21 março 2006
Dia Mundial da Árvore
De 21 a 25 | de 3ª feira a sábado | 08h30 – 12h30 | Mercado Municipal
> Oferta de Árvores para plantar
Plantar uma árvore é lançar uma semente de esperança!
Comemore o Dia Mundial da Árvore, da melhor forma.
Dirija-se ao Mercado Municipal e leve, gratuitamente, 1 ou 2 árvores para plantar.
Ciprestes / Medronheiros / Mélias / Pinheiros / Piricantas / Casuarinas / Sobreiros.
Org.: Câmara Municipal de São Brás de Alportel
20 março 2006
Inaugurações projectos urbanísticos
Dando continuidade à estratégia que tem vindo a ser seguida, a Câmara Municipal procedeu à execução de um conjunto de projectos de arranjo urbanístico, visando o ordenamento e embelezamento dos locais.
A autarquia promoveu a realização de um circuito de apresentação de um conjunto de obras, no passado dia 18, sábado .
Com inicio junto a um novo espaço público, na Rua Padre Sena Neto, passou pelo novo espaço público no sítio de Mesquita, apresentou depois a obra de valorização do Poço Velho, seguiu depois para um novo espaço público em Peral e finalizará o terminou o percurso, com a apresentação da obra de valorização do Poço do Peral, onde decorreu um pequeno beberete.
(Já lá vão quantas?... 48 placas?! António Eusébio, um nome que vai ficar gravado na história de S. Brás, sem dúvida! Os espaços estão muito mais bonitos. Excelente o trabalho desenvolvido pela In-Loco. É uma mais-valia do concelho).
Fontes e Poetas
Depois de Bernardo de Passos, João Brás e José Dias Sancho, será desta feita José Vicente o poeta são-brasense a ser recordado, no âmbito da acção de valorização dos poetas do concelho, que o Município desenvolve, deixando em cada fonte ou poço valorizado um pequeno excerto da poesia dos autores são-brasenses.
No Poço Velho, no Sítio da Mesquita, onde o poeta viveu, vai ser colocada uma placa com uma quadra de autoria de José Vicente de Brito.
Natural do concelho de São Brás de Alportel, este poeta popular nasceu em 1872 e faleceu em 1957, deixando na memória do povo a lembrança dos seus versos, que sempre o acompanhavam, assaltando as conversas e divertindo a roda de amigos… Versejando sobre as agruras de uma vida de trabalho, sobre tudo José Vicente deitava um mote e um conjunto de glosas que guardava na memória, já que nunca aprendeu a ler ou a escrever. Na lembrança, apontava uma poesia que se soltava da inspiração, tão naturalmente como água que corre da fonte.
Sem nunca ter tido oportunidade de ir à escola, a modesta vida no campo, agarrado à enxada, de sol a sol, não impediu que corresse nas suas veias o talento de poeta.
Lembram os mais antigos que depois do longo dia de trabalho, José Vicente passava sempre pela adega do Ti João Neves (
Marlene Guerreiro
19 março 2006
Revisão do PROTAL
A Câmara Municipal e a Assembleia Municipal de São Brás de Alportel vão promover, na próxima quarta-feira, 22, pelas 21:00 horas, um debate sobre o processo de revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve (PROTAL).
"No quadro de uma linha estratégica de proximidade aos cidadãos e de construção participada do futuro, seguida pelo município, pretende esta iniciativa promover o debate e a participação activa dos cidadãos, em torno de um dos mais importantes "dossiers" que está neste momento em cima da mesa de decisões da região algarvia", refere a autarquia.
O fórum, marcado para o Salão Nobre dos Paços do Município, analisará a proposta de plano apresentado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, na perspectiva "das suas implicações futuras" para o concelho são-brasense.
17 março 2006
Demolição por lapso engole memórias de uma família
"Perdemos mobílias antigas, roupas e muitas recordações de família, como as cartas que o meu marido, falecido há 20 anos, escreveu quando estava na guerra do Ultramar", contou, emocionada, Lídia Machado, arrendatária do imóvel e de duas lojas de pronto-a-vestir.
Na quarta-feira da semana passada, o filho, Pedro Machado, deslocou-se ao armazém para ir buscar roupa e deparou-se com o insólito. Uma parede e parte do telhado já tinham sido destruídas. "Pedi que parassem as máquinas e expliquei que tinha coisas lá dentro. Não me deram ouvidos, alegando haver ordens expressas da câmara para demolir tudo", acusa. E garante ainda ter sido "impedido de apresentar queixa no posto da GNR". "Disseram-me para contactar a câmara, que é uma entidade que não comete ilegalidades", conta.
Fonte da guarda nega as acusações. "Os queixosos não tinham recibos do arrendamento, nem sabiam contra quem queriam apresentar queixa, por isso, foram aconselhados a voltar mais tarde, o que não fizeram", diz.
Os arrendatários decidiram, então, contratar uma advogada que apresentou queixa no Ministério Público contra a autarquia, a construtora e a GNR. Como a demolição foi rápida (cerca de duas horas) apenas conseguiram embargar os trabalhos de remoção dos destroços.
A ideia da demolição surgiu durante as obras de reabilitação da estrada Nacional 2. "O empreiteiro alertou-nos para o risco de derrocada do edifício, bastante degradado," explica o presidente da Câmara de São Brás de Alportel, António Eusébio. Para acelerar o processo, a autarquia solicitou, por fax, autorização à proprietária para proceder à demolição. A reposta foi favorável e foi dada ordem ao empreiteiro para deitar abaixo. "Nunca fomos alertados para a existência de um armazém nem de um arrendamento a terceiros", refere o edil.
Versão diferente tem Pedro Machado. Garante que o imóvel tinha duas parcelas e que o armazém funcionava numa delas. "A senhoria diz que apenas deu autorização para demolir a ruína (uma das parcelas) e não o armazém contíguo", justifica. No entanto, de acordo com a autarquia, todo o imóvel está registado como uma só parcela.
Mãe e filho não se conformam. "Foi possível recuperar algum mobiliário e roupas, mas quase tudo foi destruído", diz Pedro Machado, que refere o desaparecimento de um cofre. "Estava dentro do armazém e guardava vários objectos em ouro, herança de família", acusa. O JN tentou, sem sucesso, contactar a empresa que procedeu à demolição.
16 março 2006
Obras de reabilitação da entrada norte (Actualização?)
Já deu entrada no Tribunal da Comarca de Faro a queixa crime contra a Câmara Municipal de São Brás de Alportel. António Eusébio terá que responder em tribunal pela demolição do Armazém na Rua Serpa Pinto.
Segundo apuramos a queixa crime imputa responsabilidades, à Câmara na pessoa do sr. presidente e engenheiros camarários, à GNR na pessoa do comandante do posto e outros soldados bem como à firma responsável pela execução da obra.
Por um lado, numa obra sem caderno de encargos, sem alvará (nós bem procuramos, mas não encontramos a placa identificativa da obra, e não acreditamos que esteja debaixo dos escombros do armazém) não vai ser fácil para António Eusébio justificar a destruição da propriedade alheia.
Pelo outro, com uma boa dezena de testemunhas (dispostas a corrigir a habitual arrogancia na actuação de certos militares da força da ordem) e provas documentais sobre a actuação da GNR (ou a falta dela) neste caso, o Comandante do Posto Sarg. Rodrigues não terá a vida facilitada para justificar a actuação dos seus soldados.
Ainda quem poderá ver todo este processo passar-lhe ao lado é a firma responsável pela obra.

