30 abril 2007

Os Silêncios e as Sombras

Como reflexos da nossa História

“Torna-se urgente, cada um de nós, rejeitar o medo. É necessário integrarmo-nos no ser social e na aventura cultural da época em que vivemos”

Ser solidário é estar com.
Ser democrata é ser livre.
Ser livre é ser responsável.

Viciar as regras do jogo ou consenti-las é, a contrário sensu, uma forma típica de manipulação, de favorecer ideários egocêntricos, dos quais, o homem inteligente se marginaliza.

É, então, que consciente do relativo, se reassume como uma dispersão coerente neste reino de vaidades pessoais, de jogos de poder sórdidos e mesquinhos, prevalecendo, em todas as atitudes e lugares, numa solidariedade ética entre “oficiais do mesmo ofício”.

As coisas, porém, quando envolvem o colectivo, não são, apenas, o que se vê e o que se deseja, porque todos os sistemas e imposições arbitrárias representam, para quem busca a verdade essencial, factores de perturbação ao livre pensamento e um obstáculo ao conhecimento humano.

Todavia, para quem busca a verdade essencial, um dos factores mais relevantes das histórias da nossa história, é o “entregar a carta a Garcia”.

Quando, face ao medo, de que somos herdeiros involuntários, não ousamos despi-lo e adoptamos atitudes de subserviência, mais não somos do que testemunhos vivos de um tempo de trevas. É necessário estirpá-lo, mesmo que o alimente a solidariedade dos organismos oficiais que à sombra do mesmo engordam.

Quando, neste universo conturbado e controverso, manipulável e manipulado por jogos de pseudo-poder, compromissos e compadrios, ousamos questionar

- quem entregou a carta a Garcia?-

Visionamos, ainda e apenas, como resposta, projectadas no écran do 25 de Abril de 2007, as sombras chinesas do silêncio e do medo.

São os ecos do nosso passado/presente, de algo muito profundo, traduzido em coisas, actos e factos, perecíveis no tempo e com o tempo, e, só quando compreendidos, apreendidos e sabidos, se apagarão, mas em vindouras gerações.

Somos uma geração de terra queimada que é imprescindível desmistificar e compreender, já que, compreender é saber.

E saber é ser
Solidário, livre, responsável, corajoso e sábio.

Saber não é mais
Do que o reflexo, consciente, duma história sem história, ou da nossa história ainda por fazer.

António C. Jacinto

2 comentários:

MRC disse...

Viva a blogosfera Sambrazense

Anónimo disse...

Meus caros Sres já havia muito tempo que eu não vinha aqui ao blog s.bras,pela que eu me lembro o presidente nunca fez parte da Algar desde 2 de Dezembro de 1999 até cerca mais ou menos de 2003 só dai para cá , mas antes disso já trabalhava na firma Eduardo Pinto Viegas que um donos dessa firma pertence a Algar portanto é bem possível que o Tó Tó Carlos tenha feito alguns favores.




UMA boa seman a de trabalhos


J.M