No dia 9 de Janeiro começaram obras de renovação na EN2, a partir do Largo de S. Sebastião e a acabar numa rotunda mais a norte, mas para trás ficaram casas em ruínas e várias oficinas, que fazem da via pública parque de estacionamento...
O que está a aparecer no terreno, é uma via central demasiado estreita (será que um carro de incêndios lá passa; e se uma viatura se avariar, quem, e como, de lá se retira?), ladeada por passeios de grandes dimensões (certamente que são esperadas multidões a “passear” nestas avenidas de pedra!) e por locais de estacionamento em fila (o que reduz substancialmente o número de viaturas a estacionar).
Os passeios e os locais de estacionamento, estão a ser empedrados com a chamada “calçada portuguesa”, maioritariamente por trabalhadores africanos, mão-de-obra barata, pouco qualificada, que martela furiosamente a pedra a grande velocidade, já que ganham ao m2, muitas vezes, partindo-a inconvenientemente, mas mesmo assim, colocando as peças partidas que, como é evidente, não irão resistir muito tempo até ficarem soltas.
Já há outras “obras” deste género nos novos acessos à Vila, e também na parte velha do burgo, que deveriam ter servido de padrão do que não se deve fazer, mas como nada se aprendeu, só quem não quer ver, é que não nota que as calçadas estão mal feitas que muitas pedras já foram à vida.
Que é feito da “calçada portuguesa ”produzida por verdadeiros artistas (em Lisboa, o município, há anos, organizava cursos para calceteiros e o resultado foram passeios e ruas de rara beleza, verdadeiras obras de arte) que ficava toda alinhadinha em perfeita esquadria, bem compactada por um processo bem concebido de travejamento das pedras que as não deixavam soltar?.
Dado que a” boa calçada” consome mão-de-obra intensiva e, por isso cara, que, aliás já não existe em qualidade, por os antigos calceteiros terem passado à reforma, a maior parte dos municípios já há muito abandonaram este processo, tendo, em sua substituição, adoptado o método dos pavimentos de placas de cimento ou de granito, que hoje se apresentam no mercado de várias dimensões, cores e feitios (no nosso concelho há uma fábrica destes materiais), possibilitando arranjos e combinações de que resultam trabalhos de grande beleza estética, além de apresentarem um piso mais suave e seguro para quem anda a pé, sobretudo para os mais velhos (é raro o dia em que não caia alguém nos maus empedrados da Vila). Então porque se insiste na “calçada portuguesa”?.
Pessoalmente, julgo que em defesa de uma tradição que hoje, como vimos, é uma mera utopia, uma miragem num deserto de ideias que ainda parecem povoar as mentes de alguns projectistas muito distraídos em relação às novas tecnologias, mantendo-se numa obsessão doentia por velharias fora de uso, e que não foram capazes de se actualizar, quando para isso era só observar a realidade actual por esse mundo fora.
Uma outra hipótese é a da mera teimosia a qual me custa a aceitar, pela razão de que essa eventual obstinação custaria muito dinheiro retirado dos bolsos de nós todos que somos contribuintes. Por isso aqui deixo mais uma pergunta.
Quanto tempo demoraria a colocar um dos novos pavimentos na Rua Dr. Evaristo Gago?
Pelo processo actual, os calceteiros já lá estão desde o dia 9 de Janeiro e não é previsível determinar quando terminarão o seu trabalho, que terá no final, todos os defeitos que se salientaram. E a andar-se assim a esta velocidade de caranguejo/caracol, quanto tempo mais ainda se levará a chegar à rotunda, e quem ressarce os comerciantes e os moradores da zona dos prejuízos causados por obras tão prolongadas?
REPORTER XPTO
S. Brás, 20 de Março de 2006
IN: NOTICIAS S.BRAZ
Parece que em São Brás é mesmo necessário manter-se o anónimato na hora de fazer criticas ao actual executivo!!... o sr. XPTO certamente estará a defender-se de possivel represálias por parte do executivo, não?!.... e se muita gente pensava que a ditadura tinha acabado com o 25 de Abril, esta é mais uma prova que em São Brás ainda funciona... podes falar mas cuidado, senão fazem te a vida negra!
De admirar é o facto de o Noticias de S.Braz (o pasquim da câmara) publicar uma noticia destas!

































