“Se as nuvens não interferirem, a Lua cheia estará nessa noite bastante alta no céu, virada a sul, em muito boas condições para se observar a sua ocultação” acrescentou a astrónoma.
O eclipse resultará da interposição da Terra entre o Sol e a Lua, que fará projectar nela a sua sombra em forma de cone. Mas mesmo no meio da fase de ocultação total, às 02:21, a Lua não irá desaparecer completamente devido a radiações luminosas de partículas da atmosfera terrestre que se projectam nela.
“É por isso que o disco lunar estará sempre visível, com várias tonalidades entre o cinzento e o avermelhado” explicou a astrónoma do OAL.
Foi a partir a observação dos eclipses que os antigos gregos descobriram que o planeta era redondo. A palavra eclipse vem aliás do grego (ékleipsis), que significa desaparecimento.
Este é o primeiro dos dois eclipses totais da Lua de 2007, com o segundo a ocorrer a 28 de Agosto, mas dessa vez não será visível na Europa.
O último ocorreu na madrugada de 28 de Outubro de 2004, uma quinta-feira, entre as 3:23 e as 4:45, sendo o de 3 de Março a horas bem mais convenientes, já que tudo se vai passar depois da hora do jantar de um sábado à noite.
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