23 abril 2007

Desafios Pilotos & Máquinas


GDC Machados vence em karting

No Kartódromo de Almancil teve lugar, no pretérito domingo, a primeira prova de karting do Clube Amizade/Desafios Pilotos & Máquinas, cuja vitória sorriu aos pilotos André Lourenço e Diogo Gago do GDC Machados. No que diz respeito à competição feminina, a dupla da MTZ Fashion Cars (Dina Santos/Marisa Neves) dominou de fio a pavio.

Partindo bem, tanto na 1.ª como na 2.ª manga de corrida, o resultado espelha a supremacia evidenciada pelos dois jovens representantes do Grupo Desportivo e Cultural dos Machados. Diogo Gago que deixou o 2.º classificado, José Gonçalves a quase 7 segundos, enquanto que André Lourenço ganhou ainda mais vantagem, quase 20 segundos, a Milton Reis que foi o 2.º classificado na derradeira manga e contribuiu para que a MTZ Fashion Cars terminasse a prova no degrau mais baixo do pódio.

No 2.º lugar do pódio terminou a equipa Amaral e Oliveira Joalheiros, um resultado que pode dizer-se foi fruto da regularidade e relegou para trás equipas que cometeram alguns erros ou porque as coisas não correram de feição, aliás, como em tudo na vida, também nos desportos motorizados acontecem alguns imprevistos. José Costa terminou a 1.ª manga no 3.º lugar atrás de Milton Reis, e Gustavo Ribeiro concluiu a sua manga na 4.ª posição, atrás de Sérgio Sousa, 3.º e de José Gonçalves que foi 2.º.

No que diz respeito à competição feminina, a dupla da MTZ Fashion Cars (Dina Santos / Marisa Neves) dominou de fio a pavio. Luta renhida existiu entre as outras duas equipas em competição, cujo 2.º lugar foi garantido pela Adrijor II (Susana Brás / Ana Santos) relegando para o derradeiro lugar do pódio a equipa The Fly (Lilia Amado / Maria João Nascimento).

Saliente-se que, as grelhas de partida do Clube Amizade / Desafio Pilotos & Máquinas / Mymoto, foram patrocinadas pelo Korpus Gentlemans Club, que colocou na pista 12 beldades femininas, dando assim um visual inédito ao Kartódromo de Almancil.

Apesar de terem que ser limadas algumas arestas em termos de programação e não só, a primeira prova de Karting do Clube Amizade/Desafio Pilotos & Máquinas/Mymoto foi do agrado de todos. Contudo, a organização critica “o comportamento de alguns participantes, que em nada abona a prática do karting em particular e dos desportos motorizados em geral, muito por culpa dos próprios não lerem os regulamentos e do que foi dito no briefing entrar por um ouvido e sair pelo outro”, por isso, os irresponsáveis pelas provas, esperam “que na próxima prova, que se realiza dia 3 de Junho no Kartódromo de Almancil, tudo decorra com a normalidade e dignidade que se pretende”.

Classificação do Desafio após a 1.ª Prova

1.º GRUPO D. C. DOS MACHADOS - André Lourenço / Diogo Gago – 20 pontos
2.º AMARAL & OLIVEIRA JOALHEIROS – José Costa / Gustavo Ribeiro – 17
3.º MTZ FASHION CARS – Milton Reis / João Pedro Santos – 15
4.º FIAAL - JAGUAR / LAND ROVER – Luís Assunção / António Pinheiro – 14
5.º SULKART TEAM – Billy Wanner / Patrícia Galvão – 13
6.º KORPUS GENTLEMANS CLUB – Filipe Quirino / Sérgio Sousa – 12
7.º GUERREIRO E GONÇALVES- Nelson Guerreiro / José Gonçalves - - 11
8.º GULA GULA – Marco Santos / Wild Net – 10
9.º PÉ DE VENTO SPORT CLUBE – Mário Sousa / António Monteiro – 9
10.º PNEUS COSTA / MULTICÓPIAS – Vladimiro Sousa / Carlos Costa – 8

22 abril 2007

ASORGAL elege Autarca do Ano

Presidente da Câmara de Albufeira Desidério Silva é Autarca Algarvio do Ano 2006

O Presidente da Câmara Municipal de Albufeira foi distinguido pela ASORGAL- Associação dos Órgãos da Comunicação Social do Algarve – com o título de “Autarca Algarvio do Ano 2006”.

Trata-se da primeira vez que esta distinção é atribuída por esta Associação que pretende, através desta iniciativa, reconhecer aqueles que, nos lugares públicos, trabalham em prol do Desenvolvimento Local.

A ASORGAL esclareceu que “a votação decorreu nos últimos meses e juntou opiniões regionais de algumas das cerca de 80 votações distribuídas entre jornalistas e líderes de opinião regionais previamente convidados , cujos resultados finais foram devidamente conferidos por uma comissão nomeada para o efeito”.

Desidério Silva foi o nome que reuniu maior número de votações de entre todos os autarcas da região, enquanto o Dr. José Estevens e Manuel de Jesus Marreiros , presidentes das Câmaras Municipais de Castro Marim e Aljezur respectivamente , obtiveram o 2º e 3º lugares. A Comissão de honra deste prémio inclui diversas personalidades da região, entre os quais se encontram, entre outros , o Governador Civil de Faro e o Reitor da Universidade do Algarve.

Desidério Silva quando tomou conhecimento da nomeação referiu que “se sente honrado com esta distinção, até porque é a primeira vez que é instituída e porque resultou de uma votação feita por personalidades independentes. Salientando o facto de que “o melhor prémio é resolver no dia-a-dia os problemas das pessoas e lançar novos desafios para o futuro”, o autarca concluiu que “numa época em que os autarcas , apesar do muito bom que realizam, são muitas vezes reconhecidos apenas pelas piores razões, é importante que estes reconhecimentos aconteçam e que valorizem aqueles que dão a cara pelas pessoas e pelas suas aspirações”.

O prémio de “Autarca Algarvio do Ano 2006” foi entregue a Desidério Silva no passado dia 14 de Abril em cerimónia que teve lugar no Hotel Alpinus-Pinhal do Concelho –Açoteias no concelho de Albufeira onde marcou presença a imprensa e entidades oficiais da região.

Sociedade 1.º Janeiro - Esclarecimento

«Em prol da verdade relativamente aos subsídios para o futebol»

a Direcção da Sociedade 1.º de Janeiro publicou no Jornal “Noticias de S.Braz” um breve esclarecimento que reproduzimos na íntegra.

Sociedade Apresenta Contas

«Para que todos os sambrasenses tenham conhecimento da carolice que se desenvolve na Sociedade Recreativa 1.º de Janeiro apresentamos quadro demonstrativo da realidade desta colectividade.»

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Subsídio atribuído à Sociedade 1.º Janeiro – 2007

- Câmara Municipal - 21.262.,50€

-Torneio - 1.250,00€

- Viaturas - 1.000,00€

- Junta de Freguesia – 7.000,00€

Total....................30.512,50€


Despesas da Sociedade 1.º Janeiro – 2006

- AFA – 2.250,00€

- Alimentação – 6.702,91€

- Assist. Médica - 1.988,55€

- Combustíveis - 4.020,30€

- Sede - 6.851,43€

- Electricidade - 1.660,73€

- Torneio - 2.250,00€

- Pessoal - 6.065,00€

- Marcação Campo - 1.163,00€

- Material Desportivo - 10.555,62€

- Oficina - 2.959,65€

- Seguros - 827,85€

- Outros - 980,00€

Total………………………… 48.275,04€

Saldo – (48.275,04€ - 30.512,50€) = Saldo Negativo

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«O trabalho desenvolvido em prol dos jovens do nosso concelho exige uma grande capacidade de gestão para fazer face às despesas correntes deste clube, sempre superiores aos subsídios atribuídos pelas entidades locais, o que nos leva a obter receitas com muito trabalho e dedicação, onde se destaca o apoio financeiro e pessoal dos pais dos atletas assim como de todas as empresas sambrasenses que se tem demonstrado disponíveis aos nossos apelos.»…

1.º Janeiro desafia a União Sambrasense?

…«Têm-se verificado algumas intenções pessoais e colectivas em fazer passar uma imagem que não é real, apelamos aos mesmos que em momento oportuno tenham o bom senso de apresentar aos sambrasenses as vossas realidades, visto terem sido publicados artigos na imprensa local que não correspondem à verdade.

Os subsídios atribuídos à UDR Sambrasense são de 30.000€ da Câmara e de 12.000€ da Junta de Freguesia. Sendo esta a realidade dos factos ficamos nós e os sambrasenses tentados a perguntar a razão pela qual estão a omitir a verdade em relação aos valores recebidos???»…

1.º Janeiro acusa União Sambrasense
De prejudicar a formação de jogadores no concelho

…«Relativamente aos atletas que terminaram a sua actividade desportiva na Sociedade 1.º Janeiro (Juvenis) informamos que na época 2004/05 transitaram para o escalão júnior, conforme sempre ocorreu, 10 atletas que seriam de segundo ano, e na época de 2005/06 transitaram 13 atletas.

Para quem sabe fazer contas dá um numero de 23 jogadores, que daria perfeitamente para formar uma equipa, o que resumindo a UDRS acabou com o escalão (juniores) por opção própria e não por falta de atletas como fez transparecer aos sambrasenses, prejudicando a formação deste concelho. Neste momento desses mesmos atletas que transitaram para juniores e os do segundo ano estarão 4 ou 5 no plantel sénior.»…

1.º Janeiro pede que não se critique
actuação da Autarquia

…«Para terminar a Direcção da Sociedade Recreativa 1.º de Janeiro, lembra que é devido aos subsídios atribuídos às Associações que as mesmas sobrevivem.

Não nos podemos esquecer que as colectividades dependem da ajuda das autoridades locais, daí que deveríamos ser comedidos com as afirmações proferidas.»

Assina: A Direcção da Sociedade Recreativa 1.º de Janeiro.


21 abril 2007

Jorge Varanda em Entrevista


Jorge Varanda, director geral do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul



“Já poderíamos ter este tipo de centros há 30 anos”

Situado em São Brás de Alportel, o Centro de Medicina e Reabilitação do Sul recebeu esta semana o primeiro paciente. O director-geral, Jorge Varanda, garante que será impressa uma nova dinâmica à gestão das camas, através de um treino intensivo dos doentes

Na sua opinião, a reabilitação foi esquecida pelos sucessivos governos em Portugal?

Jorge Varanda (JV) – Sim. Há medida que se avança na construção destes centros, aprendemos como poderemos fazer as coisas. Faltou a sua estruturação. Depois de Alcoitão, só se realizou o Centro da Tocha. Desde os anos 60 que existiam instrumentos de planeamento. Alguns hospitais foram criando os seus serviços e colmatando as falhas. Ninguém viu os custos sociais e económicos de ter pessoas que poderiam ter atingido um nível de recuperação funcional mais elevado e que não o atingiram. Se se tivesse seguido um modelo de documento que já vi há alguns anos, já poderíamos ter este tipo de centros há uns 30 anos.

Iniciaram a vossa actividade a 6 de Abril. Como está a correr esta fase inicial?

JV – Este é um centro especial, uma vez que os pacientes não são enviados a um ritmo de um hospital de agudos, mas a um ritmo de um centro especializado em reabilitação. Felizmente, não temos muitos doentes e os casos indicados para aqui são os mais graves. No início desta semana entrou o primeiro doente, que foi encaminhado pelo Centro Hospitalar do Baixo Alentejo.

Este foi um processo iniciado em 1999. Foi difícil chegar até este ponto?

JV – Houve muito esforço e muitas pessoas a trabalhar até chegar a este ponto, quer do lado do Ministério, quer do lado do Grupo Português de Saúde. Este era um «sonho» do Algarve e conseguiu-se levar a bom porto este projecto inovador. No mês do Julho estaremos a meio do preenchimento das camas, sendo que abriremos a segunda parte do internamento. Nessa altura, já estaremos numa velocidade cruzeiro.

Qual a importância deste centro na zona Sul do País?

JV – Até há pouco tempo existia apenas um centro desta natureza no País, em Alcoitão, como centro especializado para este tipo de tratamento. Seguiu-se o Centro da Tocha, para a região Centro, agora o de S. Brás de Alportel para o Baixo Alentejo e Algarve, e prevê-se no futuro um centro para a Região Norte, que é a única zona que falta cobrir. Esta evolução constitui a efectivação, ao nível dos centros especializados, da Rede de Medicina de Reabilitação. São Brás foi o local escolhido tendo em conta a existência das instalações do antigo Sanatório Vasconcelos Porto, o qual deixou uma marca histórica indelével na região, pela proximidade de Faro e futuro acesso à A22. De acordo com a Direcção-geral de Saúde, a existência de camas de internamento especializadas em cuidados intensos de reabilitação é imprescindível. O Centro de Reabilitação de S. Brás (CMRS) é uma unidade hospitalar especializada, de 54 camas de internamento, hospital de dia e ambulatório, gerida em regime de parceria público-privada pelo Grupo Português de Saúde – o segundo maior grupo privado do País – através de um contrato com o Estado português.

Quais os objectivos do CMRS?

JV – A missão do centro é prestar, na sua área de influência, cuidados diferenciados de reabilitação a pessoas portadoras de grande limitação funcional em regime de internamento com carácter intensivo, cumprindo padrões de excelência com vista à maximização do potencial de reabilitação de cada doente e ao pleno exercício da cidadania. O centro tem funções apropriadas de ensino e de investigação. A curto prazo pretendemos dar resposta completa à procura pública do Serviço Nacional de Saúde e aos 15 por cento que nos é atribuído para a rede privada. Um segundo objectivo é a inovação e melhoria contínua dos processos de trabalho e da tecnologia.

Que tipos de tratamentos vão efectuar?

JV – O novo CMRS destina- se prioritariamente ao tratamento de doentes em regime de internamento em três grandes áreas prioritárias: lesões medulares, traumatismos crânio-encefálicos e acidentes vasculares cerebrais. Há outro tipo de situações, nomeadamente na área neurológica, que só serão tratadas se houver lugar para isso. A organização e gestão do centro vai focar toda a sua actividade nas pessoas que vai servir e nas suas necessidades específicas, proporcionando as melhores condições para desenvolver o seu potencial de reabilitação, com vista à obtenção do maior grau de autonomia, independência e funcionalidade. Cada pessoa tratada será acompanhada desde a sua admissão à transição para o domicílio, vida familiar e profissional, fazendo o seguimento posterior necessário à situação clínica de cada um.

Esse tratamento será efectuado de uma forma intensiva, tal como acontece na Tocha?

JV – O regime de tratamento será intensivo, baseado em equipas interdisciplinares, com disponibilidade terapêutica das 9 às 20 horas em ginásio e com serviços médicos e de enfermagem em permanência. A organização terapêutica inclui a fisioterapia, a hidroterapia, a terapia ocupacional, a terapia da fala e apoios especializados de neurofisiologia, urodinâmica, provas respiratória, imagiologia, psicologia e serviço social. Além dos médicos fisiatras, a equipa inclui um médico internista permanente e médicos especialistas consultores de urologia, psiquiatria, neurologia, ortopedia e outras especialidades que forem necessárias. O planeamento do centro não inclui nesta fase um sector pediátrico.

“É preciso muito treino para atingir resultados”

Na sua opinião, a capacidade instalada é suficiente para dar resposta a todos os casos existentes na região?

JV – Não posso dar-lhe uma resposta peremptória sobre isso, porque de acordo com um número de camas previsto para este centro há uma pequena diferença. Em termos de necessidade foram calculadas 80 camas, mas o centro vai dispor de 54 camas de internamento. Há alguns elementos novos que se prendem com a capacidade da nossa acção, uma vez que devemos ter em atenção a dinâmica que vamos colocar na gestão das camas e, também, porque através do contrato estamos obrigados a fazer um estudo da procura deste tipo de casos.

Que dinâmica pretende imprimir na gestão de camas?

JV – Esse é um aspecto que respeita à área clínica, mas o modelo consiste num treino intensivo dos doentes, para poder atingir o máximo de capacidade de reabilitação. Uma imagem que pode ser utilizada para perceber o que se vai fazer é o treino dos atletas de alta competição. É com muito treino que se chega aos resultados. Podemos chegar mais longe e mais cedo do que desejaríamos, podendo a capacidade das camas ser assim aumentada. Em média, um doente é pressuposto passar 90 dias em internamento.

Como se vai processar a articulação entre o público e o privado?

JV – Este é um centro público, embora seja gerido por uma entidade privada. O CMRS tem protocolos estabelecidos com o Hospital Distrital de Faro, Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio e Centro Hospitalar do Baixo Alentejo, onde estão estabelecidas regras de referenciação de doentes para este centro. Essas regras estabelecem a forma como os doentes são encaminhados para este centro e as condições que têm de preencher.

Nesta fase inicial, quantos técnicos estão a trabalhar no CMRS?

JV – Neste momento, já temos os sectores da área administrativa a funcionar em pleno. Temos um quadro de 60 pessoas na fase inicial, mas mais tarde teremos 116 pessoas a trabalhar.


in: Algarve

Tradição e Inovação Alimentar

Maria Manuel Valagão lançou Livro Tradição e Inovação Alimentar


No passado dia 21 de Março foi lançado na Escola de Hotelaria e Turismo o livro organizado por Maria Manuel Valagão Tradição e Inovação Alimentar - dos recursos silvestres aos itinerários turísticos.

O Livro que foi o resultado de um projecto de Desenvolvimento Experimental e de Demonstração que decorreu no concelho de Alcácer do Sal, é segundo a organizadora um livro sobre a inovação das tradições alimentares, com base numa abordagem integrada de identificação e de reconhecimento da importância do património natural e cultural. Foram valorizadas as componentes relativas à flora local, aos recursos micológicos silvestres , aos recursos alimentares, culturais e identitários , ao saber fazer culinário e ao valor cénico da paisagem.

O processo de transformação alimentar ensaiado foi o da secagem . Os produtos sobre os quais se desenvolveu a vertente de experimentação e demonstração foram o “tomate seco”, as “ervas aromáticas condimentares” e os “cogumelos silvestres secos”. Estes produtos cujas especificidades nutricionais e gastronómicas se adaptam às novas necessidades dos consumidores urbanos (propondo soluções agradáveis e fáceis para o seu quotidiano alimentar ) detêm , simultaneamente um alto valor acrescentado o que lhes confere um sentido de oportunidade para potenciais iniciativas empresariais. Na sua essência , estas adaptações à modernidade, não são mais do que a reintegração das tradições e representam , em si, verdadeiras fórmulas criativas para rentabilizar pequenas indústrias artesanais, podendo proporcionar rendimentos complementares interessantes. Este livro pretende ensinar a fazer e ser um contributo para o suporte ao aumento da oferta de futuras iniciativas empresariais de pequena dimensão e à diversificação das actividades económicas locais.

O livro apresentado pela prof. Carla Sousa, ESGHT, Universidade do Algarve e por F.M. Palma Dias gestor da Companhia das Culturas terminou com a autora e organizadora Maria Manuel Valagão rodeada de muitas entidades, admiradores, familiares e amigos a afirmar, que para além do valor nutricional deste livro conta também o valor emocional.

Editado em Outubro do ano passado chegou-nos agora esta pequena enciclopédia que foi feita a partir de observações e experimentações no espaço limitado, mas muito rico em memórias e práticas da Companhia Agrícola da Barrosinha. Parabéns Maria Manuel Valagão.

in Notícias de S. Braz

20 abril 2007

Derby São-Brasense

sábado, dia 21 de Abril

No próximo dia 21 de Abril está marcada a 27 ª jornada do Campeonato Distrital de Futebol Sénior da 2ª Divisão entre os Machados e o Sambrasense B no Campo António Coelho.

Assim os Sambrasenses vão ter oportunidade de assistir a mais um derby local com os Machados a disputar a subida de divisão já que se encontra em 2º lugar (à 25ª Jornada) logo a seguir ao Sporting Farense mas com o 11 Esperanças e Padernense o primeiro a 3 pontos e o segundo a 5 pontos pequena margem que com qualquer deslize pode significar o afastamento dos lugares cimeiros.

Devido à rivalidade entre os clubes locais, espera-se que a União Sambrasense se apresente na máxima força, talvez utilizando o plantel da equipa A, aproveitando a paragem no Campeonato da 1.ª Divisão, pelo que não se esperam facilidades para a equipa dos Machados.

É mais uma edição do Derby Concelhio, no Campo António Coelho. A não perder.

SNACK-BAR PISCINAS MUNICIPAIS

A Câmara Municipal fez público que, em conformidade com a deliberação camarária tomada em 27 de Março de 2007, se procederá à arrematação, em hasta pública do SNACK-BAR DE APOIO ÀS PISCINAS MUNICIPAIS, que se encontra vago.

A arrematação será para o período de utilização de quatro meses, com início a 01/06/2007.

A arrematação será feita a quem oferecer maior quantitativo acima da base de licitação que se fixa em € 500.

O pagamento da taxa de ocupação mensal será no valor de € 500.

A hasta pública terá lugar perante a Câmara, em reunião ordinária a realizar no dia oito de Maio pelas quinze horas na sala de reuniões do Edifício dos Paços do Município, sendo os lanços fixados num mínimo de € 50.

Todo o equipamento e mobiliário pertença do município terá de ser devolvido em bom estado de conservação e/ou de funcionamento.

Os arrematantes serão devidamente identificados e, quando não sejam os próprios, deverão apresentar procuração bastante.

A Câmara reserva-se o direito de não adjudicar ao maior lanço oferecido quando reconheça não haver vantagem económica, moral ou disciplinar ou ainda se verificar haver conluio entre os licitantes ou outras situações anómalas, o que será deliberado na própria reunião camarária.

Em caso de encerramento temporário das piscinas, por factos imprevistos, a Câmara Municipal não se responsabilizará pela eventual diminuição de volume de negócios.

Mês da Dança

São Brás de Alportel abre as portas a mais uma Primavera com um mês dedicado à dança. Dois grandes momentos marcam este mês, o espectáculo “Terra dos Meus Sonhos”, no dia 21, às 21:30 horas, e “Sonhar Flamenco”, no dia 28, às 21:30 horas, ambos no Cine-teatro São Brás.

O espectáculo “Terra dos Meus Sonhos”, trazido pela Companhia de Dança do Algarve, é constituído por diversos quadros de dança contemporânea que se fazem acompanhar, na sua maioria, por música portuguesa, desde a Idade Média até aos nossos dias, passando por Dulce Pontes, Rui Veloso, e muitos outros. De autoria do director artístico, Evgueni Beliaev, este espectáculo baseia-se nas suas vivências.

“Sonhar Flamenco” é outro espectáculo que mostrará a magia e o encanto do flamenco, pela Companhia de Dança Lunares. O sonho funde-se com a realidade e o silêncio dá lugar a uma animada festa de dança flamenca, com músicos convidados, transportando o espectador para um mundo pleno de música, ritmo, cor e muito salero.

Numa encenação de Sofia Cabrita, com coreografias de Raquel Oliveira, Isa Cantos, Ana Martinez e Maria José Navarro, este espectáculo conta com a presença de um elenco conceituado de bailarinos e tem como músicos convidados: Rui Pedro Oliveira, Alexandre Guikherme e Xavier Llonch.

Os bilhetes para os espectáculos encontram-se à venda, na Tesouraria da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, desde o dia 9 de Abril.

19 abril 2007

Oferta Emprego (caducada)

A Câmara Municipal publicou no passado dia 17 de Abril, no seu site (www.cm-sbras.pt) aviso para a contratação de pessoal a termo resolutivo certo:

1 tratador - Apanhador de Animais
(ver aviso)

Como vem sendo hábito não vai ser possível aos nossos leitores concorrerem ao emprego, uma vez que a apresentação das candidaturas deveria ser feita no prazo de 5 dias uteis a contar da data de publicação (dia 09/04/2007). O prazo de apresentação de candidaturas findou portanto no dia 16 de Abril, um dia antes da publicação do aviso no site da Câmara Municipal.

Associação dos Industriais da Hotelaria

AIHSA assina protocolo com São Brás de Alportel

A Associação dos Industriais de Hotelaria e Similares do Algarve (AIHSA) assina amanhã, 19 de Abril, pelas 15:30 horas, um Protocolo de Colaboração com a Câmara Municipal de São Brás de Alportel.

Em comunicado a Câmara Municipal de São Brás de Alportel anuncia que o protocolo permitirá à AIHSA facilitar o acesso e um serviço de proximidade aos empresários da Hotelaria, Restauração e Bebidas deste concelho. Assim, a AIHSA marcará presença quinzenalmente no Centro de Apoio à Comunidade de São Brás disponibilizando recursos humanos necessários à prestação de um serviço de atendimento especializado aos empresários do sector.

IV Encontro Eurocork

A cortiça no centro do debate

A conferência transnacional Eurocork 2007 vai acontecer nos próximos dias 19 e 20 de Abril, em Aracena (Huelva) e São Brás de Alportel, respectivamente.

Em São Brás
, o programa inicia às 9:30 horas com visita às empresas “A. Custódio da Conceição” e “PELCOR”.

O colóquio de mesa, intitulado “Inovação na empresa Nova Cortiça”, tem lugar às 11:30 horas. A sessão de encerramento está agendada para as 12:30 horas, com a presença do presidente de la Diputación Provincial de Huelva e do presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, seguida de uma visita à fábrica Nova Cortiça.

“Festival de narração Oral Contos de Liberdade”

De 19 a 24 de Abril

Inserido nas comemorações do aniversário do 25 de Abril, a V edição do “Festival de narração Oral Contos de Liberdade” vai realizar-se em Faro, S. Brás do Alportel e Loulé, de 19 a 24 de Abril, constituído por diversas sessões de contos, em diferentes locais (espaços e jardins públicos, bibliotecas, e bares).

O festival será composto por contadores que, através do seu repertório, farão reflectir sobre o significado do que é a “Liberdade” hoje, mais de três décadas após a revolução de Abril. Pretende-se ajudar a reavivar a tradição de contar e escutar fomentando espaços de formação, quer para contadores, quer para ouvintes, planeando actividades de uma forma continuada e estruturada, dando particular atenção às escolas e bibliotecas.

O festival é promovido pela ARCA – Associação Recreativa e Cultural do Algarve, em parceria com os “Piratas de Alejandria” (associação de Andaluzia) e conta com a colaboração da Casa de Cultura de Loulé, da Biblioteca Municipal de Faro, da Biblioteca Municipal de S. Brás do Alportel, da Sociedade Recreativa Artística Farense, do Tradballs e Bar “Maktostas”, além do apoio do Ministério da Cultura, Câmara Municipal de Faro, Câmara Municipal de São Brás do Alportel, Câmara Municipal de Loulé e CNA.

18 abril 2007

“Algarve sem Fronteiras”

Rosa Mota “madrinha” do “Algarve sem Fronteiras” - Evento desportivo reúne amanhã centenas de estudantes em Loulé

A campeã olímpica Rosa Mota vai ser a “madrinha” do “Algarve sem Fronteiras’07”, evento que reúne amanhã, quarta-feira, 18, centenas de alunos de vários concelhos da região no Parque Municipal de Loulé.

Trata-se de uma iniciativa que visa unir os vários municípios da região, apresentando ainda uma componente “educativa e pedagógica” em relação aos estudantes participantes, promovendo a “actividade física” e o “convívio” entre todos. Em Loulé, vão estar estudantes de 13 escolas algarvias do 3.º ciclo.

O arranque será dado às 9:00 horas, com a visita aos “stands” das entidades que apadrinham o evento. As actividades têm início às 10:15, prolongando-se até às 13:30.

A cada jogo tradicional e de cooperação (estafetas, ultrapassagem de obstáculos) entre os jovens está associado uma instituição social, que se apresenta numa feira, dando a conhecer o trabalho que desenvolve, de forma a sensibilizar os mais jovens.

Bombeiros Voluntários, Instituto de Drogas e Toxicodependência, Protecção Civil, Instituto de Conservação da Natureza, Instituto de Socorros a Náufragos, Instituto Português da Juventude, Cruz Vermelha, ALGAR, GNR e PSP são algumas das entidades que dão nome aos jogos. A actividade final denomina-se “Caça ao Tesouro”.

Depois do almoço, serão entregues os prémios, que consistem em material desportivo para as escolas participantes: Loulé – EB 2.3 Padre José Cabanita e EB 2.3 Eng. Duarte Pacheco; Albufeira – EB 2.3 Martim Fernandes; Lagos – EB 2.3 n.º 1; Faro – EB 2.3 Dr. José Neves Júnior; Lagoa – EB 2.3 Jacinto Correia; Portimão – EB 2.3 Prof. José Buissel; Monchique – EB 2.3 de Monchique; Aljezur – EB 2.3 de Aljezur; Olhão – EB 2.3 José Carlos da Maia; Tavira – EB 2.3 D. Manuel I; Castro Marim – EB 2.3 de Castro Marim; São Brás de Alportel – EB 2.3 Poeta Bernardo Passos.

Os municípios de Alcoutim, Silves, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António não vão ter representantes no “Algarve sem Fronteiras’07”.

A campeã olímpica da Maratona, Rosa Mota, aceitou ser a “madrinha” do evento, estando disponível para os fãs em duas sessões de autógrafos, às 10:00 e 15:00 horas.

Edgar Pires

Amigos dos Velhos Ciclomotores

IV Encontro dos Amigos dos Velhos Ciclomotores

Domingo dia 22 o GDR de Machados organiza o 4.º Encontro dos Amigos dos Velhos Ciclomotores. O ponto de encontro está marcado para as 10 horas na sede do GDR Machados. Às 10.30 horas, concentração na Avenida da Liberdade seguindo-se um passeio pelo concelho com partida marcada para as 11.30 horas. A semelhança de anos anteriores são esperados cerca de 200 participantes.

1º Encontro de Secretárias


No próximo sábado, dia 21 de Abril realiza-se o 1º Encontro de Secretárias de Administração Pública do Algarve. O evento reunirá, num almoço em São Brás de Alportel, no Restaurante Rocha da Gralheira, 30 Secretárias da Administração Pública e dos Serviços do Algarve.

Este encontro tem como objectivo a troca de pontos de vista sobre assuntos muitas vezes falados via telefone, entre estas profissionais. A ideia partiu do secretariado da Presidência da CCDR Algarve para que estas profissionais se conheçam pessoalmente, ficando assim com uma ideia além da voz que já conhecem.


Todas as secretárias inscritas e presentes vão ser presenteadas pelo seu esforço e dedicação com algumas ofertas e diversa informação hoteleira cedida por várias entidades que se juntaram a esta iniciativa.

17 abril 2007

Vila Velha Restaurante

Inaugurado o Vila Velha Restaurante de Osvalde Silva

Foi inaugurado no passado dia 5 de Abril o Restaurante Vila Velha, da responsabilidade de Osvalde Silva, chefe cozinheiro sambrasense que aposta agora na sua terra natal .

O restaurante situado na parte velha da Vila na Rua Gago Coutinho é um espaço agradável bem decorado num edifício antigo e que pratica preços bem convidativos para a categoria do estabelecimento.

Com inúmeros convidados, amigos e familiares na festa de inauguração esta poderá uma aposta interessante de Osvalde Silva, cabendo agora aos potenciais clientes dizer da sua justiça na certeza de que a equipa do restaurante Vila Velha tudo fará para satisfazer os clientes.

Cozinha Internacional, Cozinha Portuguesa, e Menus de Degustação são a aposta podendo ainda o espaço ser reservado para Grupos, Aniversários, Baptizados e Casamentos, o espaço é agradável e fica aguardando a sua visita.

16 abril 2007

Sambrasense agraciado por D. Duarte Nuno

Dr. Miguel Reis Cunha agraciado com Medalha de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Advogado de profissão, Dr. Miguel Reis Cunha foi agraciado no passado dia 17 de Março pela Senhor D. Duarte Nuno e pela esposa, D.Isabel de Bragança com a medalha

de Mérito da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. A condecoração foi entregue na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Lisboa e teve por motivo a participação daquele, na qualidade de membro da Comissão Executiva do Grupo Cívico “Algarve pela Vida”, na campanha do referendo pelo aborto do dia 11 de Fevereiro.

O agraciado, em declarações ao jornal "Noticias de S.Braz", referiu sentir-se muito lisonjeado, mas considera que a condecoração pertence, na realidade, a todos os homens e mulheres que, de forma desinteressada e ao longo de várias semanas, com muito sacrifício pessoal, familiar e profissional participaram activamente no Grupo Cívico“Algarve pela Vida”.

O mesmo aproveitou também a oportunidade para, no final da cerimónia, convidar o Senhor D. Duarte a visitar S.Brás de Alportel.”.

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Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa

Insígnia: placa irradiada sobre a qual estão apostas nove pequenas estrelas brancas, e , encimada por coroa real, estrela branca de nove pontas. Ao centro, medalhão redondo com as letras A e M entrelaçadas, em relevo, circundado por orla azul-ferrete com a legenda "PADROEIRA DO REINO". Fita e banda azul-claro, com orla branca.
Graus: cavaleiro, comendador e grã-cruz.

D. João VI, ao ser aclamado Soberano do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 6 de fevereiro de 1818, criou essa Ordem para perpetuar a data e homenagear Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Reino desde 1646. A sua regulamentação foi publicada em 10 de setembro de 1819. D. João tomou para si, e para os que sucedessem o trono, o título de Grão-Mestre, em igualdade de condições com as demais Ordens Militares. Esta Ordem, apesar do cunho religioso, era, também, militar.

Em reconhecimento e devoção à Padroeira do Reino, todas as pessoas da Família Real receberam a categoria de Grã-Cruzes efetivos. As grã-cruzes honorárias eram conferidas a pessoas que tivessem título de nobreza; as comendas, aos que tivessem filiação de fidalgo na Casa Real; e as insígnias de Cavaleiro, aos nobres e empregados que prestassem serviços ou merecessem a real contemplação do Rei. Quando de seu regresso a Portugal, D. João VI transferiu também os livros desta Ordem.


Meia Maratona Lisboa

Atletas de S.Brás de Alportel na Meia Maratona de Lisboa

Realizou-se no passado mês de Março mais uma Meia Maratona de Lisboa, prova que contou com alguns milhares de atletas, e que foi dominada pelos Africanos.Esta prova contou com a presença de alguns atletas de São Brás de Alportel, que em representação da Secção Desportiva dos Bombeiros Voluntários de S. Brás de Alportel não quiseram faltar a esta grande festa do Desporto.

13 abril 2007


Procura-se Pastor Alemão com 7 anos, desaparecido, de cor preto e creme, com cerca de 60/70 cm de altura. A Quem souber qualquer informação por favor contactar o 969082312 ou a GNR de São Brás de Alportel.

Trabalho a favor da Comunidade


Um protocolo ontem assinado entre o Instituto de Reinserção Social, câmaras municipais de Tavira, Aljezur, São Brás e Albufeira, bem como cinco juntas de freguesia e várias instituições da região, permitirá a substituição de penas de prisão por trabalhos a favor da comunidade.

O secretário de Estado da Justiça, Conde Rodrigues, que presidiu à cerimónia, no Parque Natural da Ria Formosa, anunciou que as penas de prisão até dois anos passarão a beneficiar deste sistema, substituindo o actual regime que apenas abrangia as penas até um ano.

“Quem comete um crime tem de ser castigado, mas a prisão não pode ser a única solução”, defendeu o governante, que salientou a possibilidade do cumprimento da pena neste regime, “como uma forma de compensar a comunidade do mal cometido”.

A Pena de Trabalho a Favor da Comunidade tem uma duração variável de 36 a 380 horas, podendo ser executada em dias úteis, sábados, domingos e feriados, tendo já sido aplicada a 8701 pessoas.

Em S. Brás de Alportel, a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, os Bombeiros Voluntários, a Associação In-loco e/ou a Sta. Casa de Misericórdia são algumas das entidades que poderão beneficiar de trabalho a favor da comunidade.

12 abril 2007

Homem deita fogo ao quarto

Deitou fogo ao quarto da casa onde vive com a mãe
Progenitora mudou-se com medo

António Luís de Sousa, solteiro, de 51 anos, residente no sítio do Farrobo, em São Brás de Alportel, com a mãe e o padrasto, provocou, na noite de segunda-feira, cerca das 21h00, um incêndio na própria casa. A pronta intervenção dos Bombeiros Voluntários locais evitou a destruição do edifício.

O homem, que admite ter problemas de alcoolismo, confessou ao CM que “quando misturo bebidas deixo de saber aquilo que faço”, garantindo não se lembrar de nada do sucedido.

A mãe, Evangelina Manuel, de 72 anos, não tem dúvidas de que o incêndio foi propositado. “Tivemos uma discussão e ele foi direito ao quarto, deu um pontapé na porta, pegou num isqueiro e deu fogo a uns papéis e a diversas roupas”, afirma a septuagenária, que ainda foi a tempo de “jogar uma manta para cima, o que acalmou o fogo até à chegada dos bombeiros”.

Evangelina Manuel e o actual marido, Avelino Faísca, ambos reformados, já não sabem a quem recorrer. “O meu filho não trabalha e passa os dias a beber, pelo que os remédios que toma não lhe fazem efeito”, queixa-se Evangelina Manuel, que pede ajuda “de alguma entidade que possa ajudar a tratar o meu filho”.

O casal desde o dia do incêndio, por precaução, tem dormido em casa de um familiar. “Temos medo, pois nunca se sabe o que a bebida o poderá levar a fazer” confessa.

Teve alta do Júlio de Matos


António Luís de Sousa, desempregado, beneficiário do rendimento mínimo, já esteve internado, há cerca de três anos, no Hospital Júlio de Matos, em Lisboa. Teve alta, devidamente medicamentado e deveria ir, regularmente, ao serviço de alcoologia daquela unidade de saúde o que nunca mais fez. O vício é mais forte que a vontade de reabilitação. “Só bebo dois ou três copos de aguardente, mas o problema é quando misturo bebidas brancas com vinho”, afirma.

António Eusébio, presidente da Câmara de São Brás de Alportel, disse ao CM que “ainda ninguém contactou a Câmara alertando para esta situação”, mas garantiu ir tomar providências e mandar os serviços sociais da edilidade averiguar as condições humanas deste caso.

Abriu em Abril


Centro de Medicina de Reabilitação do Sul
rende oito postos de trabalho para são-brasenses

«O Centro de Medicina e Reabilitação é um projecto estruturante para o concelho são-brasense e vai contribuir para a dinamização e desenvolvimento económico de São Brás, porque garantirá emprego a mais de 200 pessoas. Essas pessoas vão gerar e acarretar outra dinâmica.» Palavras de António Eusébio no dia 11 de Setembro 2003, durante a visita realizada por diversos membros da Concelhia do PS/S. Brás ao “Sanatório”, por forma a assinalar a sua rentrée política com uma jornada de trabalho dedicada às obras em construção neste concelho, assim rematadas: «Em Março ou Abril de 2004 estará pronta e, todo o próximo ano será para equipá-la, esperando que em 2005 já tenhamos doentes aqui».

Mais de 3 anos depois, mais precisamente durante o mês de Março começou a receber os funcionários que irão ocupar os 116 postos de trabalho criados, e no início de Abril de 2007, o Centro de Medicina e Reabilitação do Sul é finalmente inaugurado e começa a receber os primeiros doentes.

É agora tempo de se fazerem contas. António Eusébio apostava «trazer mais desenvolvimento económico e mais emprego ao concelho», no entanto ficou muito aquém da promessa feita. Se relativamente ao desenvolvimento económico que o Centro de Reabilitação poderá imprimir ao concelho continua a ser uma incógnita, já o mesmo não podemos dizer da criação de postos de trabalho para pessoas. Se por um lado foram criados 116 postos de trabalho por outro apenas 8 pessoas oriundas do concelho conseguiram emprego.

De realçar aqui é o facto da maioria dos trabalhadores do Centro de Medicina e Reabilitação do Sul serem dos concelhos de Faro e Loulé, o que em termos de desenvolvimento económico pouco ou nada de relevante trazem ao concelho.

E dos 116 Postos de trabalho apenas 8 São-brasenses garantiram emprego, não se conseguiu sequer chegar à prometida na quota dos 10 por cento que António Eusébio queria preenchida por pessoal oriundo do concelho. Ficando-se apenas pelos 7%.... A montanha pariu um rato!...

11 abril 2007

Protecção Crianças e Jovens


Duas mil crianças em risco na Região Algarve

As dez comissões de protecção de crianças e jovens (CPCJ) existentes no distrito de Faro terminaram o ano de 2006 com um total de 1900 processos activos, geridos por cerca de uma centena de funcionários públicos em regime de destacamento e num dispositivo que carece de meios materiais e humanos para dar luta ao fenómeno crescente da negligência infantil e garantir maior eficácia ao acompanhamento das famílias sinalizadas.

“Andamos a trabalhar no fio da navalha, com muito volume de trabalho e poucos técnicos.” O desabafo da presidente da CPCJ de Albufeira, Ana Vidigal, é comum às restantes nove comissões da região. Em Dezembro do ano passado, as carências humanas foram diminuídas com reforços de técnicos (Segurança Social) e professores (Direcção Regional da Educação) às comissões com mais de 150 processos. “Já nos deu alguma segurança, até porque os serviços de origem têm mais cuidado no perfil das pessoas que indicam”, diz Sílvia Lourenço, da CPCJ de Olhão.

Não chega. “Precisamos de mais técnicos”, clama Manuel Viegas, da CPCJ de Loulé, e o ideal era que “houvesse mais técnicos efectivos”, acrescenta uma fonte da CPCJ de Tavira. Os técnicos integrados nas comissões restritas das CPCJ – aquelas que verdadeiramente gerem os casos sinalizados – não funcionam a tempo inteiro. E, como sublinha Patrícia Rodrigues, da CPCJ de Vila Real de Santo António, “apesar de a legislação dizer que o trabalho na comissão tem prioridade, muitas vezes não é possível”. É por issoque Ana Figueiredo, presidente da CPCJ de Portimão, propõe: “A orgânica das comissões devia ser profissionalizada.”

Com as sinalizações a subir – em Silves aumentaram 100% de 2005 para 2006 e só em Faro já foram abertos 67 casos este ano – as comissões perdem terreno no acompanhamento eficaz das famílias. Muitas nem viatura própria têm para visitas domiciliárias. Às vezes andam à boleia da polícia ou em carros de serviço de vereadores. Quase sempre dependem da boa vontade dos serviços camarários, mas nunca deixam um alerta sem resposta.

Refúgio Aboim Ascenção Lidera Acolhimento

O trabalho com famílias problemáticas, a chamada educação parental, nem sempre tem sucesso. Quando o risco evolui para uma situação de perigo, ou quando é assim sinalizado, um tribunal pode decidir que a criança seja retirada à família e colocada num centro de acolhimento temporário de emergência. Existem quatro na região – Gente Pequena (VRSA), Refúgio Aboim Ascenção (Faro), Casa da Criança (Loulé) e Catraia (Portimão) – para um total de cerca de 130 vagas. O acolhimento de emergência deveria ter uma duração máxima de seis meses – com consequente regresso à família ou entrada no processo de adopção (que no Algarve se resolve em 18 a 22 meses) – mas “há crianças internadas há anos”, refere Luís Villas-Boas, indicando que há centros que funcionam como “depósitos de crianças”. Villas-Boas dirige o Refúgio Aboim Ascenção, primeiro centro de acolhimento no País e instituição que serviu de modelo – “mal copiado” – para os muitos centros criados a partir do final dos anos 90. É o berço da emergência infantil e teve em 2006 um índice de reencaminhamento de 83,9%. No início do mês tinha ocupadas 87 das 95 vagas para acolhimento de emergência até aos cinco anos de idade.

Portimão tem mais casos

Sempre lembradas em situações limite – desfechos trágicos – as CPCJ fazem um trabalho constante de acompanhamento familiar através de acordos de promoção e protecção celebrados com progenitores de crianças sinalizadas. As escolas são o principal agente sinalizador e talvez isso justifique os 279 processos activos em Portimão, concelho com uma das melhores redes escolares da região. Loulé tinha 280 casos, mas mais 15 mil residentes. Seguem-se Faro (276), Albufeira (250), Lagos (213), Olhão (161), Tavira (151), Lagoa (146), Silves (119) e VRSA (21).

S. Brás de Alportel sem Comissão de Protecção

Numa região onde a negligência é a problemática dominante e a faixa etária dos seis aos dez anos a mais afectada, existem ainda 6 concelhos que não tem uma Comissão de Protecção a Crianças e Jovens. Aljezur (deverá ter uma CPCJ até final do ano), Castro Marim, S. Brás de Alportel, Vila do Bispo e Monchique.

Projecto recupera tradições perdidas

Aldeias em Flor 2007

Com um investimento total de 50 mil euros, onze aldeias da região participam no projecto “Aldeias em Flor 2007”, numa iniciativa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, no âmbito do Plano Estratégico de Revitalização das Zonas de Baixa Densidade.

As aldeias começaram a ser decoradas no passado dia 21 de Março e a iniciativa termina só a 1 de Julho, sendo que cada aldeia promove ainda uma festividade tradicional, e os restaurantes confeccionam os petiscos típicos de cada localidade.

Depois da Festa do Folar, que decorreu nos dias 7 e 8 de Abril em Barão de São Miguel, Lagos, a próxima das 11 “Aldeias em Flor” a comemorar a festa tradicional vai ser Bordeira, em Aljezur, dia 22, com o Passeio Pedestre da Primavera. Mas as flores já podem ser apreciadas em muitas janelas e passeios por esse Algarve afora.

“O objectivo”, explica a vice-presidente da CCDR Algarve, Catarina Cruz, “é elevar a auto estima das populações, revitalizar iniciativas esquecidas, promover o turismo rural e dinamizar as economias locais, nomeadamente a restauração, onde se encontra a verdadeira comida tradicional”.

Ao longo dos últimos quatro anos a CCDR tem realizado outros projectos do género, como os “Presépios das Aldeias do Algarve”, que começou por abranger apenas as 11 aldeias que fazem parte do Plano de Revitalização, mas que no ano passado já contou com 24 aldeias. Depois houve um projecto ligado à gastronomia, e agora é a vez das “Aldeias em Flor”.


In Loco dinamiza no terreno

No terreno, incumbida de dinamizar a acção, está a Associação In Loco, que ganhou o concurso público promovido pela CCDR para o efeito. “O nosso papel é fazer a dinamização de todo o processo. E como nunca tinha sido feito, tivemos de desenha-lo do início. A CCDR avançou com ideias bastante gerais, e coube-nos a nós desbravar caminho, definir formas, lógicas e sistemas de organização, o que nos deu margem criativa, sendo que começámos por mudar a designação. A CCDR apresentou o título de «As Aldeias Mais Floridas», mas era um pouco palavroso e, fazendo uma analogia às «Amendoeiras em Flor», sugerimos o título: «Aldeias em Flor»”, conta Artur Filipe Gregório, da In Loco, ao Região Sul.

“O nosso objectivo é realizar uma acção de dinamização do mundo rural, investindo na animação da comunidade. Nalguns sítios conseguimos mais do que noutros. Mas a lógica ficou lançada. E os nossos interlocutores, quer sejam as juntas de freguesia, quer sejam as associações e colectividades locais, abraçaram bem a ideia e acho que estão a assumir exemplarmente as iniciativas. Nós esperamos que a ideia não se esgote aqui mas sim seja uma forma de reviver e recuperar a tradição de decorar ruas, casas e fachadas com flores, na Primavera, o que mostra, acima de tudo, o amor que as populações têm à terra e à comunidade”, reforça o responsável.

Mais de 1500 euros para cada aldeia

São as pessoas que colocam as flores e decoram as ruas, mas a expensas da In Loco, através da CCDR. À partida cada aldeia teria até 1500 euros para despesas com flores e vasos. Porém a In Loco, diz Artur Gregório, “conseguiu esticar um pouco mais” com “acordos de descontos com algumas empresas da região”. Ao todo rondam as três centenas de flores e plantas adquiridas e expostas em cada uma das 11 aldeias. Contudo o mesmo responsável sublinha que é “uma iniciativa que precisa de mais tempo para ter resultados”. “Muitas das plantas só para o ano é que estarão no seu máximo esplendor”.

Querença, Loulé, uma das 11 aldeias, está a ser alvo de outra iniciativa que é a Valorização do Património e que coincidiu com a data das “Aldeias em Flor”, sendo que o centro está completamente em obras, o que tem feito atrasar o processo, pelo que iniciativa não irá decorrer no centro principal da aldeia, mas sim nos núcleos habitacionais em redor. Já em Bordeira, a aldeia prevista era Carrapateira, mas por via do mesmo motivo, a acção teve de ser deslocada para a sede de freguesia.

Projecto deve ter continuidade

Como referiu Artur Filipe Gregório, o projecto só faz sentido se tiver continuidade, mas em termos financeiros, por parte da CCDR, não está certo de que venha a repetir-se, apesar do próximo QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional, também conter medidas previstas para zonas de baixa densidade.

“Ainda está em estudo se se vai repetir ou não, porque este Quadro Comunitário de Apoio está a terminar. O novo Quadro de Referencia Estratégica Nacional (QREN) também tem medidas previstas para zonas de baixa densidade, mas o montante é menor e teremos de ser mais selectivos nos projectos. De qualquer forma vai depender, primeiro que tudo, do balanço que será feito pela CCDR, que vai estudar o impacto, tentando perceber se as pessoas agarraram ou não a ideia, se valeu ou não a pena”, esclarece a vice-presidente, Catarina Cruz, que ainda assim remata: “Mas em princípio valerá sempre a pena, quanto mais não seja porque promove mais uma festividade local. Pode é não alcançar os objectivos no seu todo. Mas será sempre positivo”.

As onze aldeias

As aldeias são Bordeira, Aljezur; Alportel, São Brás de Alportel; Estoi, Faro; Barão de São João, Lagos; Alferce, Monchique; São Marcos da Serra, Silves; Querença, Loulé; Cachopo, Tavira; Vaqueiros, Alcoutim; Odeleite, Castro Marim; e Cacela Velha, Vila Real de Santo António.

10 abril 2007

Doentes sem apoio no domicílio

O Serviço de Apoio ao Domicilio do Centro de Saúde de São Brás de Alportel sem capacidade para responder às solicitações da população.

A funcionar há mais de 5 anos, o Serviço de Apoio ao Domicilio serve os utentes do Centro de Saúde de São Brás de Alportel que necessitam de tratamentos de enfermagem e que por motivo da sua doença não se conseguem deslocar ao Centro de Saúde.

Até ao inicio deste ano este serviço funcionava com uma equipa de profissionais de saúde, (enfermeiro e auxiliar) asseguravam 3 vezes por semana o atendimento em enfermagem a cerca de 15 utentes, deslocando-se até as suas residências onde eram efectuados tratamentos de enfermagem, evitando assim que os utentes (muitos deles acamados) tivessem que se deslocar ao Centro de Saúde.

Neste momento, segundo informação junto do CS, a equipa está com uma lista de cerca de 50 utentes. Apesar de o serviço ter recorrido à Unidade Móvel para assegurar deslocações ao domicilio dos doentes todos os dias úteis da semana, o Centro de Saúde continua a debater-se com o problema da escassez de meios e recursos humanos para dar cobertura a todas as solicitações (justificadas) para apoio no domicílio.

Devido à limitações em pessoal o Centro de Saúde terá inclusive começado a recusar receber mais pedidos de apoio domiciliário, com a justificação que é impossível dar cobertura a todos os pedidos com a qualidade que é exigida num serviço desta natureza.

Esta situação só tem tendência a agravar em virtude da reestruturação que tem sido levada a cabo no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente no que às Unidades de Internamento se refere (agora, além dos utentes se verem internados em Unidades longe das suas residências também têm que pagar pelo internamento). Os utentes ao recusarem irem para unidades de internamento dispersas pelo Algarve, acabam “despejadas” no domicilio ainda com necessidade de receber tratamentos de enfermagem e com indicação para o fazerem nos centros de saúde da sua área de residência.

Politica
para a Saúde do Concelho.

Segundo conseguimos apurar o problema está na falta de meios (transporte e pessoal). Para tentar resolver esta situação, a Direcção do Centro de Saúde de São Brás de Alportel, terá solicitado à Câmara Municipal que a Unidade Móvel de Saúde passe a integrar o Serviço de Apoio Domiciliário. A Câmara Municipal terá acedido temporariamente ao pedido do Centro de Saúde, disponibilizando a Unidade Móvel para o Apoio ao Domicilio dois dias por semana, elevando para 5 os dias para assistência ao domicilio destes utentes.

No entanto, uma equipa de profissionais a trabalhar 5 dias por semana, não conseguem dar assistência a 50 utentes que necessitam na sua maioria de tratamentos diariamente ou de dois em dois dias. «é humanamente impossível, se pensarmos nas dimensões do concelho e no tempo que demoram as deslocações até à residência do doente».

Para o Centro de Saúde é fundamental a criação de uma segunda equipa de profissionais para o Apoio ao Domicilio, para isso além da contratação de pessoal o CS teria que arranjar viaturas para as deslocações. Neste sentido o Centro de Saúde terá abordado a Câmara Municipal para obter colaboração (uma viatura e motorista). Colaboração essa, que foi recusada por falta de disponibilidade (leia-se dinheiro).

Além da recusa de colaboração aquisição de uma viatura e disponibilização de um motorista, a Câmara Municipal terá também feito questão em demonstrar a sua insatisfação quanto à utilização da Unidade Móvel no Apoio Domiciliário. Alegando que se está a perder um serviço público (?).

Considerado por todos (profissionais da saúde) de utilidade dúbia, a Unidade Móvel nos termos em que a sua actividade tem sido efectuada, continua sem servir nem a Educação para a Saúde nem Prevenção à Doença. A ARS do Algarve terá inclusive proposto uma renegociação do protocolo com a edilidade são-brasense no sentido de atribuir ao Centro de Saúde a responsabilidade pelo serviço da Unidade Móvel, retirando-o da alçada da Câmara Municipal. A Câmara terá recusado tal possibilidade.

Esta recusa vem dar mais ênfase à utilidade politica que este executivo vê na Unidade Móvel.

ARS do Algarve promete resolver problema

Perante a realidade de o Centro de Saúde já não conseguir dar assistência a todos os pedidos de apoio ao domicílio, a recusa da Câmara em prestar apoio e os sucessivos pedidos da Direcção do Centro de Saúde, a ARS do Algarve já terá assegurado a contratação de profissionais (enfermeiros) para o Centro de Saúde de São Brás de Alportel constituir uma segunda equipa para o Apoio Domiciliário.

Quanto à questão dos transportes a ARS do Algarve pretende adquirir/arranjar uma viatura para o Centro de Saúde, no entanto qualquer aquisição de viaturas no estado é um processo longo, podendo demorar na melhor das hipóteses três meses e na pior, alguns anos…

Resta aos utentes/doentes do concelho esperarem…

09 abril 2007

Operação Páscoa

Sete feridos graves no terceiro dia da operação


Um ferido grave resultante de uma colisão em São Romão (São Brás de Alportel) integra esta triste contabilidade.

No total, seis acidentes de viação provocaram, sete feridos graves nas estradas portuguesas, no terceiro dia da Operação Páscoa, mais três feridos graves do que em igual período de 2006, disse à Lusa fonte da Brigada de Trânsito da GNR.

Segundo fonte oficial da Brigada de Trânsito (BT), desde que começou a "Operação Páscoa 2007", quinta-feira, 19 pessoas sofreram ferimentos graves, sete das quais hoje, e cinco morreram.

"Registam-se mais quatro mortos que em igual período do ano passado e mais três feridos graves", acrescentou a mesma fonte.

Os feridos graves resultaram de um despiste em São Teotónio, (Beja), um outro despiste em Campeã, (Vila Real de Trás-os-Montes), e colisões em Vale Grou, (Aveiro), São Romão (S. Brás de Alportel), Perafita (Vila Real de Trás-os-Montes) e Cruzeiro (Viana do Castelo), a última com dois feridos graves.

Na "Operação Páscoa 2007", que começou às 00h00 de quinta-feira e terminou às 24h00 de domingo, a GNR intensificou a fiscalização rodoviária com mais 2.100 homens por dia, distribuídos por 1.050 patrulhas diárias, além do dispositivo normal.

A operação envolveu militares das Brigadas de Trânsito e Territoriais, contando também com o apoio dos Regimentos de Infantaria e de Cavalaria da GNR.

A fiscalização foi orientada para as vias consideradas mais críticas, sendo exercida maior vigilância nos períodos de trânsito mais intenso nesta época festiva: quinta-feira das 12h00 às 24h00, sexta-feira das 08h00 às 12h00 e domingo das 12h00 às 24h00.

Festa da primavera (domingo de páscoa)


As pessoas acumulam-se ao longo do percurso. A vila encheu-se de automóveis, estacionados por todo o lado, que não param de derramar gente pelas ruas. Quem chega, percorre primeiro as ruas atapetadas de flores, vai pingando conversa com os conhecidos, eventualmente toma uma bica e, depois, escolhe um lugar para ficar à espera da procissão. Os homens - pais, filhos, avôs, netos, irmãos, amigos- separam-se das esposas, das mães, das avós, das netas, das amigas, das irmãs e encaminham-se para a igreja, de tocha (ramo mais ou menos escultural, de flores mais ou menos silvestres) na mão.

Os homens desfilam, em «roupa de Domingo», muitos com óculos escuros, todos com ar solidamente «macho», empunhando as «tochas». No caos dos gritos, conseguem ordenar a participação de cada grupo sem se sobreporem - confesso que me fascina esta capacidade de improvisada organização. Um grita, com voz potente, «Ressuscitou como disse», ao que os desse grupo respondem, com voz igualmente máscula e em uníssono «Aleluia! Aleluia! Aleluia!». E enquanto dizem o refrão, param, viram-se para o centro da estrada e erguem 3 vezes a «tocha».

Ao cortejo masculino laico, segue-se o dos membros da igreja, estes já ladeados por mulheres... A fechar, a banda, claro. E mais mulheres, que se vão juntando ao cortejo, depois de ver passar as «tochas». Lembro-me que, quando criança, o que preferia era a música; adorava «marchar» ao compasso da fanfarra, com passos estudadamente largos, imaginavelmente solenes...

As pessoas penduram as colchas nos balcões das janelas e os balões vendem-se bem. Passei por uma mãe que explicava, com voz à beira de um ataque de nervos mas a usar as últimas gotas de benta paciência: «Não, filha, nós não vamos ver os balões, vamos ver a procissão, que é muito bonita.»

Nos cafés, entram homens «vestidos a preceito», com as suas tochas.

A procissão passa sobre as flores, deixando no ar uma sinfonia de perfumes «Ó mãe, cheira a flores!». Depois, é a alegria das crianças, aos pontapés aos despojos florais, a jogar à macaca sobre os restos dos quadrados coloridos, a jogar pétalas ao ar...