A Via Algarviana, projectada desde finais da década de 90, é um percurso pedestre sinalizado que vai atravessar toda a região algarvia, com especial incidência na zona serrana, entre Alcoutim e o Cabo de S. Vicente, numa extensão de cerca de 240 quilómetros.
O projecto, que ainda está a ser definido, tem como parceiros a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e as nove autarquias por onde passa o itinerário: Alcoutim, Castro Marim, Tavira, S. Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila do Bispo.
O presidente da associação Almargem, João Santos, disse à Lusa que a ideia na base do projecto é aproveitar troços já existentes para transformar a via no esqueleto de toda a rede de percursos pedestres do Algarve.
A Via Algarviana, que terá sinais com informações sobre o património histórico, fauna e flora, fará parte de um itinerário transeuropeu que liga São Petersburgo, na Rússia, a Tarifa, no Sul de Espanha.
Quando estiver pronta, a via estabelecerá a ligação com outra rota, que liga o Cabo de S. Vicente a Caminha, aproveitando troços já existentes por onde, segundo reza a história, passavam os peregrinos na época dos muçulmanos.
Segundo o coordenador da Via Algarviana, João Ministro, a duração do percurso depende da preparação de cada pessoa, mas a média para atravessar a via será de 15 a 20 dias, se o caminhante percorrer 15 quilómetros por dia.
"Os objectivos do projecto são essencialmente promover o desenvolvimento rural e evitar a desertificação", resume, acrescentando que a ideia é também fazer com que, em torno da via, nasçam outras actividades de eco-turismo.
A construção da Via Algarviana está orçada em 388 mil euros, dos quais 70 por cento são fundos comunitários, sendo o restante financiado pelas câmaras envolvidas.
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