Os piores resultados do Algarve.

Os resultados das análises à qualidade da água pioraram em 2006. Se em 2005, 97,5 % das análises aos parâmetros de qualidade analisados pelo Instituto Regulador de Água e Resíduos (IRAR) cumpriam os valores exigidos, no ano passado a média baixou para 97,2%. O que, explicou ontem o IRAR, não significa que a qualidade da água tenha diminuído. A percepção da realidade é que é agora maior do que no passado.
"As novas análises que agora se fazem, e que antes não se faziam, tendem a baixar a média da qualidade", explicou ontem Jaime Melo Baptista, presidente do IRAR, em conferência de imprensa. A contribuir para esta contabilização estão análises de algumas entidades gestoras do interior norte do País com problemas graves que não estavam a ser sujeitas a monitorização no passado e que apresentaram agora os seus maus resultados. Mas, no geral, hoje é possível ter uma visão mais realista da situação, que espelha as assimetrias regionais do desenvolvimento do País.
São também as zonas rurais mais remotas do interior que carecem de recursos financeiros para fazer os investimentos estruturais que permitirão melhorar o abastecimento de água à população. Como, por exemplo, procurar fontes alternativas de captação de água ou melhorar as suas formas de tratamento. Além disso, acrescentou o responsável do IRAR, nos concelhos do interior escasseiam também os recursos humanos técnicos qualificados e até a sensibilidade para o problema da qualidade da água.
Mesmo havendo mais análises aos parâmetros com resultados negativos, o IRAR garante que não está em causa a saúde pública, sublinhando que no ano passado as autoridades de saúde não alertaram para qualquer risco. Além disso, uma análise com mau resultado não significa necessariamente má qualidade da água distribuída à população. Um terço das inconformidades prendem-se com o nível do PH, do qual não decorre risco grave para a saúde, garantem os responsáveis do IRAR. No entanto, os valores legais são para cumprir, sublinham.
Outro problema de incumprimento está relacionado com os parâmetros microbiológicos e com os valores que advêm da má desinfecção da água. Mas como a partir de Janeiro a desinfecção vai ser um processo obrigatório, o problema tenderá a diminuir, acredita o IRAR.
O aumento das análises feitas à água e a realização de mais inspecções às empresas e laboratórios, levam o IRAR a concluir que "a qualidade da água para consumo humano continua a melhorar consistentemente e que a grande maioria da população dispõe de serviços de abastecimento de boa qualidade".
As infracções mais detectadas nas inspecções são a falta de comunicação ao IRAR e à população por parte das entidades gestoras dos incumprimentos registados nas análises. Esta comunicação deve ser feita através de editais e de relatórios ao IRAR.
...Não obstante a promoção da qualidade ambiental do município ser um dos principais objectivos do plano de acção do executivo são-brasense liderado por António Eusébio, de realçar pela negativa neste relatório, está o facto de o concelho de S. Brás de Alportel apresentar os piores resultados da Região. O destaque no mapa apresentado pela IRAR é evidente!...






























