As aldeias são Bordeira, Aljezur; Alportel, São Brás de Alportel; Estoi, Faro; Barão de São João, Lagos; Alferce, Monchique; São Marcos da Serra, Silves; Querença, Loulé; Cachopo, Tavira; Vaqueiros, Alcoutim; Odeleite, Castro Marim; e Cacela Velha, Vila Real de Santo António.

10 abril 2007

Doentes sem apoio no domicílio

O Serviço de Apoio ao Domicilio do Centro de Saúde de São Brás de Alportel sem capacidade para responder às solicitações da população.

A funcionar há mais de 5 anos, o Serviço de Apoio ao Domicilio serve os utentes do Centro de Saúde de São Brás de Alportel que necessitam de tratamentos de enfermagem e que por motivo da sua doença não se conseguem deslocar ao Centro de Saúde.

Até ao inicio deste ano este serviço funcionava com uma equipa de profissionais de saúde, (enfermeiro e auxiliar) asseguravam 3 vezes por semana o atendimento em enfermagem a cerca de 15 utentes, deslocando-se até as suas residências onde eram efectuados tratamentos de enfermagem, evitando assim que os utentes (muitos deles acamados) tivessem que se deslocar ao Centro de Saúde.

Neste momento, segundo informação junto do CS, a equipa está com uma lista de cerca de 50 utentes. Apesar de o serviço ter recorrido à Unidade Móvel para assegurar deslocações ao domicilio dos doentes todos os dias úteis da semana, o Centro de Saúde continua a debater-se com o problema da escassez de meios e recursos humanos para dar cobertura a todas as solicitações (justificadas) para apoio no domicílio.

Devido à limitações em pessoal o Centro de Saúde terá inclusive começado a recusar receber mais pedidos de apoio domiciliário, com a justificação que é impossível dar cobertura a todos os pedidos com a qualidade que é exigida num serviço desta natureza.

Esta situação só tem tendência a agravar em virtude da reestruturação que tem sido levada a cabo no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente no que às Unidades de Internamento se refere (agora, além dos utentes se verem internados em Unidades longe das suas residências também têm que pagar pelo internamento). Os utentes ao recusarem irem para unidades de internamento dispersas pelo Algarve, acabam “despejadas” no domicilio ainda com necessidade de receber tratamentos de enfermagem e com indicação para o fazerem nos centros de saúde da sua área de residência.

Politica
para a Saúde do Concelho.

Segundo conseguimos apurar o problema está na falta de meios (transporte e pessoal). Para tentar resolver esta situação, a Direcção do Centro de Saúde de São Brás de Alportel, terá solicitado à Câmara Municipal que a Unidade Móvel de Saúde passe a integrar o Serviço de Apoio Domiciliário. A Câmara Municipal terá acedido temporariamente ao pedido do Centro de Saúde, disponibilizando a Unidade Móvel para o Apoio ao Domicilio dois dias por semana, elevando para 5 os dias para assistência ao domicilio destes utentes.

No entanto, uma equipa de profissionais a trabalhar 5 dias por semana, não conseguem dar assistência a 50 utentes que necessitam na sua maioria de tratamentos diariamente ou de dois em dois dias. «é humanamente impossível, se pensarmos nas dimensões do concelho e no tempo que demoram as deslocações até à residência do doente».

Para o Centro de Saúde é fundamental a criação de uma segunda equipa de profissionais para o Apoio ao Domicilio, para isso além da contratação de pessoal o CS teria que arranjar viaturas para as deslocações. Neste sentido o Centro de Saúde terá abordado a Câmara Municipal para obter colaboração (uma viatura e motorista). Colaboração essa, que foi recusada por falta de disponibilidade (leia-se dinheiro).

Além da recusa de colaboração aquisição de uma viatura e disponibilização de um motorista, a Câmara Municipal terá também feito questão em demonstrar a sua insatisfação quanto à utilização da Unidade Móvel no Apoio Domiciliário. Alegando que se está a perder um serviço público (?).

Considerado por todos (profissionais da saúde) de utilidade dúbia, a Unidade Móvel nos termos em que a sua actividade tem sido efectuada, continua sem servir nem a Educação para a Saúde nem Prevenção à Doença. A ARS do Algarve terá inclusive proposto uma renegociação do protocolo com a edilidade são-brasense no sentido de atribuir ao Centro de Saúde a responsabilidade pelo serviço da Unidade Móvel, retirando-o da alçada da Câmara Municipal. A Câmara terá recusado tal possibilidade.

Esta recusa vem dar mais ênfase à utilidade politica que este executivo vê na Unidade Móvel.

ARS do Algarve promete resolver problema

Perante a realidade de o Centro de Saúde já não conseguir dar assistência a todos os pedidos de apoio ao domicílio, a recusa da Câmara em prestar apoio e os sucessivos pedidos da Direcção do Centro de Saúde, a ARS do Algarve já terá assegurado a contratação de profissionais (enfermeiros) para o Centro de Saúde de São Brás de Alportel constituir uma segunda equipa para o Apoio Domiciliário.

Quanto à questão dos transportes a ARS do Algarve pretende adquirir/arranjar uma viatura para o Centro de Saúde, no entanto qualquer aquisição de viaturas no estado é um processo longo, podendo demorar na melhor das hipóteses três meses e na pior, alguns anos…

Resta aos utentes/doentes do concelho esperarem…

09 abril 2007

Operação Páscoa

Sete feridos graves no terceiro dia da operação


Um ferido grave resultante de uma colisão em São Romão (São Brás de Alportel) integra esta triste contabilidade.

No total, seis acidentes de viação provocaram, sete feridos graves nas estradas portuguesas, no terceiro dia da Operação Páscoa, mais três feridos graves do que em igual período de 2006, disse à Lusa fonte da Brigada de Trânsito da GNR.

Segundo fonte oficial da Brigada de Trânsito (BT), desde que começou a "Operação Páscoa 2007", quinta-feira, 19 pessoas sofreram ferimentos graves, sete das quais hoje, e cinco morreram.

"Registam-se mais quatro mortos que em igual período do ano passado e mais três feridos graves", acrescentou a mesma fonte.

Os feridos graves resultaram de um despiste em São Teotónio, (Beja), um outro despiste em Campeã, (Vila Real de Trás-os-Montes), e colisões em Vale Grou, (Aveiro), São Romão (S. Brás de Alportel), Perafita (Vila Real de Trás-os-Montes) e Cruzeiro (Viana do Castelo), a última com dois feridos graves.

Na "Operação Páscoa 2007", que começou às 00h00 de quinta-feira e terminou às 24h00 de domingo, a GNR intensificou a fiscalização rodoviária com mais 2.100 homens por dia, distribuídos por 1.050 patrulhas diárias, além do dispositivo normal.

A operação envolveu militares das Brigadas de Trânsito e Territoriais, contando também com o apoio dos Regimentos de Infantaria e de Cavalaria da GNR.

A fiscalização foi orientada para as vias consideradas mais críticas, sendo exercida maior vigilância nos períodos de trânsito mais intenso nesta época festiva: quinta-feira das 12h00 às 24h00, sexta-feira das 08h00 às 12h00 e domingo das 12h00 às 24h00.

Festa da primavera (domingo de páscoa)


As pessoas acumulam-se ao longo do percurso. A vila encheu-se de automóveis, estacionados por todo o lado, que não param de derramar gente pelas ruas. Quem chega, percorre primeiro as ruas atapetadas de flores, vai pingando conversa com os conhecidos, eventualmente toma uma bica e, depois, escolhe um lugar para ficar à espera da procissão. Os homens - pais, filhos, avôs, netos, irmãos, amigos- separam-se das esposas, das mães, das avós, das netas, das amigas, das irmãs e encaminham-se para a igreja, de tocha (ramo mais ou menos escultural, de flores mais ou menos silvestres) na mão.

Os homens desfilam, em «roupa de Domingo», muitos com óculos escuros, todos com ar solidamente «macho», empunhando as «tochas». No caos dos gritos, conseguem ordenar a participação de cada grupo sem se sobreporem - confesso que me fascina esta capacidade de improvisada organização. Um grita, com voz potente, «Ressuscitou como disse», ao que os desse grupo respondem, com voz igualmente máscula e em uníssono «Aleluia! Aleluia! Aleluia!». E enquanto dizem o refrão, param, viram-se para o centro da estrada e erguem 3 vezes a «tocha».

Ao cortejo masculino laico, segue-se o dos membros da igreja, estes já ladeados por mulheres... A fechar, a banda, claro. E mais mulheres, que se vão juntando ao cortejo, depois de ver passar as «tochas». Lembro-me que, quando criança, o que preferia era a música; adorava «marchar» ao compasso da fanfarra, com passos estudadamente largos, imaginavelmente solenes...

As pessoas penduram as colchas nos balcões das janelas e os balões vendem-se bem. Passei por uma mãe que explicava, com voz à beira de um ataque de nervos mas a usar as últimas gotas de benta paciência: «Não, filha, nós não vamos ver os balões, vamos ver a procissão, que é muito bonita.»

Nos cafés, entram homens «vestidos a preceito», com as suas tochas.

A procissão passa sobre as flores, deixando no ar uma sinfonia de perfumes «Ó mãe, cheira a flores!». Depois, é a alegria das crianças, aos pontapés aos despojos florais, a jogar à macaca sobre os restos dos quadrados coloridos, a jogar pétalas ao ar...

Milhares de flores alegram procissão

Tochas saem à rua em dia de Páscoa

A chuva que caiu ontem à tarde, acompanhada de trovoada, não desmobilizou os cerca de 60 voluntários são-brasenses empenhados nos últimos preparativos da Festa das Tochas Floridas. Para a cerimónia, que se realiza hoje de manhã, foram colhidas milhares de flores campestres, que irão cobrir as ruas da vila por onde passará a procissão.

“A chuva não impede que se trabalhe. Mesmo que continue a chover vamos colocar as flores na rua. Acredito que à hora da procissão vai fazer sol. Será a recompensa por estes dias de trabalho”, acredita Helena Belchior, que há cerca de 20 anos colabora na organização de um dos maiores cartazes turísticos de S. Brás de Alportel.

Ontem ainda se seleccionavam as cerca de duas toneladas de flores que irão “maravilhar” os milhares de visitantes. “Desde segunda-feira que apanhamos flores no campo: rosmaninhos, malmequeres, funcho, alecrim e hera”, revela Maria Martins, que há dez anos ajuda a separar flores para as molduras coloridas que embelezam as ruas.

Muitos dos participantes dormiram poucas horas nas últimas noites. Como Filipe Sádio, 18 anos, que irá decorar a Rua de Tavira, uma das artérias por onde passa a procissão. “Vamos dormir até às 04h00 e a partir dessa hora começamos a colocar as flores para conseguirmos ter tudo feito pela manhã”, revela o estudante, para acrescentar: “Esta festa é um símbolo da minha terra, espero que nunca acabe.”

Aguardente no Cortejo

A Procissão de Aleluia que hoje percorre as ruas de S. Brás de Alportel a partir das 11h30 (uma hora antes é celebrada missa na Igreja Matriz), é marcada pela ornamentação das artérias com milhares de flores. Os homens da terra, que integram a procissão encabeçada por jovens, transportam as tochas, também elas feitas de flores campestres.

Envergando opas brancas, gritam em coro “Ressuscitou como disse, Aleluia!” É a manifestação popular de fé em Cristo ressuscitado. Para aclarar a garganta, manda a tradição que vão bebendo aguardente ou uísque e passando a garrafa uns pelos outros. “Ficam mais ‘quentes’. Dá-lhes alegria e força para cantar”, admite Helena Belchior.

Ana Isabel Coelho
In: Correio da Manhã 08/04/2007

08 abril 2007

Procissão de Aleluia

A Páscoa celebrada com tradição


O Domingo de Páscoa é por excelência o dia de celebração em São Brás de Alportel. Nesse dia tem lugar tanto a Sul como a Norte a festa da Ressurreição. Mas se a Norte dita o compasso, no Sul anda-se a passo de procissão.

A Procissão de Aleluia, ou das Tochas como recentemente alguns insistem em apelidar, é a mais antiga em São Brás de Alportel, vigararia de Loulé, no Algarve, que foi a maior freguesia rural do país no princípio do século XX, facto que ditou mais tarde a sua religiosidade e a manutenção da tradicional procissão. Contava então com cerca de 13 mil habitantes. Foi também o grande centro católico do Algarve.

No séc. XIX, “praticamente todas as aldeias organizavam esta procissão da Ressurreição”, onde as pessoas levavam nas mãos uma vela que na linguagem antiga “era designada por tocha”, conta o pároco José da Cunha Duarte.

Também conhecida como a Procissão das três Marias (em alusão às mulheres que se deslocaram ao túmulo de Jesus na manhã da Ressurreição), as confrarias, responsáveis pela organização, eram então obrigadas a levar uma tocha acesa ou luminária e as opas vestidas. Posteriormente, a falta de cera levou ao aparecimento de paus pintados e ornamentados com flores, no cimo do qual se colocava uma pequena vela. Mais tarde, com o desaparecimento das confrarias, permanecem na procissão os paus enfeitados, as lanternas e as velas acesas ao lado do pálio e as opas, que ainda hoje são trajadas pelos homens que transportam o pálio.

Ao longo da procissão, cantavam-se hinos, responsos e o Aleluia, em honra da Ressurreição do Senhor. Antigamente havia também um ou dois coros a cantar e o povo respondia, mas com o passar do tempo, a falta de clero e de cantores, levou a que o canto ficasse na boca do povo.

Com a implantação da República esta situação que era comum em todas as paróquias alterou-se, pois as manifestações públicas foram proibidas. A tradição das procissões esmoreceu. A título de exemplo, o padre José da Cunha Duarte, relembra que em Lagos a primeira procissão apenas voltou em 1941.

Com a República “praticamente todas a confrarias foram extintas”, os homens já não queriam participar nestas manifestações, tornando-se “tudo mais laico”.

Com a ida do Padre José da Cunha Duarte para a paróquia, em 1981, esta tradição nunca mais cessou. “O Bispo de então pediu-me para restaurar a tradição” e todos os anos se organiza a Procissão da Aleluia “em todo o seu esplendor”, garante o pároco.

A festa religiosa, que leva mais de seis mil devotos a São Brás de Alportel, tem início pela manhã de Domingo, com a celebração da Eucaristia na Igreja Matriz, local de onde parte a Procissão do Aleluia, uma hora depois.

De acordo com a tradição, as tochas são levadas apenas por homens, vestidos a rigor, cabendo-lhes a tarefa de abrir o caminho entre o mar de gente, as varandas engalanadas e as colchas estendidas nas janelas.

Antigamente o aparato nas ruas era maior. As casas mais humildes apareciam enfeitadas com grinaldas de flores, enquanto que as famílias com mais posses mandavam erguer grandes arcos de verdura, flores e fitas coloridas. A procissão saía após as laudes, com os sinos a repicarem e o coro cantava “O Senhor ressuscitou no sepulcro. Aleluia, aleluia, aleluia!” Quando a procissão retornava à igreja, para nova celebração da missa, os homens retiram as flores das tochas e espalham pelo chão onde o andor vai passar, “acto que já não se realiza”.

Ao longo da procissão formam-se grupos de amigos que pelo caminho vão cantando “Aleluia, aleluia!”, num percurso que se estende, “porque embora seja pequeno as pessoas vão parando à medida que se canta, por isso tem de haver sempre quem vá na frente a puxar o cortejo”, conta o pároco. Com a tradição restaurada tem-se ganho também “em respeito”. Todos colaboram e os homens vão todos à frente, as mulheres seguem a trás, todos a cantar na procissão”, conta o Pe. José da Cunha Duarte. Com o objectivo de valorizar este acto público, juntaram durante o percurso crianças, que vão encenando quadros bíblicos.

O tapete de flores que se estende “por quase dois quilómetros” dá um cariz particular a esta tradição. Para construir esta obra de arte, são precisas 3 toneladas de flores, num trabalho que resulta de um centena de voluntários. Com uma semana de antecedência se começam a preparar as flores. Pede-se às estufas que colaborem, “misturamos as cores com a verdura”, conta o pároco e lançam-se ao trabalho na Sexta e no Sábado. “Às cinco da manhã distribuem-se as flores e as verduras para se montar pelas ruas o tapete de flores para de manhã estar tudo preparado”. Tem havido, nos últimos anos, uma preocupação de ressurgir a tradição, que manda atapetar as ruas com alecrim, rosmaninho, alfazema e flores silvestres.

Festa das Tochas Floridas

A festa prolonga-se pela tarde e noite dentro, seguindo-se um cariz mais profano das celebrações, com a atribuição de prémios aos vencedores das tochas floridas. “Com isto pretendemos valorizar as tochas, o empenho das pessoas e premiar a criatividade para que nos próximos anos estas iniciativas continuem”, explica o pároco.

Para que a festa não se limite à parte religiosa e porque em São Brás de Alportel se vive a festa da Páscoa como a festa do concelho e da família, “todos os são-brasenses, mesmos os que vivem fora, regressam por estes dias à terra para festejar esta data em família”. Assim de tarde, depois do almoço, todos se juntam para ouvir artistas, ranchos folclóricos, “numa grande festa cultural”.

A par da música, os doces regionais como o folar e as amêndoas tenras são habituais. O grande dia de toda a celebração da Semana Santa é de facto “o dia de Domingo, quando todas as famílias se reúnem e se concentram”, finaliza o pároco.

Festa das Tochas Floridas


A Associação Cultural Sambrasense e a Paróquia com o patrocínio da Câmara Municipal empenhados em dar maior protagonismo à PROCISSÃO DA ALELUIA, única em todo o país, organizam já há alguns anos a FESTA DAS TOCHAS FLORIDAS.

A par da tradicional PROCISSÃO DA ALELUIA a organização da FESTA DAS TOCHAS FLORIDAS leva a cabo a realização de um conjunto de concursos que visam promover a participação popular, na defesa das tradições culturais: o concurso de Jogos Florais, de Tochas Floridas e de Varandas.

A FESTA DAS TOCHAS FLORIDAS brinda o visitante com as deliciosas “amêndoas tenras” de São Brás, de fabrico artesanal, os saborosos doces típicos e a rica gastronomia típica da Serra do Caldeirão, e convida a um passeio pelo Algarve genuíno, onde o passado e o presente convivem lado a lado e onde se respira ainda o bom ar da serra. Podem provar-se todas estas iguarias no Encontro de Sabores, no Largo de S. Sebastião, a partir das 10h00.

Durante a tarde, no Adro da Igreja Matriz, a organização proporciona aos visitantes uma tarde cultural, com a participação de vários grupos musicais, sendo a música portuguesa o ingrediente principal. E enquanto se escutam os sons, podem também apreciar-se os sabores dos doces regionais e dos petiscos típicos, no espaço de mostra e venda da gastronomia e doçaria regional. A provar: os saborosos folares, doce típico desta quadra e as amêndoas tenras de São Brás, feitas artesanalmente, em tachos de cobre.


FESTA DAS TOCHAS FLORIDAS
Programa:

09.30h - Abertura das ruas, para apreciação do tapete de flores

10.00h - Abertura do Encontro de Sabores – Largo de S. Sebastião
(espaço de mostra e venda de doçaria regional)

10.30h – Eucaristia – Igreja Matriz

11.30h – PROCISSÃO DA ALELUIA

13.00h – Eucaristia – Igreja Matriz

15.30h – Tarde Cultural “Sons e Sabores”– Adro da Igreja Matriz
Animação Musical, com:
Grupo de Música Tradicional “Os Malteses”
Grupo de Danças de Salão LUEL – Arte e, Movimento (Albufeira)
Nucha

Para mais informações, deverá contactar:
Associação Cultural Sambrasense - Rua da Calçadinha, n.º 6, Apartado 192
8150 –126 São Brás de Alportel / Tel. 289 845 665

Câmara Municipal de São Brás de Alportel
Rua Gago Coutinho, 1, 8150-151 S. Brás de Alportel
Tel. 289 840 000 /03, fax. 289 842 455 / E-Mail. gidi@cm-sbras.pt

Noite de Fados

“Silêncio, que se vai cantar o fado”

Domingo, dia 8 de Abril às 21:30 no Cine-Teatro S. Brás.
Com a participação dos fadistas amadores:

Dilar Rosa; Vítor Alves; Patrícia Serra; Virgílio Martins e Ana Guerreiro.

Na guitarra, Carlos Oliveira e à viola Carlos Plácido.

Uma organização do Grupo de Fadistas Amadores

06 abril 2007

Segundo, Terceiro ou Quarto?...

2.º Transcaldeirão realizou-se esta sexta feira (06/04/2007)


… segundo transcaldeirão ?.... Opsss!.... A Câmara Municipal e os Organizadores perderam a conta?... Segundo os registos disponíveis na Autarquia esta é a 3.ª (terceira) prova do género no Concelho!...

Para a malta que já não sabe contar?... vamos recapitular:

Realizou-se em 29/30 de Maio de 2004 a 1.ª Transcaldeirão em BTT, prova a contar para Troféu Meridional de Maratonas, organizada pelo Núcleo BTT da Associação Jovem Sambrasense.

Em 2005 não encontramos registo da realização deste evento. (o que não quer dizer que não tenha havido!)

Em 10/11 de Junho de 2006 integrado no evento Primavera Jovem, houve o II Transcaldeirão em BTT, organizado pelo Bike Clube de São Brás.

Este ano 2007, voltou a 2.ª edição do Transcaldeirão em BTT novamente organizado pelo Bike Clube de São Brás.

Perante isto, resta-nos perguntar:

Afinal para que serve o Observatório do Desporto e da Cultura?....

É assim que se defende uma gestão criteriosa na organização e promoção de eventos desportivos?...

Não nos parece!

03 abril 2007

Histórias da História, in: VilAdentro n.98

S. Brás Solidário

O "Projecto S. Brás Solidário" está a chegar ao fim, ou melhor, vai agora começar.

Realizaram-se encontros para fumentar o espirito solidário. As associações concelhias foram convidadas a trabalhar de mãos dadas, o que é muito dificil na vida prática. O Jornal "S. Brás Solidário" deu a conhecer o projecto e deu noticias das actividades desenvolvidas.

Nos dias 24 e 25 de Fevereiro realizou-se a "Feira da Solidariedade". O pavilhão dos Bombeiros Voluntários acolheu as associações do Concelho e de solidariedade, que mostraram a sua actividade. Foi um ponto de encontro para o auto conhecimento. A solidariedade ficou demonstrada na grande quantidade de géneros alimenticios partilhados pela população. (Todos os anos se realiza e a população adere com generosidade). A animação cultural foi abundante. Muito trabalho e empenho.

Agora que o projecto vai terminar, o que se vai fazer? Quem agarra a ideia? Há muitos caminhos não andados que é preciso percorrer. A solidariedade tem que passar por uma atitude libertadora do nosso egocentrismo. Na prática todos conjugamos bem os verbos na primeira pessoa. Tudo o que se fez poderá ser uma mão cheia de nada se... o coração não for solidário. Esta feira deverá continuar, mas com outro projecto, com outra estrutura dinâmica, a exemplos de outras feiras afins.

São Valentim

A Escola Poeta Bernardo de Passos, no passado 16/2, organizou uma "Noite de Amor", em que a dança e o canto fizeram a festa. O Cine-Teatro Municipal encheu-se e a juventude mostrou que tem valores que é preciso explorar e incentivar.

A Turma do 9.ºB está de parabéns pela organização. Ao longo do ano estes espectáculos até se podiam multiplicar com uma selecção mais rigorosa. É preciso dar «lugar aos novos». Mas o espectáculo prolongou-se pela noite dentro e tornou-se monotono e cansativo. (Tudo o que vai além de hora e meia é enfadonho).

No meio de tanta euforia e alegria a plateia não esteve à altura para assistir a um espectáculo. A Algazarra e os assobios tornaram o espectaculo insuportável. Não se pode tolerar tal comportamento da assistencia. Não é educativo. E não houve ninguém que mandasse calar a assistência.

Também a ampliação sonora da voz foi insuportável. (É doença congénita na casa). Em recinto fechado a ampliação sonora deve ser q.b. para o som não distorcer a voz e o espectáculo ser convidativo e acolhedor. Em certos momentos até nem é precisa. Com o som demasiado alto o espectáculo afugenta o espectador.

Imprensa Regional

O poder politico sempre olhou com desconfiança para esta imprensa (desde o PREC). Por vezes é incómoda mas leva as novidades da terra aos concidadãos. Surgiu o apoio à imprensa regional para esta se expandir pelos pelos emigrantes. Assim nasceu o porte pago. Agora procurou-se apoiar os mais fortes e deixar morrer os outros. Na prática é criar uma alternativa á imprensa catolica (a maioria dos jornais regionais).

Os apoios oficiais, nacionais e autárquicos nos jornais regionais reflectem a voz do mandador. A noticia inocente tem ao lado a publicidade de uma câmara, junta de freguesia com o respectivo retrato do presidente. (Veja-se os aniversários dos jornais). Os apoios alternativos para a imprensa regional são legislados mas nunca chegaram aos jornais: Doze por cento da publicidade institucional.


In: VilAdentro, n.º 98 - Março 2007 - P. José Cunha Duarte

02 abril 2007

Classificativa de S. Brás de Alportel

Fotos - Rally Portugal 2007

Corria-se a primeira etapa e o primeiro dia a sério do Rally de Portugal, seis anos depois de regresso ao Mundial da categoria. Milhares de espectadores criaram uma enorme multidão para assistir à passagem de pilotos e máquinas presentes no Rally de Portugal, na primeira passagem na Zona Espectaculo 3 em S. Brás de Alportel, na sexta-feira passada.

Dois autocarros faziam o transporte dos fervorosos adeptos dos rallys e evitavam um maior cansaço para subir a serra em direcção ao ambicionado local onde com segurança se podia assistir à grande festa do Rally de Portugal. Destaque para a organização, com tudo a funcionar de forma perfeita bem como para o público que se comportou de forma serena e correcta, ovacionando os pilotos Nacionais à sua passagem.

Na galeria poderá ver as melhores fotos da classificativa de S. Brás de Alportel e alguns videos das passagens das maquinas pela mesmo especial.

01 abril 2007

António Eusébio renuncia cargo


Presidente da Câmara Municipal
de S. Brás de Alportel
abandona autarquia no Verão

António Eusébio anunciou hoje que irá abandonar a autarquia são-brasense no final do verão. Motivos relativos com a sua vida pessoal e o cansaço da vida autárquica estão na origem desta decisão «tomada a nível pessoal».

António Eusébio, que no verão será pai pela 3 vez, pretende assim dedicar mais tempo à sua vida familiar. «O cargo de presidente da Câmara, inerente a toda a disponibilidade e amor pela terra é necessária também muita dedicação, isso retira muito do tempo disponível para a família. E neste particular momento já não me sinto capaz de continuar.»

O abandona do cargo de presidente não marcará o abandono da vida politica para António Eusébio, que manterá o cargo de Presidente do PS/S.Brás até ao fim do mandato.

Em termos profissionais, António Eusébio, voltará a leccionar a tempo inteiro na Universidade do Algarve.

Vítor Guerreiro assume a Presidência

Vítor Guerreiro, o vereador da Cultura, Desporto e Juventude assume-se como principal candidato à presidência da Câmara Municipal, após a saída de António Eusébio.

Vítor Guerreiro, há muito que se apresenta disponível para assumir a liderança dos destinos do concelho. «Será uma transição pacífica e natural». Inclusive já terá preparado uma reestruturação para o gabinete da presidência.

Tendo em conta que «são cargos de confiança pessoal e todos os escolhidos têm dinâmica e competência técnica para o seu desempenho», para o seu Gabinete de Apoio Pessoal, Vítor Guerreiro irá nomear como Chefe de Gabinete, a actual conselheira para assuntos da Saúde, Diamantina Dias, graduada em Enfermagem, representante da Delegação Concelhia de Saúde Pública. Para o cargo de Adjunto,Dra. Custódia Reis , funcionária da Autarquia, substitui Dora Barradas que regressará ao IPJ em Faro. Como Secretária, manter-se-á Idalina Dias. Marlene Guerreiro será a nova vice-presidente da edilidade sambrasense.

Apanhada de surpresa, a Comissão Concelhia do Partido Socialista não teve ainda tempo para se pronunciar acerca da decisão de António Eusébio.


01/Abril/2007

31 março 2007

São Brás exige nova estrada

Ligação a Faro é um calvário

Segundo o presidente da Câmara de São Brás de Alportel, quem mora em São Brás de Alportel e trabalha fora do concelho enfrenta diariamente ‘as passas do Algarve’, devido aos congestionamentos de trânsito.

Diz António Eusébio que percorrer o troço de nove quilómetros da EN2, entre a Vila e o Nó da Via do Infante, chega mesmo a demorar 40 minutos.

(É pena que o Presidente não se tenha lembrado deste argumento para salvaguardar a manutenção de outros Serviços Públicos no Concelho… Na altura de defender serviços de Saúde, da EDP ou de outros serviços públicos, os autarcas são-brasenses aceitaram que Faro apenas dista de S. Brás em 20 minutos).

Em entrevista ao Jornal Correio da Manhã, o Presidente da Câmara São-brasense considera que «A solução do problema implica a construção de uma nova via. O projecto está feito, mas falta a verba para a obra».

A nova estrada tem um custo estimado de 19 milhões de euros, mas o Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) só prevê, para este ano, um milhão de euros.

(Não se vislumbra como poderá António Eusébio resolver este problema!?... A sua insensatez continua a leva-lo a usar obras que não são suas como promessas !... não admira que diariamente lhe sejam cobradas as promessas!... está-se a tornar difícil fugir às suas responsabilidades politicas!... Criaram-se expectativas… ganhou-se desilusões.

Fica aqui o registo das declarações de Eusébio em Outubro de 2003 ao Jornal do Algarve:

«...devo dizer que a ligação S.Brás/Via do Infante/Faro é das obras mais importantes para S. Brás ao nível das vias de comunicação. Falta-nos a ligação à Via do Infante e mesmo a ligação da Via do Infante a Faro. Hoje em dia, há centenas de são-brasenses que se deslocam diariamente para Faro e formam filas de mais de um quilómetro junto ao Coiro da Burra

«Temos feito pressão junto do Instituto de Estradas para resolver o problema e já solicitámos uma reunião ao ministro das Obras Públicas para chamar a atenção para a importância dessa nova estrada. A resposta que nos foi dada é que vai ser adjudicado o projecto de execução, portanto talvez lá para 2008 ou 2009 a ligação possa ser assegurada».
)

O autarca são-brasense voltou a adiantar que já solicitou uma reunião ao Governo para desbloquear problemas como o do impasse do sistema multimunicipal de tratamento de esgotos e da construção da nova ligação de S. Brás à via do Infante.

(Ficaremos atentos aos resultados da dita reunião… mais sabendo nós, que em nada resultará!... Mais uma Utopia Eusébiana!)

A EN2 tem grande movimento, diz Eusébio – até porque boa parte da população da São Brás trabalha em Faro – o que “gera diariamente filas de trânsito com várias centenas de metros de comprimento”. Além disso, “todos os meses registam-se acidentes graves naquele troço”.

A construção da nova via, considerada pelo autarca de estratégica para o desenvolvimento do município, arrasta-se há vários anos.

O projecto elaborado pela Estradas de Portugal prevê a ligação de S. Brás de Alportel até à zona do Mercado Abastecedor de Faro. Por resolver resta ainda o troço desde o mercado até à cidade de Faro, onde se circula também a passo de caracol.

(Muito ainda há a fazer antes da construção desta via ter o seu inicio... Cá para nós que ninguém nos ouve/lê, esta é mais uma noticia fabricada pelo GIDI da Câmara Municipal… provavelmente para responder às criticas lideradas por este blog!... Fica aqui o registo!)

FICA 2007

Em Abril, São Brás de Alportel recebe o FICA 2007, 35º Festival Internacional de Cinema do Algarve.

Dedicado ao cinema francês, o ciclo conta com quatro películas a exibir no Cine-Teatro São Brás, aos domingos, pelas 21h30.

Assim, a 1 de Abril, é exibido o filme “La Moustache”, Amor Suspeito. No dia 15 de Abril é a vez de “Dans Paris”, Em Paris; uma semana mais tarde “Nobody Knows”, Ninguém Sabe. Para finalizar, a 29 de Abril, é a vez de “Le Dernier Trappeur”, O Último Caçador.

Todos os filmes estrearam em Portugal no passado ano de 2006.

30 março 2007

Roberto Nobre

104º aniversário do nascimento

aqui afixa-se uma cronologia "mínima" da vida e da obra de Roberto Nobre:

1903 – Nasce a 27 de Março, em São Brás de Alportel, José Roberto Dias Nobre.

1919-1920 – Colabora no periódico Alma Lusitana de Faro.

1920 – Funda no Algarve, juntamente com outros amantes do cinema, uma produtora cinematográfica de parcos meios financeiros: a Gharb-Film

1922 – Conhece Ferreira de Castro, iniciando com este uma forte e duradoura amizade.

1923 – Expõe em Lisboa, pela primeira vez, os seus quadros numa mostra partilhada com Isaura Cavalheiro.

1925 – Elabora ilustrações para os periódicos Batalha e ABC.

1926 – No dia 28 de Maio, Salazar sobe ao poder, dando início ao regime totalitário a que Nobre se opôs durante toda a sua vida.

– Nobre fixa-se em Lisboa e emprega-se na empresa Singer, onde trabalhou no domínio da publicidade.

– Colabora como ilustrador na revista Civilização, fundada por Ferreira de Castro.

1934 – Começa a publicar ensaios sobre cinema no jornal O Diabo.

1937 – Ilustra a edição de Pequenos Mundos e Velhas Civilizações, de Ferreira de Castro

1938 – Ilustra A Selva de Ferreira de Castro.

1939 – Publica Horizontes do Cinema, que ainda hoje é uma obra de referência dos estudos cinematográficos em Portugal.

1940 – Por questões ideológicas, recusa um convite “generoso” para participar na Exposição do Mundo Português, o que lhe valerá a antipatia do Estado Novo.

1946 – Publica O Fundo – Comentários ao Projecto da Nova Política de Cinema em Portugal, texto apreendido pela Censura do Regime.

1964 – Publica na Portugália a obra Singularidades do Cinema Português.

1969 – Morre em Lisboa, a 27 de Setembro.

1972 – É publicada postumamente a obra Cervantes ou Ontem e Hoje com Dom Quixote.


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Roberto Nobre e a sua amizade com Ferreira de Castro


Transcrevesse aqui um excerto de um texto de Filipa Palma (que em 2003 era aluna do 11º ano da E. S. de São Brás de Alportel) sobre o tema em epígrafe. O texto completo encontra-se no livrinho Roberto Nobre: Fragmentos de um Legado.

“Roberto Nobre e Ferreira de Castro eram dois tecelões de sonhos literários e artísticos, sonhos que se ligavam aos seus anseios de fraternidade e justiça. Segundo Ferreira de Castro, foram companheiros nas alegrias e nas dores e só no fim das suas vidas os elos que os uniam se quebraram. Afirmou o autor de A Selva que, com o desaparecimento de Nobre, alguma coisa morrera dentro nele para sempre.

Ferreira de Castro vivia então da escrita que produzia para diversas publicações. Quando Nobre chegou a Lisboa, Castro solidarizou-se com ele e pediu aos directores dos jornais para encarregarem o jovem sambrasense das ilustrações dos seus trabalhos. Mas a ligação entre os dois prolongava-se para lá do trabalho. Todas as noites Ferreira de Castro e Roberto Nobre se reuniam com Assis Esperança numa pastelaria da Avenida da Liberdade, quando esta estava deserta. No verão sentavam-se ao ar livre, à mesa de uma esplanada de raros clientes onde pouco dinheiro despendiam. Em conjunto sonhavam não apenas com o seu futuro artístico, mas também com uma sociedade justa para todos os homens. Além disso, noite após noite, com uma persistência elevada, Nobre decorou o pequeno gabinete de trabalho que Ferreira de Castro tinha na Rua do Diário de Notícias, no número 44. […]

Roberto Nobre teve então um casamento precoce que dificultou ainda mais a sua vida. Assim empenhou-se arduamente, redobrou os seus esforços quotidianos, trabalhando desesperadamente em várias revistas que a Bertrand publicava na altura. […]

Algum tempo depois, o lar de Nobre desmoronou-se e ele voltou ao convívio antigo com Ferreira de Castro. Ilustrou, então, um livro de Ferreira de Castro intitulado Pequenos Mundos e Velhas Civilizações, como já dez anos antes havia ilustrado a Epopeia do Trabalho. Mas com o passar do tempo a actividade de ilustrador foi dando lugar à de ensaísta, que se tornou dominante. À crítica de cinema juntou a de artes plásticas, onde, segundo Ferreira de Castro, triunfou também. […]”

Ricardo António Alves editou e publicou o livro: Ferreira de Castro e Roberto Nobre: Correspondência, 1922-1969, Lisboa, C. M. de Sintra, 1994. Na fotografia estão, claro está!, os dois artistas, A foto foi retirada da revista «Eva», de 1953, mas reporta-se a duas décadas antes, na esplanada da «Veneza», onde se situava a tertúlia deles. «A tertúlia dos anarquistas», como alguns a denominavam...

Dia Mundial das Florestas


São Brás de Alportel promoveu no Dia Mundial das Florestas, a 21 de Março, a plantação de árvores nas escolas do 1º ciclo do concelho, no sentido de sensibilizar professores e alunos para a importância deste pequeno gesto.

“Plante uma árvore, cultive um sonho” foi o desafio lançado aos são-brasenses. Durante três dias, de 21 a 23 de Março, foram disponibilizadas à população, gratuitamente, no Mercado Municipal, 500 árvores: sobreiros, azinheiras, pinheiros mansos e pinheiros do alerpo, para que todos pudessem juntar-se à iniciativa e plantar árvores.

GIDI CM SBA

50 anos de construção europeia


São Brás de Alportel celebrou, no passado dia 25 de Março, a passagem de 50 anos sobre a assinatura do Tratado de Roma, símbolo de união, prosperidade e paz.

Na tarde de domingo, o Largo de São Sebastião acolheu um programa comemorativo que teve início com o toque do Hino da Europa, pela Banda “Filarmónica de São Brás”, da Associação Cultural e Recreativa Escola de Música Sambrasense, a que se juntaram momentos de música, pelo Grupo de Acordeonistas de São Brás de Alportel e de dança, pelo Rancho Típico Sambrasense.

GIDI CM SBA

29 março 2007

Rally de Portugal 2007 em S.Brás


O Rally de Portugal 2007 tem início no dia 29 de Março, no Parque das Cidades, com uma Prova Especial e percorre o Algarve, de 30 de Março a 1 de Abril.

O território de São Brás de Alportel integra o percurso da Prova e dispõe de uma Zona Espectáculo, provida de estruturas de apoio para o público bancadas, equipamentos sanitários e Bar.

Dia 30 | Sexta-Feira | 12h15 e 16h22

  • 1ª Passagem por S. Brás de Alportel | PE 4| 12h15
  • 2ª Passagem por São Brás de Alportel | PE 7 | 16h22

A autarquia fornece transporte, em autocarro municipal para assistir ao Rally na zona de espectáculo da Menta, com partidas, do Terminal Rodoviário, pelas 11h30 e 15h30 e regresso após a passagem do último automóvel, em prova.

Rally de Portugal - Acessos

SS/PEC - 4/7 S. Brás Alportel - 16,08 km
Onde assistir?

Sexta-feira, 30 de Março - S. Brás Alportel (16,08 km)
PEC 4 - 12h15 GMT | PEC 7 - 16h32 GMT


(clique na imagem para aumentar)


Zona Espectáculo 1
Acesso: 1 (4x4) | Visibilidade: 3 | Espectacularidade: 3

Acesso: 7,8 km em asfalto + 3,6 km em terra (4x4). Visibilidade enorme. Vê-se os concorrentes durante 1 km antes da ZE, colocada num cruzamento à direita a 90º após travessia do rio.Em Santa Catarina da Fonte do Bispo deixe a EN 270 e siga por asfalto, em direcção a Porto Carvalhoso. Reponha o parcial a zero no cruzamento. Aos 2,47 km encontra a placa de Porto Carvalhoso, continue por asfalto principal; ao km 5,54 encontra a placa de Bemparece; ao km 7,80, no cruzamento, vire à esquerda para estrada de terra, direcção Águas de Tábuas (sentido obrigatório, proibido continuar em frente pelo asfalto); ao km 8,31 vá em frente, pela esquerda (pista principal); ao km 8,78, junto à antiga aldeia, continue em frente/esquerda (pista principal); ao km 9,78, atravesse o riacho e continue na pista principal; ao km 10,73, na bifurcação, siga pela direita, a descer (pista principal); ao km 11,19 atravesse a linha de água e vire à esquerda; ao km 11,45 chega à ZE.


Zona Espectáculo 2
Acesso: 2 | Visibilidade: 2 | Espectacularidade: 2

Acesso: 7,2 km em asfalto + 3,2 km em terra (bom piso)
Visibilidade regular de zona rápida em planalto. Pontos fortes: lomba e “S” rápidos.Na EN2, sentido Faro/S. Brás de Alportel, na primeira rotunda, vire à direita em direcção de Tavira. Coloque o conta-quilómetros a zero. Ao km 1, na rotunda, siga em frente, direcção Tavira; ao km 1,75, na rotunda, vire à esquerda direcção S. Brás Alportel; ao km 2, na placa S. Brás Alportel, vire à direita, direcção Mealhas, junto ao Intermarché; ao km 2,95 encontra cruzamento, vire à esquerda; ao km 3,75 vire à direita, em direcção Arindo/Pico Alto; ao km 4,15, siga direcção Arindo/Pico Alto; ao km 7,20, na bifurcação, siga pela esquerda a subir, entrando em piso de terra. Atenção: não siga para Arindo. Ao km 8,75, na bifurcação, siga pela direita (pista principal). Atenção: não siga para Pêro de Amigos. Ao km 10,4 encontra a ZE.


Zona Espectáculo 3
Acesso: 3 | Visibilidade: 2 | Espectacularidade: 2

Acesso: 6,9 km em asfalto. Zona espectacular perto do miradouro da Ameixieira. Travessia do asfalto é o ponto mais interessante, porque vem na continuidade de uma descida rápida.Na EN2, sentido S. Brás Alportel/Barranco do Velho, reponha o conta-quilómetros a zero, junto à placa indicativa de Alportel. Ao fim de 300 metros, deixe a EN2 e siga em frente pela direita, em direcção de C. Muda / Javali / Parizes / C. Velho; aos 410 metros vire à direita, continua por asfalto principal; ao km 1,52, no cruzamento, siga em frente; ao km 4,52 encontra a placa indicativa de Cova da Muda; ao km 7,19 chega à ZE.


Zona Espectáculo 4
Acesso: 1 (4x4) | Visibilidade: 3 | Espectacularidade: 3

Acesso: 3,97 km em terra (só com 4x4)
Zona de planalto muito rápida, com um topo e um cruzamento em curva igualmente rápido.Na N2, sentido Sul/Norte, ao km 714, após Casa de Cantoneiros, reponha o conta-quilómetros a zero e vire à direita para estrada de terra. 760 metros depois encontra um cruzamento, vire à direita, em gancho; ao km 1,39, na bifurcação, siga pela esquerda (pista principal); ao km 1,81 esteja atento à navegação: deixe a pista principal e vire à esquerda, passe a linha de água e entre por uma subida íngreme; ao km 3,02, no cruzamento, siga em frente; ao km 3,97 encontra o troço.

28 março 2007

Dia Nacional dos Centros Históricos

No Dia Nacional dos Centros históricos, 29 de Março, o Município de São Brás de Alportel e a Associação Al-portel convidam a um Passeio pelo Centro Histórico, por ruas e ruelas com história, numa redescoberta do núcleo antigo da vila.

Mais uma edição desta iniciativa junta Câmara Municipal e Al-Portel, Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel, com o objectivo de dar a conhecer o centro histórico, destacando a sua importância, como pólo dinamizador da vila.

Com ponto de encontro marcado às 18h30, no Largo de São Sebastião, o passeio levará os participantes a descobrir os encantos do antigo coração da vila, numa visita guiada, passo a passo, pelos caminhos do património do concelho, ao encontro dos elementos mais significativos da história de São Brás de Alportel.

Esta iniciativa servirá ainda para lançar uma nova edição municipal: o “Centro histórico de São Brás de Alportel, Roteiro no espaço e no tempo”, publicação que resultou de uma parceria entre o Município e a Associação Al-Portel, e que reúne, num formato simples e prático, um conjunto de informações que servem de guia a uma visita ao centro histórico.

PS e Águas do Algarve afinam estratégias

Em comunicado de imprensa o PS/Algarve fez saber que vários deputados socialistas reuniram ontem com a administração da Águas do Algarve.

Aldemira Pinho, Jovita Ladeira, Hugo Nunes, David Martins, Esmeralda Ramires e Manuel José Rodrigues, foram os elementos do PS que realizaram ontem uma reunião de trabalho com Artur Ribeiro, Presidente do Conselho de Administração, e Luís Faísca, Administrador da Águas do Algarve.

Desta reunião, os Deputados destacam:

• A garantia de que a construção da Barragem de Odelouca não implica o aumento da tarifa praticada pelas Águas do Algarve;
• A confirmação de que no Algarve é praticada a 2.ª tarifa mais baixa do País no abastecimento de água em “alta”;
A elevada taxa de cobertura do abastecimento de água “em alta” no Algarve, superior a 96%;

• Os objectivos definidos para a cobertura da Região ao nível do saneamento básico;
• O ambicioso plano de investimentos para os próximos anos que ultrapassam os 275 milhões de euros.

Na reunião forma também abordados temas como:
• A capacidade de abastecimento e reserva da Região;

• A estratégia de reutilização das águas residuais; • A certificação do produto “água”;
• A disponibilidade para intervir em “baixa” e a intenção de promover combate às perdas de rede; e ainda o
• Projecto: Águas do Algarve – Comunicações e produção de energia eléctrica.

Termina assim o comunicado : "PS e Águas do Algarve, juntos pela água".

27 março 2007

Rede de esgotos de S. Brás de Alportel

Impasse arrasta-se, obras paradas.

O concelho de São Brás de Alportel já devia estar ligado, há quase um ano, ao sistema multimunicipal de tratamento de esgotos. Mas a conclusão da rede tem esbarrado na falta de autorização da Estradas de Portugal para o atravessamento de três rodovias.

“Os esgotos deviam ter sido ligados ao sistema multimunicipal antes do Verão de 2006, passando a ser tratados na ETAR de Faro ”, referiu ao CM o presidente da autarquia de São Brás de Alportel, António Eusébio.

O processo sofreu um primeiro atraso com “a indefinição de se saber se o município de Faro aderia ou não ao sistema multimunicipal”. Resolvido este problema (com a adesão), tudo parecia bem encaminhado para que a ligação se efectuasse.

Só que para a rede chegar a Faro tem de atravessar três estradas nacionais – EN2, EN125 e Via do Infante. A concretização da obra, da responsabilidade da Águas do Algarve (que gere o sistema multimunicipal) implica a prévia autorização da Estradas de Portugal – o que “tarda em acontecer”.

Perante o impasse, António Eusébio – que quer ver o problema resolvido “até ao Verão” – solicitou uma reunião ao Governo.

O autarca adiantou que, entretanto, surgiram informações por parte da Águas do Algarve de que a solução do caso poderá estar para breve.

Enquanto isso não acontece, os esgotos continuarão a ser encaminhados para três ETAR existentes no concelho, as quais efectuam apenas o tratamento secundário e estão subdimensionadas para as necessidades.

Deficiências que geram maus cheiros e alguma poluição nas ribeiras de Alportel e Machados.